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27/08/2023

Os químicos da felicidade

Habituámo-nos a estar sozinhos. A ideia de uma relação para a vida toda entre um homem e uma mulher que víamos nos filme e livros já não nos parece atraente e a facilidade de uma relação à medida que podemos pesquisar facilmente nos telemóveis de acordo com parâmetros pré-estabelecidos, é muitas vezes apenas aparente. As vontades muitas vezes não coincidem, a individualidade impera, surgem novas complicações que vão desde o simples iniciar da conversa, passando pela consideração que agora temos de ter com os pronomes, o género, a sexualidade, o tipo de alimentação, a filiação política entre milhares de outras coisas para as quais estamos mal preparados e que causam mais ansiedade do que interesse. É por isso que muitas vezes perdemos mais tempo na escolha do que na conversa e no desenvolvimento das ligações em si e apostamos mais em procurar pessoas para momentos, seja para viajar, para sexo casual, orgias, swinging, para jogar Quiz Planet ou apenas para conversar do que para relações a longo prazo. E mesmo quem acha que procura relações 'tradicionais' muitas vezes pondera se não estará melhor sozinho, porque dormir acompanhado parece uma boa ideia até que nos lembramos que tínhamos uma cama só para nós e porque a ideia de ter roupa ou pêlos espalhados por todo o lado assusta qualquer um, mas também porque, com tanta escolha à nossa disposição, é mais difícil aceitarmos qualquer comportamento por mais pequeno que seja que não compreendemos ou do qual não gostamos. E é por tudo isto que, apesar de contraditória, neste mundo tão ligado, parece haver uma tendência para a solidão. A solidão é cómoda. Não temos de nos preocupar com ninguém, partilhar nada, ajudar ninguém, fazer compromissos, nem sequer arriscar conhecer os familiares e se é verdade que não temos as regalias desse tipo de relações, também é verdade que não temos as complicações e arranjamos alternativas, chamemos-lhes sucedâneos da felicidade, seja a família, amigos, animais de estimação, o trabalho, as idas ao ginásio, as partilhas que fazemos nas redes e aplicações sociais ou o onanismo, claro, e que nos permitem as doses diárias daqueles químicos que nos fazem sentir bem.

(João Freire)

14/11/2011

Voar

Num tempo em que duvidamos de tudo, importa não esquecermos do que somos capazes de fazer.



Há mais vídeos, nomeadamente este, em que ele passa junto a uma montanha através de uma catarata, e este, a sua última proeza, em que atravessa uma gruta numa montanha na China. Espectacular.

03/11/2011

A alegria de Pablo Aimar

Para mim o Aimar jogava sempre. Mesmo quando está em baixo de forma, mesmo quando está cansado, mesmo daqui a dois ou três anos quando começarem a pedir-lhe que se reforme. Aimar deve jogar sempre... e os 90 minutos! Eu pago bilhete para ir ao estádio ver jogadores como ele e irrita-me sempre que vou e que o Jorge Jesus o tira. Aimar pode fazer (e normalmente faz) a diferença pelo seu talento e pela sua entrega, mas Aimar, mais do que talento e entrega, é alegria e é essa alegria de miúdo que se nota quando fala do prazer de jogar na selecção, das jogadas com Saviola, de Maradona e até das chuteiras Puma ou quando faz  uma cueca ao Pirlo e sorri, a alegria que o torna num exemplo para toda a gente e para mim no melhor estrangeiro de sempre no meu Benfica, o Benfica de Preud´Homme, Gamarra, Poborsky, Van Hooijdonk, Canniggia, Karagounis, Miccoli e Saviola em que os craques anunciados se revelaram de facto craques. Não é preciso perceber muito de futebol para ver que Aimar, mais do que muitos, gosta daquilo que faz (até se ri quando cai*) e não é preciso perceber muito de futebol para gostar de Aimar.

Parabéns, Pablo Aimar.

*Não sei se o Aimar estará mesmo a sorrir nesta segunda foto, mas a imagem adequa-se na perfeição. 

