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03/02/2011

Coisas que vou aprendendo nestes dias

Sobre a Justiça
Os julgamentos resolvem-se sempre com uma refeição e um acordo entre a defesa e a acusação A diferença entre o sistema português e, por exemplo, o americano, é que neste último a refeição acontece antes da papelada, do tempo perdido e do dinheiro gasto.

Sobre festivais
Super Bock Super Rock (SBSR) ou Optimus Alive? Até agora, o SBSR está à frente.

Sobre o acordo ortográfico
Alguma comunicação social diz que há problemas no Egipto, outra parte diz que há problemas no Egito e há outra parte ainda que, mais precavida nestas discussões, diz que há problemas no Cairo.

Sobre o Facebook
 Tenho recebido avisos de que fui inscrito em grupos de várias pessoas, na sua maior parte grupos elogiosos, como "top" "amigos", etc. Não sabia que a constituição desses grupos era pública. Felizmente que não pus em prática a constituição dos meus grupos "amigos" e "pessoas que não interessam nem ao menino Jesus".

Sobre passeios
Já passeei com cães, já passeei com sobrinhos, mesmo bebés... mas o sorriso delas é sempre mais aberto quando nos vêem de braço dado com a avó.


No Hay Problema - Pink Martini Orchestra

13/08/2009

Festivais de Verão e El Mago

Nine Inch Nails em Paredes de Coura

Visitados neste blogue aqui, aqui, aqui e aqui.


Faith No More no Sudoeste


Visitados neste blogue aqui, aqui, aqui e aqui.
(Para além destas pérolas musicais isoladas que se podem encontrar pelo Youtube, também existe um concerto parecido àquele que deram no Sudoeste, que pode ser encontrado na íntegra aqui.)

...Ainda há bandas de jeito a fazer música de jeito. O Rock está salvo... por enquanto.


*fotografias retiradas do blitz

P.S. - Enquanto estava a ver os Faith No More, acho que o Benfica também deu um festival.

13/07/2009

Chris Cornell e o concerto de Dave Matthews

O amor e a adoração contagiam facilmente. Alguém que teve sucesso (em qualquer área, desde a pessoal à profissional) dificilmente convive sem ele. Ninguém lida bem com a rejeição depois da aceitação generalizada. Alguns adaptam-se, conformando-se com a nova situação, racionalizando as suas virtudes, outros simplesmente matam-se na ânsia de que apenas fique a memória de um período áureo e outros tentam mudar, adaptar-se ao mundo que os rodeia, mantendo a todo o custo essa adoração, renunciando em última análise ao que são. A necessidade de nos sentirmos amados faz com que tentemos agradar ao maior número de pessoas, muitas vezes sem prestarmos atenção àquilo que nos agrada a nós.


Olhar para Chris Cornell e, sobretudo, ouvir a música que ele tem feito nos últimos tempos, é constatar a decadência de um homem que muitos consideravam um ídolo. Não será pelo aspecto de arrumador de carros que ele demonstra quando chega ao palco, não será certamente pela voz (em melhor estado do que quando veio com os Audioslave ao semi-demolido Alvalade), nem será muito pela banda assexuada de estilo emo que o acompanha, mas será muito pela música, encomendada ao mercenário dos easymade hits Timbaland, e pelas letras que a todo o custo tentam encaixar-se nelas em refrões orelhudos e simplistas que não lembrariam a bandas de garagem portuguesas - em caso de diferença, talvez o inglês destas pudesse ser mais cuidado. O produto talvez seja aliciante para muita gente, ao meu lado muita gente repetia ad nauseum "That bitch ain´t a part of me. I Said no, that bitch ain´t a part of me", mas a que custo? Conheço homens de 30 anos que se tivessem ouvido o que eu ouvi naquele concerto teriam vertido algumas das primeiras lágrimas da sua vida, homens (e mulheres) que aprenderam a conhecer a música, a língua inglesa e a literatura, o cinema, etc., moldando a sua identidade à volta de alguns valores supremos que, por exemplo, a banda de Chris Cornell, Soundgarden, divulgou amplamente.
O concerto não foi tão mau como seria de esperar, muito por culpa de incursões na música de Soundgarden (em vão esperei por Blow up the outside world), dos Temple of the Dog e até de Audioslave (que parece brilhante quando comparado com o último álbum de Chris, Scream), mas ainda assim, foi um sinal óbvio de um homem, que, só espero, esteja em luta com ele próprio, porque enquanto há luta há esperança.

Sobre Dave Matthews Band, com menção especial para Carter Beauford: Faltou Some Devil, Gravedigger, Angel e Save me* para ser genial! Assim, foi só brilhante.

... E a versão de All along the watchtower, com a inclusão da parte final de Stairway to Heaven? Perfeita!

*Gravedigger, Save me e Some devil são canções do álbum a solo de Dave Matthews, intitulado Some Devil, facto que tornava quase impossível a sua reprodução no concerto, mas, ainda assim, a esperança manteve-se.

Fotografias retiradas do Blitz
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(João Freire)

29/01/2008