24/07/2010

Sábado à tarde, num documentário do National Geographic

Não sou um medricas. Não gosto de abelhas, nem do barulho do óleo quando se frita alguma coisa, nem sequer sou muito fã da electricidade e de mexer em coisas eléctricas... e sim tenho medo de andar de avião, porque sempre que ando de avião penso que ainda vivi muito pouco e experimentei muito pouco para poder morrer tão cedo, como se a justiça me ajudasse a sobreviver num terrível desastre cheio de fogo, corpos despedaçados e metal retorcido... mas não sou medricas. 
Eu sempre achei, aliás, estas coisas fascinantes e até me emociono com isto e outras coisas, que, apesar de me aterrorizarem, nunca me impediram de, por exemplo, fazer isto. Num futuro próximo até gostava de viajar até esta praia ou experimentar isto.
Mas que nunca um Comandante de um voo em que eu participe ache que é boa ideia levar um avião comercial cheio de gente a um espectáculo aéreo para deliciar os espectadores desse mesmo festival com uma manobra arriscada que consiste em voar baixinho, devagarinho (no limiar da sustentabilidade), com o nariz empinado (Alpha Max). Ou se quiser fazer isso que me avise, para eu sair.




P.S. - O documentário que eu vejo de forma masoquista chama-se Air Crash Investigation, Mayday, Desastres Aéreos em português. A investigação sobre o acidente do vídeo pode ser vista no Youtube,  mais concretamente aqui.

21 comentários:

Pronúncia disse...

De quando em vez vejo o mesmo documentário e também é de forma masoquista, porque tenho pânico de andar de avião.

E sim, já tive duas aterragens escabrosas que nem é bom lembrar... a última foi há quase dois anos, com o avião em perfeito descontrole a descer de nariz para baixo e a abanar por tudo quanto é canto, quase a desconjuntar-se. Só aterrou na 3ª tentativa numa noite de temporal miserável... nem me quero lembrar disso, caso contrário na 6ª que vem não entro no avião.

Também detesto abelhas, e óleo a fritar detesto-o quando salta e me queima. Mas quem cozinha já está habituado a essas coisas.

Bom domingo :)

Dylan disse...

Sabes qual é a fobia do Dennis Bergkamp? A minha é parecida...

Gingerbread Girl disse...

Mas que raio de homem és tu?!?

Anyways, lembro-me de ver esse acidente nos noticiários. Tinha uns 11 ou 12 anos.
Eu não tenho medo de andar de avião... apenas tenho medo de que a vida não me proporcione ainda muitas oportunidades de viajar num. ;)


*

johnny disse...

Pronúncia, onde vais na sexta?

Dylan, eu não é tanto, porque eu ando e até gosto de ir ao aeroporto, fazer aquelas cenas todas, chegar a um destino novo... só penso é muito nas consequências de uma queda... mas se és como o Bergkamp, como é que vais para outros continentes e ilhas?

johnny disse...

Ginginha, sou um homem normal, com defeitos e virtudes, alguns medos e forças...

Dylan disse...

Jonhnny,

Porque achas que eu só faço férias na P. Ibérica?!

AHAHAHAHAHAHA!

Dylan disse...

Jonhnny,

A Pronúncia vai a um almoço da Cientologia, em Chicago. O Tom Cruise diz-lhe o cardápio!...

AHAHHAHAAHHA!

Pronúncia disse...

johnny, de férias... YUPIIIIIIIIIII!!!!


Dylan, não, não vou... nem o anfitrião e nem o cardápio me agradam.

johnny disse...

Dylan, isso é muito limitado, mas dá jeito para conhecermos a fundo os dois países e podermos visitar os lugares que enuncias de vez em quando.

Pronúncia, isso não satisfaz a curiosidade do onde -.-

Moyle disse...

eu não curto andar de avião. vou, claro que vou, mas apesar de toda a vontade que tenho de chegar ao dado destino, é sempre contrariado que me enfio no passaroco de chapa...

meldevespas disse...

Aqui o meu patrão costuma dizer : "ó d. Carmo, deixe-os falar, toda a gente tem medo de andar de avião! Atão quando o autocarro da carreira chega aqui à paragem vocemesâ já viu alguém bater palmas?!! Ah pois, é um alivio!"
E eu tendo a crêr q o homem tem razão. Por mim, tenho muito medo. Acho aquilo uma coisa muito definitiva, e nem sequer consigo pensar no destino como uma coisa desejável. Aliás levo o tempo todo a tentar detectar no pessoal de bordo algum sinal de tensão, portanto tájaver a trabalhêra. Aliás este medo irracional quase todos os anos me leva aos mesmos lugares de sempre...de carro.
Quanto às abelhas e à electricidade, também não aprecio. Agora o óleo a fritar....bem isso é mesmo uma mariquice de primeira ó Joni.