25/08/2011

O futebol irritante e anti-desportivo do Barcelona

Golo do Barcelona contra o Nápoles - 32 passes até ao golo banal de Messi


O futebol praticado pelo Barcelona é o mais irritante que pode existir. Este Tiki-Taka gozão de que tanto falam é a coisa mais anti-desportiva que pode existir. Bola para a frente, para trás, para a o lado, para trás outra vez, até ao cansaço do golo, como se o mais importante do futebol não fosse o golo e a sua procura, mas o gozo de trocar a bola sem que os outros a 'cheirem'. Para jogar ao meiinho, tiravam as balizas. E Messi é o arquétipo desse tipo de mentalidade, do gozo. Claro que muito desse gozo é alegria pura, do miúdo que nunca perdeu o gosto pelo que faz, mas muito desse gozo também é exibicionismo balofo. Prefiro muito mais a mentalidade do Real Madrid (e Benfica) de procura incessante da bola, numa vertigem de pressão e corrida para a frente até ao agolo. E se é para falar em Tiki-Taka, gosto muito mais deste, que tem menos passes (só tem 14 em vez dos 32), mas é português e é muito mais pertinente, objectivo e bonito. Um dos melhores golos de sempre.

Golo de Portugal contra a Inglaterra - 14 passes até ao golo espectacular de João Pinto

04/04/2011

"Os cabrões lá ganharam" - Uma teoria unificadora do desportivismo

Estou em casa à espera que ninguém me incomode por causa do Porto ter ganho o campeonato. É normal. Uns ganham, outros perdem, uns vangloriam-se, outros chateiam-se, acusando os outros de não serem tão nobres quando eles são na hora da vitória. Mas não são. São todos iguais, somos todos a mesma merda de que são feitos os sonhos e os fracassos. É claro que todos achamos que somos diferentes, que somos melhores, mas tivesse eu ganho o campeonato e estaria neste momento a chatear todos os portistas que conheço, mesmo aqueles com quem não falo regularmente. Esse é o papel do adepto.
O desporto é assim: um lado ganha, outro lado perde, uns ficam contentes e os outros tristes. A nobreza na hora da derrota só existe para quem não compreende a essência do desporto. Respeito os adversários, acho que devem existir e daí faço o raciocínio que não os devo matar. Apenas isso. É tudo uma questão do que é aceitável e do que não é. Parece básico mas não será bem assim, como se viu hoje nos arredores do estádio da Luz. A verdade é que muita gente não compreende um aspecto importantíssimo do desporto: Sem adversários não há competição e sem competição não há desporto. Pode haver qualquer coisa... no circo não há adversários, por exemplo, no teatro também não, mas, havendo outras coisas, não há desporto seguramente. Muita gente tenta racionalizar a discussão clubística como se fosse possível convencer o nosso interlocutor que a nossa equipa é melhor do que a deles e aí é que está outro erro crasso. Claro que muito do que é referido como "paixão clubística" é sinónimo de ignorância, ainda assim, importa avisar que não existe nenhum caso documentado de alguém que, após ter ouvido os argumentos do seu interlocutor, tenha dito: "Realmente, estes argumentos técnicos e históricos que apresentas nesta discussão fazem sentido. O meu clube é inferior ao teu e amanhã de manhã vou rasgar o meu cartão de sócio e mudar de clube". Ninguém. Nenhuma racionalização é mais forte do que aquela assente na irracionalidade e a escolha de clube é a epítome da irracionalidade e não adianta tentarem subverter esta certeza natural, porque tal tentativa apenas conduz ao agravamento dos métodos argumentativos, isto é, à violência. A violência é apenas uma forma exagerada dessa racionalização inconsequente. Daí não fazerem sentido os debates semanais na televisão e rádio de interlocutores dos principais clubes de futebol, pois estes só alimentam e amplificam as discussões anteriormente infrutíferas e inofensivas de café, transformando-as num baluarte da razão aparente, acendendo frustrações e ódios recalcados que extravasam nos adeptos com consequências gravosas. Perguntem a algum membro das claques dos principais clubes de futebol o porquê de fazerem o que fazem e todos lhes darão alguns raciocínios (muitos fornecidos por esses comentadores de regime), uns mais lógicos, outros menos, claro, mas nenhuns suficientemente válidos para justificar as suas acções mais visíveis nesses estádios de futebol que se vão enchendo de medo e sangue. Sendo assim, importa dizer aos eternos idiotas que agridem, atiram objectos, insultam e que promovem a violência em geral que o desporto é o que acontece lá dentro do campo, com casos, injustiças, suor, lágrimas, risos, derrotas e vitórias características do próprio jogo e que nada do que acontece lá dentro pode ou deve ser alterado por aquilo que alguém faz cá fora.
Deixem o deporto, com a glória e o insucesso, para os desportistas e a alegria a a tristeza, com bocas, piadas, até insultos como os que titulam este texto, mas sem violência, para os adeptos.

