25/05/2010

Ergonomia espiritual e a dúvida persistente da negação de milagres a pernetas, manetas e afins

A religião não me conforta. Penso que o único objectivo da religião será esse, o de confortar as pessoas, de fazê-las pensar que há um sentido, algo maior que justifique tudo, principalmente o sofrimento da vida e o fim da mesma. O ser-humano é o único animal com consciência da própria morte e esta realidade pode ser avassaladora. Terá sido assim nos primórdios da humanidade, continua a sê-lo. Não se pode dizer que a religião tenha sido criada a partir dessa constatação fatalista, mas emanou certamente daí, florescendo juntamente com outras armas - o ser-humano também é o único animal com a capacidade de rir. Mas a religião não me conforta. E isso (não) acontece essencialmente porque tenho dificuldades em aceitar a maior parte das premissas em que se baseia. Nada na religião é racional e esse facto é-nos apresentado, paradoxalmente, como o seu maior fundamento, isto é, a noção de que tudo o que não se explica pela ciência é maior do que nós, é metafísico e da ordem do religioso. Tem sido assim ao longo dos tempos. Porém, o espaço que antes pertencia à religião tem vindo a diminuir na forma proporcionalmente inversa ao espaço que a ciência tem vindo a conquistar. O que era da ordem da religião há cem anos passou rapidamente para a ordem da ciência. Haverá sempre algo por explicar, mesmo admitindo que muito se descubra e se avance no domínio da ciência e é esse pouco que possibilitará para sempre a religião. Não vejo inconveniente nenhum nisso. Como disse e repeti, a religião não me conforta, mas admito que conforte e sirva de base para a felicidade de muita gente. E esse mérito ninguém lho pode negar. Admito-o e verifico-o nas várias religiões ou modalidades espirituais que populam o mundo, uma forma de utilitarismo social que é importantíssimo na estruturação psicológica dos indivíduos e das sociedades que eles formam. Sem esperança reinaria o caos. A religião será assim um dos vários faróis que as pessoas podem (precisam!) seguir.
Provavelmente não existirá Deus (em qualquer uma das suas formas), nem vida depois da morte, nem reencarnação, o mais certo é que a vida seja só isto, até porque qualquer construção que se possa fazer do que virá redundará em incongruências e em impossibilidades teóricas e práticas que transformariam qualquer noção de paraíso, por exemplo, num verdadeiro inferno. Basta conjecturarem um pouco na seguinte pergunta: Porquê? E depois formularem hipóteses, tomando em consideração para cada uma delas as respectivas consequências.
Por exemplo: Deus existe? Mas como é que ele apareceu? Existe desde sempre? Mas porque é que nós só aparecemos há tão pouco tempo na terra? E o nosso Deus é o mesmo Deus que existia naqueles milhões de anos em que os Dinossauros governaram a terra? Há um Deus para os dinossauros? É o mesmo Deus que o nosso? Há Dinossauros no Céu? Há um céu? Está lá toda a gente de que eu gosto? E se algumas pessoas de quem eu gosto não gostam de mim, essas também estarão lá? E isso será um céu para elas? E depois vamos estar lá para sempre, a fazer o quê? Será que é para isso que servem as virgens do Islamismo? Mas porque é que o ideal de céu terá de ter virgens? E para quem não gosta de virgens? Ou será que vou reencarnar? Mas reencarno e não me lembro de nada? Para quê? Porquê?
Não adianta pensar muito...
A verdade é que o ateísmo crescente também não tem feito muito para mim. Digo ateísmo crescente, porque – para além de não gostar nem acreditar em fundamentalismos –, tal como na questão da ciência, não acredito que possa ter todas as respostas. É crescente, mas nunca será total. Aprecio a inteligência na capacidade de ter dúvidas. Dizia-me uma amiga que a avó dela, quando ela lhe perguntou o que pensava sobre a morte e o que viria depois, respondeu que não adiantava pensar muito nisso porque “o céu será algo tão soberbo e assombroso que a nossa consciência limitada não conseguirá nunca abranger a sua definição”. E de certa forma esta ideia conforta-me, deixando algum espaço para a dúvida florescer.
Sabemos então apenas uma coisa: que vamos morrer e mesmo que exista um Deus e um céu e a reencarnação ou  mesmo que apenas restem, como um amigo me dizia, algumas reacções químicas que provoquem a estimulação de certas ligações neurais que possam dar-nos uma sensação de eternidade, baseada em memórias da nossa vida, e até mesmo que não aconteça nada e desapareçamos juntamente com a consciência da nossa existência para todo o sempre, não há nada a fazer para além de viver.

