23/01/2009

Uma forma de auto-elogio enviesada

O meu doce lado amargo
Os homens, ao tornarem-se no que as mulheres sempre quiseram - e todos fomos atropelados pelo que elas queriam - acabaram por sabotar-se a eles mesmos. As mulheres querem o prazer de manufacturar os seus homens, construí-los à sua medida, corrigi-los e melhorá-los e não uma obra acabada que apenas lhes mostra os seus próprios defeitos; ou, então, que eles sejam tudo o que elas querem quando elas querem. Ou a auto-destruição ou a perfeição. A coerência é aborrecida.

(João Freire, 2006)

9 comentários:

Por entre o luar disse...

O que é isto?
Um texto extremamente machista???

(sorriso)

Só tu...

beijo*

ipsis verbis disse...

se sabes disso, é porque algo correu mal durante a "construção". Normalmente, os homens que são submetidos a essas "intervenções", (quando bem feitas - o uso de anestésicos locais e/ou gerais, aconselha-se) nunca se lembram de nada. Muahahahaha.

johny disse...

È um texto extremamente idiota, o que só prova que, se eu consigo ser, todos conseguimos ser. Acho que faz bem olhar para trás - e por isso é que se deve escrever - para ver e pensarmos bem no que éramos e na forma como víamos a vida.

Quanto às transformações, nunca acontecem. Ninguém muda naquilo que é importante, no que é mais significativo, por isso, qualquer tentativa, acaba em fracasso certo.

É mais importante compreender e aceitar, se bem que é mais fácil de falar do que fazer.

cccp disse...

Eu sou da opinião que é a vida que muda o homem, não a mulher. A culpa é do homem se deixar que o respeito de uma relação a dois pende só para um lado, ou o contrário. Quem tem personalidade dificilmente se deixa ir em cantigas. A menos que o veneno...

johny disse...

Como alguém aqui disse, às vezes nem nos apercebemos da "construção", mas concordo que é difícil mudar alguém, pelo simples facto de que é difícil alguém mudar! Parece repetitivo, mas não é. A personalidade de uma pessoa demora anos de socialização, aculturação, condicionamentos vários que são impressos na biologia cerebral de todos. Passados vinte anos, já ninguém mexe em nada ou em pouco... resta escolher bem, compreender e aturar!

ipsis verbis disse...

Eu digo que numa relação mudam os dois. Toda a gente que vive em sociedade, por mais personalidade intrincada que tenha, acaba sempre por ceder, (já que mais não seja, pelo cansaço) e por isso mesmo, mudar física, psicológica e/ou espiritualmente, é normal.

Quando vivemos muito tempo com uma pessoa, acabamos por lhe copiar os gestos, antecipar frases, antever discussões, dispor imunidades e acima de tudo contornar situações.
E é neste tornear de acontecimentos que a "mudança" parece later.

o que quero dizer é que, como mudam/cedem (se calhar a melhor palavra) os dois, cada qual pensa que mudou o outro.

ipsis verbis disse...

agora.

johny disse...

Isso não é mudança, a verdadeira... pronto, a mudança de que eu falo! essa não é a mudança que eu falo, pois é só acessório, ou nem é acessório, mas é mais superficial...

O que quero dizer é que podemos mudar, melhorar em muita coisa, mas há coisas lá dentro e lá no fundo (aquelas que se querem mudar, sejamos nós os os outros em nós) que nunca mudam... essas coisas somos nós, para o bem e para o mal.

ipsis verbis disse...

"O que quero dizer é que podemos mudar, melhorar em muita coisa, mas há coisas lá dentro e lá no fundo (aquelas que se querem mudar, sejamos nós os os outros em nós) que nunca mudam... essas coisas somos nós, para o bem e para o mal."

Eu também digo que podemos mudar. Até digo mais, nós mudamos! Mas mudar por uma pessoa (que era isso que se falava no início) já é diferente. E como tu dizes, "somos nós, para o bem e para o mal."