(João Freire)

Faith No More - Ricochet

"It's always funny until someone gets hurt and then it's just hilarious!"

09/12/2010

Momentos de 30 anos - Final da Taça dos Campeões de 1990


A efeméride e a constituição das equipas podem ser revistas aqui.
O momento que me fez chorar* pode ser revisto entre o minuto 5 e 6.

*Note-se que tinha apenas dez anos!

Para o tema de Dezembro de 2010 sobre Objectos, pessoas, sítios e acontecimentos, num desafio da "Fábrica de Letras".

28/11/2010

Allez Federer

Não é nenhum dos Grand Slams. Será o quinto torneio mais importante do ano, aquele que reúne os melhores 8 jogadores da temporada. Roger Federer ganhou o Masters Final de Londres frente a Nadal, cedendo apenas um set na competição, precisamente frente a Nadal (6-3, 3-6, 6-1). É a quinta vitória no Masters, igualando o recorde de Pete Sampras e Ivan lendl. Para o ano ainda há Federer!

27/07/2010

E os domingos nunca mais voltaram a ser os mesmos

Sempre houve uma discussão para saber quem seria melhor, se Senna ou Prost, se Senna ou Mansell, se Senna ou Schumacher. Senna angariou ao longo da sua curta carreira três títulos do campeonato de fórmula 1 e alguns recordes que Shumacher viria a bater. Pouco para mostrar, ainda mais se compararmos esses títulos aos sete do alemão. Senna seria mais parecido com Gilles Villeneuve... Mas na verdade as comparações são impossíveis. Gostamos de comparações, precisamos delas para simplificar a realidade, mas com Senna não existem comparações, porque na cabeça de quem sabe não há dúvidas nenhuma. Shumacher sabia-o, Prost sabia-o. Todos o sabiam. Quando Senna corria era sempre o melhor. Correu em tempos diferentes dos que vivemos, tempos em que a segurança era por vezes negligenciada (os carros estavam no limite da velocidade e da segurança). Correr naquela altura, com aqueles carros era tarefa de loucos e Senna, entre os loucos, seria talvez o maior. Para além de tudo isto, era também um ídolo fora das pistas: ajudava muitas pessoas, era amigo de muitas mais, mesmo pilotos e rivais, era respeitado por toda a gente e por isso o mundo gostava dele, por isso o mundo chorou a sua morte e por isso o recordamos ainda hoje. Lembro-me dos Domingos de Fórmula 1 como das melhores coisas da minha infância e lembro-me de Senna, aquele capacete amarelo debaixo daquele barulho ensurdecedor, como o ídolo da minha geração... um ídolo de sempre.