(João Freire)



Dave Matthews - Save Me

46 comentários:

Anne disse...

adorei o post. magnífico!

johnny disse...

Mesmo com todo o optimismo, Anne?
:)
Obrigado

Anne disse...

Sou optimista, isso não faz de mim religiosa... =D

além disso dizes uma grande verdade, no fim de contas o que interessa mesmo é viver... :)

de nada :P

johnny disse...

Digo, mas é naquela de do mal o menos... :)

palavrasloucas disse...

Apesar de não saber se existe ou não, a mim este ser já me provocou os mais diversos sentimentos: gratidão, ódio, revolta, indiferença...
Mas agora que penso nisto, uso o seu nome (e infelizmente em vão...) quase todos os dias: "Valha-nos Deus"; "Deus me livre", "ó meu Deus"
E ainda outras expressões que a ele aludem: "Cruzes!", "Jesus", "pelo amor da Santa", entre outras que agora não recordo!

Vita C disse...

Olha, eu não concordo.
Não acredito que a religião se remeta aos restos da ciência, e muito menos vice-versa. Vê lá que até acredito que ambas coexistem de forma muito pacífica. Dizia o Jean Guitton que às vezes a explicação para o big-bang teria de passar necessariamente por Deus, ainda que conseguissemos explicá-lo por moldes físicos incapazes de apreenderem a tangibilidade da ordem e perfeição que podem resultar do caos.
Eu acredito que a noção de Deus em última análise é uma questão de tentarmos compreender certas coisas numa luz finita e imperfeita. Deus, o dos dinossauros, terá certamente uma noção de tempo e perspectiva suficientemente elásticas para que a evolução se dilua. Nós, num esquema altamente filosófico, tendemos a antropomorfizar tudo e todos. E se Deus não é um velho de barbas? E se não for mais do que apenas um tudo destinado a ser tudo e a deixar-nos com vontade própria. A morte, essa que, dizem os cristãos, lhe levou e vomitou um filho, não faz também parte de Deus? Deus tem uma finalidade? Além de nos confortar? Mas não deveríamos nos ter a finalidade de nos auto-confortar e confortar o próximo.
Eu acredito. Nomeadamente acredito que não poderei ver ou compreender Deus, mas que o sinto como o todo do qual faço parte. Talvez apenas tenhamos humanizado demasiado a noção de Deus. Diz que Deus criou o Homem à sua imagem e semelhança, mas o Homem cometeu o mesmo erro.

johnny disse...

palavrasloucas, independentemente do que se acredita, acho que o mais importante é o que essa crença faz por nós... e se no dia-a-dia usa e invoca o seu nome, por alguma razão será.

johnny disse...

VitaC, não nego a espiritualidade, como disse, custa-me a acreditar que a religião seja mais do que as sobras da ciência, muito por culpa das várias religiões, mas isso não é o mesmo que dizer que não acredito em nada. É quase o mesmo, mas não é... porque há sempre alguns "ses" e algumas teorias e dúvidas que fazem algum sentido, mas a questão, para mim pelo menos, é a de nenhuma forma espiritualidade me confortar, ainda que numa forma muito antropocêntrica e egoísta, e essa falta de conforto não se verifica em relação ao que vivemos, sendo antes uma falta de conforto para o que há-de vir... ou seja, a morte.

Dylan disse...

Excelente texto que muito simplesmente define o que existe depois da morte: nada!

johnny disse...

Eu também desconfio que assim seja, Dylan, e mesmo que exista alguma coisa... numa variante mais esotérica, não me conforta!

ipsis verbis disse...

E nem de propósito, vi anteontem este filme.