Gingerbread Girl disse...

Pois é Mel... mete mariquice nisso.

Cofi*

Brown Eyes disse...

ahahah johnny tantos medos? Não acreditas no destino? Se tiveres que morrer de um acidente de avião morrerrás, quer queiras quer não. O destino tem muita força sabias? Medo medo tenho da trovoada, quando vejo que anda perto, trauma de infancia, fico à espera que o destino me safe de mais uma. Mais medos? Nojo de ratos, tanto que só de ouvir falar salto logo para cima de uma mesa. De acidentes de avião? Nem pensar se tivesse medo seria de um acidente de automóvel, mais provável, e não tenho. Já fiz muitos quilómetros de carro, já vi muia besta de automóvel, já levei com uma placa de esferovite pelo carro a cima, ia a uns 140 km/h, deixou-me o carro todo marcado mas, graças ao meu destino ainda estou aqui. Num acidente de avião, em princípio morres logo e num acidente de carro podes ficar aleijado o que te limitará a vida inteira e te aprisionará. Enfim...confia no destino e viaja. Beijinhos

Catsone disse...

Johnny, desde peq q ando nessas coisas e só depois de "velho" é q comecei a ter medo de voar. Sim, eu tb vejo o programa em causa :S

johnny disse...

Moyle, my thoughts exactly, embora eu não vá contrariado, porque eu gosto de andar de avião... só que não gosto :)

Mel, exacto, mas eu tento que isso não me coíba (olha que palavra tão bonita!) de viajar de avião. Custa, mas faz-se. Quanto ao óleo, é mesmo quando se mete alguma coisa no óleo a ferver, tipo as batatas e aquilo faz assim... é um bocado mariquinhas, é, mas a mariquice não se vê nos medos que demonstramos, mas sim na forma como os enfrentamos e eu, minhas meninas, enfrento-os sempre, ouviste, ó ginjas do catano?

Oh, mary, isso do destino ainda me dá mais voltas à cabeça do que a religião. Não, não acredito... acho piada aos dejá vus, mas custa-me a acreditar em certos destinos, nomeadamente aqueles que evolvem crianças acabadas de nascer e cenas assim, mas, mesmo que acreditasse, duvido que me confortasse, porque quando aquela m... treme, um gajo tem de ser mariquinhas! E num carro um gajo vai em controlo e sente tudo o que se passa, podendo fazer alguns ajuste à forma como bate com a cabeça na árvore... já com o avião, matam-te e tu ali colado ao banco sem poderes sequer reclinar a cadeira!

Catsone, quanto mais velhos somos mais consciência temos da finitude e mais coisas temos a perder... deve ser por isso.

pinguim disse...

Eu não sei se é medo, e voo que me farto, mas que tenho muito respeitinho, ai isso tenho...

johnny disse...

é como eu, Pinguim! Respeitinho... e medo :)

Poetic GIRL disse...

Eu confesso que o meu coração só bate normalmente quando sinto os meus pés em terra firme.... bjs

johnny disse...

Eu é um bocadinho mais cedo, Poetic Girl, é mais ou menos quando o avião está a aterrar.

MZ disse...

Não podia deixar de comentar este post...
É arripiante sem dúvida. Sempre que entro num avião entro um bocadinho em stress, não por ter medo de voar, mas por conhecer demasiado a profissão e os riscos inerentes a ela.
Este acidente, não foi por responsabilidade única e exclusiva de comando mas sim por uma série de conjunturas.
Erros informáticos e concepção do A319 e A320 em que na altura, erros esses que limitavam a função manual de pilotagem. Depois deste acidente muitos erros de concepção foram alterados.
Infelizmente morreram pessoas neste primeiro vôo de apresentação onde estava previsto a passagem baixa e em que tudo tinha sido programado ao limite.
Lembrem-se sempre que um comandante tem amor à vida e o seu lema é viver para deixar viver os outros desempenhando o melhor possível as suas funções. (desde que não seja um louco)

:)

MZ disse...

Voltei aqui, só para dízer que afinal és um corajoso, se é que saltaste de pára-quedas!
Embora a coragem não se paute só por actos deste género, este 'tipo de coisas' não é para todos(as).