Um vídeo sobre a melhor volta de uma corrida de fórmula 1



O vídeo da melhor volta de uma corrida de fórmula 1




Inspirado numa homenagem  feita no Top gear e que vale a pena ver (link para episódio completo)

03/07/2010

As bestas do costume



Toda a gente sabia que Portugal não ia longe neste mundial, porque toda a gente sabia que Cristiano Ronaldo ia jogar mal neste Mundial e que o seleccionador nunca teria coragem de o substituir; toda a gente sabia que Maradona não servia a esta Argentina e que, por isso, nunca chegariam à final, até porque o Messi, que não é tão promíscuo e exuberante como o nosso Ronaldo, também já não é grande coisa nestas coisas de jogar à bola! E também toda a gente sabia que Federer não conseguiria vencer novamente Wimbledon, muitos adivinharam que nem sequer chegaria à final, porque já sabiam que ele deixou de ser o melhor do Mundo há muito. Todos fizeram as apostas certas, na Holanda, na Alemanha, em Nadal! Na vida, como no desporto, queremos estar sempre ao lado dos vencedores e esquecemos facilmente que os vencidos de hoje foram os vencedores de ontem e que os vencedores de hoje também serão vencidos. De bestas a bestiais e vice-versa, não por sermos portugueses, como é hábito dizer-se, mas por sermos nós também... bestas.


(João Freire)

Beck - Loser


Fotografias retiradas da pesquisa de imagens do Google... onde mais haveria de ser?

09/06/2010

A importância de (não) correr atrás de algo até à exaustão

Não gosto de jogos. Não quero dizer que não os faça – às vezes é impossível – mas não gosto da forma como me sinto quando entro neles. Talvez por isso, por efectivar esse meu desdém em relação às matérias de jogo onde ele não deva existir, deixei de correr atrás de algumas coisas. O amor não é um jogo, a amizade não é um jogo, a confiança nunca pode ser um jogo. Numa corrida há sempre alguém que não quer ser alcançado e só aí é legítimo tentarmos contrariar essa vontade de fuga perseguindo esse alguém até à exaustão*. Todas as outras corridas são insensatas, todos os outros jogos são desnecessários. Para quê jogar quando algo vale a pena. Às vezes um não é apenas um não e ninguém deve desprezar a bondade por trás de uma palavra que aparenta tanto negativismo. A sinceridade, por vezes também sobrevalorizada, magoa, mas é bem melhor do que o engano. Não há nada de positivo no engano. O engano retarda o sofrimento, abrindo lugar a expectativas e ilusões que mais tarde ou mais cedo se desvanecem, deixando um vazio denso que nos corrói de dentro para fora. A bola não anda de um lado para o outro quando um lado permanece quieto. E apesar de todo o sofrimento, a verdade é que mesmo quem desdenha o jogo sente falta do arremesso, seja porque o espera ou porque está habituado a ele, mas todos os jogos têm um fim e, apesar das atribulações e peripécias que lhe são características, há sempre um alívio regenerador no fim.

(João Freire)

*The Crawl





Para o tema "Estava vazio.." num desafio da "Fábrica de Letras".

27/04/2010

Responsabilidades do futebol

O papel social dos opinion makers (fazedores de opinião, numa tradução literal da expressão inglesa), como o próprio nome indica, é o de construir uma opinião com a qual a generalidade das pessoas se possa identificar, ajudando a esclarecer e a informar as pessoas sobre determinados assuntos. Isso funciona para o Marcelo Rebelo de Sousa nos seus comentários políticos como funciona para os comentadores desportivos dos mais variados programas de discussão futebolística do nosso país. Todos devem saber o risco e a importância de tal função. As discussões que se têm em programas de televisão não ficam só pelos estúdios e corredores das estações televisivas, estendendo-se por todo o país sob os mais variados entendimentos - tantos quantas as pessoas que ouvem.

Esta semana vai haver um Porto-Benfica no Dragão e o clima de confronto entre os dois clubes está à vista de todos. Poderia ser pior, por exemplo, se os dois clubes estivessem pontualmente mais perto, mas mesmo sem esse ‘picante’ – que deveria entusiasmar mas que apenas preocupa quem gosta de futebol – as rivalidades estão exacerbadas.

Quem se responsabilizará se o jogo do próximo fim-de-semana se tornar num confronto físico entre as falanges de adeptos e as forças de autoridades?

Terão alguma culpa os comentadores que ao longo do ano futebolístico foram deitando achas e gasolina para a fogueira das sensibilidades clubísticas?