O mundo como nós o conhecemos já não existe há 30 anos, devido à última guerra. Os poucos que sobreviveram, vivem em pobreza absoluta, numa luta constante para encontrar comida e principalmente água.
Não há televisões, frigoríficos ou computadores. Música, cinema ou teatro... tudo desapareceu e o pouco que ficou trabalha a bateria, petróleo ou gasolina.
A maioria não sabe ler e nunca viu um livro...
E um homem. Um homem que há 30 anos percorre a pé os EUA para levar um único livro ao seu destino, cuja voz interior lhe ditou.
O livro percebe-se qual é.
Foi por ele que "iniciaram todas as guerras" e continua a ser por ele, que muitos ainda matarão...
a premissa do filme não poderia estar melhor apanhada.

Como sempre, excelente texto.

Pronúncia disse...

A religião não me conforta, porque a religião é feita de e para homens, é feita por uns para tentarem controlar os outros através de supostas verdades absolutas que supostamente só uma elite entende e interpreta.

Acredito nas imensas capacidades do Homem para o bem e para o mal.

Acredito que o que temos que fazer de bem (ou de mau) em vida, não pode ser com o intuito de termos a devida recompensa ou medo do castigo divino depois de morrermos, mas acontece assim porque é assim que está correcto, porque temos valores, temos sentimentos, temos respeito por nós e pelos outros.

E isto já vai longo... excelente texto, Jóni! Dava para ficar aqui a divagar até amanhã ;)

johnny disse...

Mas e o fim e o pós-coiso? Há alguma coisa que te conforte? Em que acreditas?

(Pergunto porque eu quero o conforto e quero acreditar. Pode ser que alguém me convença)

MZ disse...

Sou católica Cristã.
Neste momento não sou praticante.
Já dei catequese durante 7 anos. Saí triste e desiludida.

Gosto do silêncio de uma igreja como gosto de ficar em comunhão com a natureza.

A religião não me conforta.
São apenas normas criadas por homens, para as igrejas e para os seus praticantes, independentemente dos credos.

Conforta-me acreditar que existe 'Deus'.
Seja Ele quem for ou esteja onde estiver...

Conforta-me pedir ajuda e conforta-me agradecer... dou por mim a pedir;
"...meu Deus ajuda-me..."
ou
"... obrigada meu Deus..."

Não quero saber se existe céu ou vida para além da morte.
Apenas e somente, desejo ficar em PAZ, mesmo que a morte me seja dolorosa.

Gostei muito deste post.

bjs

johnny disse...

A mim também me confortaria acreditar, MZ, o problema é que vai custando mais e perante a incapacidade de não pensar nessas coisas, sobra o que se sabe... sobram estes textos, por exemplo.

Eu gosto muito dos comentários, quase mais do que dos textos, porque permitem o debate e a discussão... apesar de ninguém ainda me ter confortado :(

johnny disse...

Nem respondi à mana, também não tem nada que andar aqui a ler textos sobre estes temas (é estes e aqueles que versam sobre sexo) a mana não morre nem faz sexo... como os pais.

O filme, ainda não vi.

Dylan disse...

Como diz o outro, depois de ti mais nada!

AHAHAHAHAHA!

Pronúncia disse...

johnny, acredito em mim, acredito que posso ser melhor pessoa se me esforçar, acredito que apesar de tudo ainda posso fazer a diferença, acredito em meia dúzia de boa gente que me confortam porque acredito nelas.

Depois de coiso, não me preocupo muito com isso, porque o mais certo é ser NADA mesmo.

Quero é quando essa altura chegar estar de bem com a vida, olhar para trás e pensar que não mudaria nada da forma como vivi, que não passei pela viva, que a vivi e que isso valeu a pena... que alguém me vai recordar com saudade, apesar de duas gerações a seguir já ninguém se lembrar quem era a Pronúncia!...

Pensar assim conforta-me :)

johnny disse...

Dylan, olhó Tony das 'camionetes'! Adoro a forma como o coro canta "de-pois de ti"

pronúncia, isso não me conforta, porque tu não vais aber que viveste a vida da forma correcta... não vais fazer balanços porque não há aviso... também não vais saber se és recordada, porque não tens consciência do que os outros dizem...

