Talvez a vida seja uma montanha-russa*... ou talvez seja um parque de diversões. Se for, que seja o Port Aventura, que é o único que eu conheço, cheio de montanhas russas para escolher ou nos calhar em sorte, trazendo-nos de volta aquele sorriso de criança. Não é esse, é o outro. Há perigos, há subidas íngremes e descidas vertiginosas... ou nem por isso, porque já somos adultos, e tudo acaba muito rápido, mas há diversão certamente... como na vida!
Não gosto de jogos. Não quero dizer que não os faça – às vezes é impossível – mas não gosto da forma como me sinto quando entro neles. Talvez por isso, por efectivar esse meu desdém em relação às matérias de jogo onde ele não deva existir, deixei de correr atrás de algumas coisas. O amor não é um jogo, a amizade não é um jogo, a confiança nunca pode ser um jogo. Numa corrida há sempre alguém que não quer ser alcançado e só aí é legítimo tentarmos contrariar essa vontade de fuga perseguindo esse alguém até à exaustão*. Todas as outras corridas são insensatas, todos os outros jogos são desnecessários. Para quê jogar quando algo vale a pena. Às vezes um não é apenas um não e ninguém deve desprezar a bondade por trás de uma palavra que aparenta tanto negativismo. A sinceridade, por vezes também sobrevalorizada, magoa, mas é bem melhor do que o engano. Não há nada de positivo no engano. O engano retarda o sofrimento, abrindo lugar a expectativas e ilusões que mais tarde ou mais cedo se desvanecem, deixando um vazio denso que nos corrói de dentro para fora. A bola não anda de um lado para o outro quando um lado permanece quieto. E apesar de todo o sofrimento, a verdade é que mesmo quem desdenha o jogo sente falta do arremesso, seja porque o espera ou porque está habituado a ele, mas todos os jogos têm um fim e, apesar das atribulações e peripécias que lhe são características, há sempre um alívio regenerador no fim.
Este selo é embaraçoso, Mary, mas aceito-o como prova de algum apreço que sentes por mim e que muito me alegra, mas avisando-te que só aceito uma coisa tão embaraçosa porque foste tu, o que responde ao teu apreço demonstrando o meu apreço por ti. Que feitio! Até no apreço tenho de responder!
Dizer uma coisa que gosto em mim? É difícil dizer só uma, porque há tanta coisa em que sou excepcional, algumas dessas coisas, como a beleza, pelas quais nem tenho grande responsabilidade, mas tendo em conta as limitações a que me sujeitaram e só podendo escolher uma... terei de escolher a humildade.
Dizer uma coisa que gosto do blogue que me ofereceu o selo? Este selo, que não é tão embaraçoso como o outro, mas que para lá caminha, foi-me oferecido pela Mary e pelo Pete, pelo que terei de dizer algo para cada um.
Sendo assim, gosto do blogue da Mary, porque ela parece ser boa pessoa, escreve bem e gosta de discutir comigo. Sobre o blogue do Pete, que não conheço, dá para ver que tem o mesmo interesse por videojogos que a minha irmã (ver barra lateral no blogue dela) e que é seguramente boa pessoa, porque justificou a escolha do meu blogue para o selo com a seguinte frase: "Porque é um blog com assuntos reais que nos despertam interesse."
O desafio, proposto pela Mary Brown, é o seguinte:
"Cada bloguista participante tem de enunciar 5 manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher 5 outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do recrutamento. Cada participante deve reproduzir este regulamento no seu blogue."
Não sou uma pessoa com muitas manias, pelo menos não ao ponto de conseguir encontrar cinco rapidamente. Mas, como todas as pessoas, tenho as minhas idiossincrasias e particularidades. Sendo assim...
Desde logo, tenho a mania, aquela mais corriqueira e habitual, a mania de ser esperto, a mania de ser engraçado, a mania de que escrevo bem ou de que sou o melhor condutor do mundo... Essa mania.
Depois, como a desafiadora disse (apesar de não me conhecer), tenho a mania de ser do contra, habitualmente numa discussão sobre quem não está presente (ocupando o seu lugar); quando os argumentos se esgrimem e é necessário uma refutação dos mesmos para se chegar a uma conclusão mais sólida ou... só porque sim. Chama-se a isso fazer o papel de advogado do diabo e eu faço-o na perfeição (lá está a tal mania de que falava ao princípio).
Tenho também a mania de ler na casa-de-banho. Habitualmente, tenho cinco ou seis livros na casa-de-banho e, normalmente, leio até ficar com a perna dormente.
Até fica bem, por ser início de ano, responder finalmente ao desafio dos desejos mostrando-os na forma de uma lista, que tanto servirá para o ano que chegou como para o resto da minha vida.
1º - Experimentar Voar num caça (avião), saltar de pára-quedas ou conduzir a mais de trezentos quilómetros por hora num super carro. Pode ser um qualquer destes três ou até outro desde que o nível de radicalidade seja abundantemente satisfatório.
2º - Sentir
Andar à porrada, de preferência com um gajo maior, e - aspecto muito importante do desejo - ganhar.
3º - Conhecer
Viajar pelo maior número de países possível, conhecendo as pessoas mais interessantes do mundo. Acho que mais de 50 países estaria muito bem, mas não me queixaria se visitasse 200. Quanto às pessoas, qualquer uma desde que as considerasse mesmo interessantes.
4º - Receber
Felicidade. Desejo a minha e a dos outros. A minha envolverá sempre a saúde, a família os amigos por perto e algum dinheiro. A dos outros que seja conforme a sua vontade.
5º - Dar
Ser ou fazer regularmente qualquer coisa de útil para a sociedade, desde ajudar uma idosa a atravessar a rua a resolver o conflito israelo-palestiniano.
6º - Fazer Escrever.
7º - Viver e Amar
Ser melhor todos os dias do que nos dias anteriores e morrer aos 128 anos, na forma de um homem de 50 anos em boa forma, seis minutos depois de adormecer, após ter feito sexo com a minha mulher de sempre, com uma idade próxima à minha, mas na forma de uma trintona sensual (em espectacular forma física), que morreria calmamente como eu, acompanhando-me assim na viagem até ao céu, onde o paraíso seria uma realidade, Deus existiria mesmo e tudo o que de bom se pudesse imaginar aconteceria pela eternidade fora.
P.S. - Sim, o desafio consistia na divulgação de 8 desejos, mas como tentei ser o mais abrangente possível, não precisei sequer de usar os 8 (Se virmos bem as coisas, terei utilizado mais de 20 desejos, mas quem está a contar?) Dou o último desejo a quem mais precisar.
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