Haverá vários focos de responsabilização, desde logo nos presidentes dos dois clubes que transportam semanalmente as suas quezílias privadas para o terreiro público. Neste ponto, Pinto da Costa está pior, porque continua com o discurso palerma e obsoleto – que irrita e ostraciza até alguns portistas – do confronto Norte/Sul. Convém relembrar ao senhor Pinto da Costa que há portistas espalhados por todo o país e até pelo estrangeiro, pelo que não deve minorar o clube que preside.

Mas os comentadores também têm a sua quota de responsabilidade, “gente que, servindo-se de púlpitos privilegiados, não desperdiça a ocasião que lhe é oferecida semanalmente para incendiar ainda mais os ânimos entre as diversas hostes”*.

Quando se fala em “Andor”, “Calabotes”, “Palermo”, “Túneis”, ainda que antes se diga “que eu nem queria falar de”, num artifício de civismo, tem de ter-se a noção do que isso comporta aos ouvidos de espectadores mais incautos. Destaco Rui Moreira, que participa no Programa “Trio d’Ataque” da RTP, não por ser mais incendiário do que José Guilherme Aguiar, que participa no programa “O Dia Seguinte” na SIC NOTÍCIAS ou Miguel Sousa Tavares, que escreve uma crónica semanal do jornal “A BOLA”, mas precisamente pelo estatuto contrário que ele ostentava. Digo “ostentava”, porque no meu entender já não ostenta, visto que todas aquelas expressões atrás foram proferidas por ele, assim como a frase do jogo Benfica-Porto em que o “Benfica mereceu ganhar, mas ganhou sem merecer”. Ainda não sei ao certo se a imagem positiva que tinha dele era causada pela posição em que o clube que defendia se encontrava quase sempre, que era a de vencedor, e se esta nova imagem menos positiva, em que aparece associado a manifestações junto à Liga de Clubes com sócios que ameaçam “outras formas de manifestação” e insiste no recurso a insinuações, se deve ao facto de estar em terceiro lugar. No entanto, não é apenas ele. Destaco Rui Moreira, mas não o isolo.

Como disse atrás, todos sabemos da importância do papel que os opinion makers desempenham, eles também o sabem, e por isso não é despropositado que todos tentem tomar um papel activo na competição, mitigando as dificuldades ou acentuando as facilidades das suas equipas, através da força das suas palavras e na pressão que elas exercem nas mais variadas fontes desde os jogadores às comissões de arbitragem e disciplina, da Liga ou da Federação.

Mas terá de haver um limite para tudo o que é dito e feito para defender uma equipa de futebol.

Volto a perguntar: Quem se responsabilizará se o jogo do próximo fim-de-semana se tornar num confronto físico entre as falanges de adeptos e as forças de autoridades?

Há várias certezas no futebol em Portugal. Uma dessas certezas será a de que existem irregularidades das mais variadas montas, outra é a de que todos ou a maior parte dos clubes estão envolvidos nelas. Será tudo uma questão de nível.

Nestes casos, havendo provas, factos concretos ou o que seja, que se condene quem tem de ser condenado, responsabilizando sempre as pessoas e nunca os clubes. Julguem e apanhem todos os que têm de apanhar, recorrendo a todos os métodos que achem necessários para o fazer, mas não insinuem, nem falem de um passado antigo que não tem culpa dos erros presentes.

Resta ainda outra certeza, a certeza de que, apesar de movimentar muito dinheiro, influências, prestígio e poder, o futebol é apenas um desporto, com vencedores que vão alternando ao longo do tempo e dos confrontos dentro do campo. Ou assim deveria ser.

P.S. - É uma pena um dos melhores jogadores do campeonato ficar arredado do Clássico do próximo fim-de-semana.


+Citação de Antonio Boronha, retirada daqui.


(João Freire)

18/12/2009

Established since 18/12/1980

No ano passado, em jeito de homenagem fraterna, foi assim. Há dois anos, apesar de também ter sido assim, foi, sobretudo, assim.

Este ano a forma de celebração escolhida é a canção vencedora do Festival RTP da canção e consequente representante de Portugal no Festival da Eurovisão de 1980. Nem é uma coisa boa nem má, é!