Pronúncia disse...

johnny, não concordo nada contigo. Podes não saber depois, porque já cá não estás, mas sabes isso todos os dias.

Não fazes balanços depois, mas podes tê-los feito ontem, podes fazê-los amanhã... um dia vais deixar de os fazer, mas enquanto vives fazes uns quantos. E esses é que importam.

Depois não terás consciência de que és recordado, mas hoje podes ter essa consciência... eu sei que há pessoas (podem ser poucas) que gostam realmente de mim e que para elas sou especial e que se ficarem cá depois de eu partir me vão recordar com saudade (como eu faço com aqueles que passaram na minha vida, a marcaram e foram especiais, mas já cá não estão. Não estão fisicamente, mas continuam e continuarão nas minhas memórias, enquanto as tiver).

Isso conforta-me...

Gingerbread Girl disse...

Vou no inicio do texto, mas antes que me esqueça, os elefantes também têm consciência da própria morte. Foi o que disseram no National Geografic... agora na sei. :|

Gingerbread Girl disse...

Vou no inicio do texto, mas antes que me esqueça, os macacos também têm riem. Isso vi, ninguém me contou. :|

Gingerbread Girl disse...

AH! E o meu cão também ri.. o Max.
Ele não faz "ha ha ha", mas dá para ver que está a rir. É um espectáculo aquele cão.

Gingerbread Girl disse...

Muito bom Jóni. Muito bom. Não bocejei uma única vez.

Catsone disse...

Friend, a religião não me conforta também, mas quando estou apertado costumo pedir ajuda. Até agora tem resultado, mas desconfio que tem muito a ver com as minhas próprias capacidades...
Se tiveres interesse, lê o livro dos espíritos de Allan Kardec. O espiritismo não é uma religião, e procura respostas científicas para perguntas dogmáticas das religiões monoteístas. Lê, nem que seja pela curiosidade, de mente aberta.
Prefiro acreditar que existe alguma coisa depois da morte, dá-me algum conforto.
Porta-te.

johnny disse...

Eu percebo o que dizes, pronúncia, e concordo, mas onde quero chegar é a este ponto: o facto de tu te lembrares e teres no coração pessoas que partiram não faz nada por essas mesmas pessoas, da mesma forma que as estátuas erigidas depois da pessoas morta não lhe fazem honra nenhuma. Discutir e assumir o mau da morte fará (espero) que se privilegie a vida... sem esquecer que a morte é uma merda e que nunca fica confortável.

Ginginha, admito e concordo que sim, que esses animais e outros tenham consciência da morte e sejam capazes de rir, mas tais capacidades serão menos inteligentes do que as nossas, no que concerne à capacidade de reflectir e agir sobre elas. A capacidade de rir e a consciência da morte que esses animais manifestam será igual à de uma criança (de que idade, já é uma questão diferente), mas até adultos têm uma consciência da morte que não é muito reflexiva (penso), pelo que convirás - se eu admitir que corrijo aqui as afirmações para essa sua forma mais intelectual e ponderada - que continuará a fazer sentido o que é dito. Pelo menos, assim espero. Eu continuo.

(a parte do bocejar é que não sei se é ironia mhm)

Catsone, podes pedir para ganhar o euromilhões e assim consegues testar a teoria ou podes pedir para acabar com as doenças e a pobreza no mundo... depois logo se vê! Quanto ao livro - não sabia que o jovem ponta-de-lança do benfica também tinha essa capacidade - vou tentar encontrá-lo e dar uma vista de olhos e se o arranjar... lê-lo. Obrigado pela sugestão.

Pronúncia disse...

jóni, pode não fazer nada por elas, mas faz imenso por mim... talvez por isso mesmo, por o sentimento de morte ser extremamente desconfortável, lembrar-me delas torna-o um pouco mais confortável, ou seja, conforta-me.

Bom fim de semana

(não vens até à Augusta cidade para a feira romana?)

johnny disse...

Lá está, mas só enquanto estás viva, porque depois, a memória que os outros têm de ti e as estátuas que erigirem com a tua efígie não hão-de fazer nada por ti... penso eu, mas espero que esteja errado :)


Junho está fora de questão para passear e em Maio, já tenho uma cena para Domingo em Coimbra.