Depois, tal como vi aqui, parece-me uma boa ideia encaminhar todos aqueles presentes que pretendem endereçar-me (todos, não, porque estou à espera de alguns... como este) para qualquer obra de solidariedade.

Eu, como gosto desta, sugiro-a e deixo aqui a forma de poderem fazer a vossa contribuição.

Obrigado.

14/09/2009

01/09/2009

13/08/2009

Festivais de Verão e El Mago

Nine Inch Nails em Paredes de Coura

Visitados neste blogue aqui, aqui, aqui e aqui.


Faith No More no Sudoeste


Visitados neste blogue aqui, aqui, aqui e aqui.
(Para além destas pérolas musicais isoladas que se podem encontrar pelo Youtube, também existe um concerto parecido àquele que deram no Sudoeste, que pode ser encontrado na íntegra aqui.)

...Ainda há bandas de jeito a fazer música de jeito. O Rock está salvo... por enquanto.


*fotografias retiradas do blitz

P.S. - Enquanto estava a ver os Faith No More, acho que o Benfica também deu um festival.

28/06/2009

Curtas - Vende-se

Sobre Futebol
Num dia em que descobri, via afectado, isto. importa dizer que nem tudo no futebol português vai mal. O meu Benfica contratou um excelente jogador (Saviola). Não obstante, parece-me que aquele gajo - Matías Fernández - que o Sporting contratou é capaz de ainda ser melhor!

Sobre ténis
Wimbledon. Depois de Michael Llodra se ter lesionado de forma insólita, Tommy Haas não quis deixar que os espectadores fossem para casa sem que vissem um pouco mais de ténis e desafiou um apanha-bolas para jogar com ele mais um pouco. É por estas e por outras que dizem que o ténis é o desporto dos cavalheiros.

Sobre automobilismo e outros cavalheiros
A forma como o Hirvonen, logo no fim de uma especial do segundo dia, comenta a prova, que se revelou uma das mais rápidas de sempre, dizendo que foi fantástica ("We were absolutely flat out the whole day... whoa! It was fantastic... fan-tastic!"), sorrindo como um miúdo e a resiliência de Loeb que ainda consegui pontuar após ter falhado 4 especiais que lhe valeram 20 minutos de penalização por um acidente com uma raiz de uma árvore, mostram a alegria e competitividade salutar que pode e deve existir no desporto.

E por falar em carros... vale a pena tentar
Quero trocar de carro - e já me ofereceram uma quantia por este carrinho aqui em baixo - mas vendendo-o por mim fico com mais espaço de manobra nas negociações. Não é uma situação de desespero, mas se houver alguém interessado...

Características:

Marca: Renault Clio 1.5 Dci (65 Cv, 5p)
Ano: 2002
Quilómetros: 140 mil
Extras (?): Caixa de 6 cd
Avarias desde a compra, entretanto resolvidas:
- Injectores, por deficiência de origem da série de 2002 anterior a Junho (Substituídos à razão de um por ano)
- Bloqueador de ignição, por desgaste da chave - ainda bem que há duas!
- Luz do Air-bag do passageiro (comprei outro - posso oferecer o antigo também)
- Rotura de um dos tubo do gasóleo (substituído)
- Rotura do tubo de recuperação de gases para o Turbo (substituído)
Gasta pouco e anda bem.

De resto... música...
... E uma das melhores músicas de sempre por um dos melhores intérpretes de sempre

Starman - David Bowie

...Let the children boogie


(João Freire)

07/06/2009

Hoje fez-se história




Federer venceu Roland Garros e eu vi!
Se existiam dúvidas, elas desapareceram hoje, dia 7 de Junho de 2009. Federer é o melhor tenista de sempre!
Ah! E parece que também houve eleições.

29/03/2009

Festival de curtas em família, parte II

Depois dos vídeos do Mercedes CLS, ficam agora os vídeos dos saltos Tandem (definição 1, definição 2) pelos respectivos autores (dos saltos e dos vídeos), em Évora no dia 22 de Março de 2009.

O trabalho difícil coube a Mário Pardo (Figo/Figuinho) e Carla, os camera Flyers, e João Oliveira (João Grande - sem ironia), o instrutor Tandem de ambos os saltos, da Skydive Experience. A música, com a excepção de um trecho orquestrado e executado por João Freire, coube a Fatboy Slim, com Right Here, Right Now e Pearl Jam, com Even Flow. Nós, johnny e ipsis, apenas editámos com o Movie Maker.

Sendo assim, sem mais links para pôr no texto...

Salto da ipsis

(carregar em HQ para melhor qualidade)



Salto do johnny

31/01/2009

Antevisão da história

O objectivo deste post, antes da ESPN retirar o vídeo, era projectar o jogo de Domingo (1 de Fevereiro de 2009) entre Nadal e Federer. Previa eu que se iria fazer história. Por um lado, Roger Federer tentava igualar o recorde de Pete Sampras ao conseguir 14 títulos de Grand Slam; por outro, Nadal, impedindo o recorde de Federer, tentava mostrar ao Mundo que também ele pode vir a ser considerado o melhor de sempre. Já bateu Federer em quase todas as superfícies: Terra batida, onde Nadal é seguramente o melhor de sempre, na relva de Wimbledon, no ano passado, onde Federer era rei há já cinco anos, naquele que foi considerado um dos melhores jogos de sempre e no Plexicushion (que é o terreno do Open Australiano depois de substituir o rebound ace). Falta o DecoTurf do Open Americano. No entanto, fica sempre a dúvida que impediu que no Domingo se fizesse história. Quem é afinal o melhor? Nadal bateu Federer, mas fica a dúvida se há mérito e superioridade de ténis ou apenas um ascendente psicológico inexplicável. Federer fez mais um ponto que Nadal em termos absolutos, fez mais pontos no serviço do adversário e fez mais Winners. Apenas as regras específicas do Ténis impediram que não fosse Federer o vencedor. É fraca desculpa, eu sei, mas temos de esperar por Roland Garros, Wimbledon (que Nadal venceu no ano passado, mas à custa da recuperação de Federer) e pelo Us Open, no qual Nadal ainda não venceu.

Afinal, ainda não se fez história...

Fica este vídeo para mostrar porque é que tanta gente gosta do Federer.

03/01/2009

Rali Dakar 2009


"Longe de África e da azáfama que marcou Lisboa nos últimos três anos, o Rali Dakar arranca hoje na Argentina."

Hum? Argentina?! Mas, mas...?

"É a terceira vez que a mais famosa prova de todo-o-terreno não passa ou termina na capital senegalesa (já aconteceu em 1992 e 2003), mas é a primeira vez, em 31 anos, que se realiza fora do continente africano."

Pronto, ok. Para quem já comeu a tão famosa sopa da pedra, ou foi ao Rock in Rio Lisboa, este rali Dakar sem Dakar, também não é assim tão diferente... ou é?


"Isto é o Dakar. Diria até que o nome nunca lhe assentou tão bem enquanto evento extremo no desporto automóvel", defende o francês que, há um ano, cancelou a prova ainda antes do seu início, alegando ameaças terroristas na Mauritânia." (Etienne Lavigne, director da prova)

Então, se o director diz que é, é porque é... ou não é?

"
Este Dakar sem Dakar suscita sentimentos contraditórios: por um lado, estão presentes os principais pilotos do todo-o-terreno e a novidade do percurso poderá aumentar a componente de aventura; por outro, saiu de África e muitos (mesmo alguns dos participantes) questionam-se sobre se conseguirá manter a aura do passado."

Pois. My thoughts exactly...

"Os mais contestatários, como o piloto francês Jean-Louis Schlesser, criaram mesmo uma prova alternativa (a África Race, onde estão a competir), no percurso habitual do Dakar africano, percorrendo Marrocos, Mauritânia e Senegal
."

Se Maomé não vai aos Andes é porque prefere as dunas.



(fonte: Público online)