Have fun.

pinguim disse...

Este texto vem na altura própria para quem está a ler o meu actual livro de cabeceira(um pouco desleixado ultimamente, por boas razões), e que é "Criação" do Gore Vidal.

johnny disse...

Mais uma sugestão, pinguim, mais uma consulta ao google e mais uma procura nas livrarias aquando da minha passagem. Obrigado.

Catsone disse...

Esses pedidos parecem os das misses...
Se quiseres fazer o download do livro vai a este blog: http://blog-espiritismo.blogspot.com/

Porta-te

Moyle disse...

razão sem emoção não é viável. muito pelo contrário, é extremamente perigosa e destrutiva, como vimos ao longo do século passado - e continua - no entanto, para o imprescindível conforto da racionalidade humana, que convive com extrema dificuldade com a sua transitoriedade, limites e com a noção da sua própria finitude e do vazio que se segue, temos o Benfica.

johnny disse...

E vou lá, vou, Catsone... mas porque é que gozam com os pedidos e desejos das misses? porque por muito que peçam e desejem... e, lá está, rezem, nunca acontece nada disso.

Moyle, i'm all for emotion, man! Hi Five for emotion e até um hi low, mas na minha discussão isso não esteve em causa ou estás a comparar a emoção à religião? Se estás, podes fazê-lo (i'm all for freedom com hi fives também e tudo), mas eu discordo dessa comparação. penso que o que te terá toldado o juízo foi o facto de teres trazido à colação o nome do Glorioso porque aí sim, está tudo misturado, desde a emoção à razão, passando claro pela devoção dessa grande religião... com Jesus e tudo!

Moyle disse...

bem, a comparar não estou porque não há comparação entre religião e emoção. e não há comparação porquê? porque são a mesma coisa. se pensares bem, todas as tragédias associadas à religião são motivadas pela racionalização daquilo que é irracional e emotivo por conceito. a religião não racionalizada também destrói, mas apenas um de cada vez. isto tirando o Glorioso, claro.

johnny disse...

Estás a gozar comigo? A mesma coisa? Podem ter manifestações semelhantes, mas a emoção não tem nada a ver com a religião na medida em que não tenta explicar nada na vida nem na morte... e se continuas a teimar nisso deixa de haver discussão. Concordamos que discordamos, mas para mim não tem nada a ver

Moyle disse...

claro que a emoção não tenta explicar na da dessas coisas mas como é que a religião o tenta fazer? exclusivamente através da emoção. daí eu não ver diferença nenhuma.

Lala disse...

já li este post 3 vezes. e das duas três: ou não me apetece falar de religião. ou não sei o que é a religião. ou... então não sei!
olha eu cá tenho fé. e pronto.
mas digo-te já, falaste aqui muito bem, assertivo e pertinente. aliás como sempre! Adorei!!

pronto. não tenho mais nada para dizer...

beijinhos**

Lala disse...

é como diz o outro:
'queres falar?'
'não fala tu'

johnny disse...

moyle, teimoso, pá, a religião explica tudo através de factos, através da inteligência, ainda que enviesada, através enfim de uma forma de ciência linear e simplificada em que a causalidade também entra, mas admito que tenhas outra opinião... discordemos, por favor, vá lá!

Lalalala (porque são dois comentários) importaria saber em que é que acreditas realmente, se na história de encantar da bíblia se numa versão própria de religião e espiritualidade. Independentemente da resposta, importa apenas a premissa inicial do texto, ou seja, que te conforte. Se isso acontece, só fico feliz por ti. De resto, obrigado pelos elogios... sempre bem-vindos :)

Moyle disse...

yah, discordamos então.

johnny disse...

Mas amigos como dantes!
Espero que isto não afecte o sexo entre nós...

Moyle disse...

claro!
e tem sido tão bom para ti como para mim?

johnny disse...

Tem diaS...

Moyle disse...

não digas isso senão parecemos casados

johnny disse...

Agora já se pode...

Moyle disse...

sempre pude...