12/04/2010

Sobre abismos

"Wer mit Ungeheuern kämpft, mag zusehn, dass er nicht dabei zum ungeheuer wird. Und wenn du lange in einen abgrund blickst, blickt der Abgrund auch in dich hinein."

"Quem luta com monstros deve velar para que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti."


Friedrich Nietzsche, Para Além do Bem e do Mal


Faith No More - Edge of the world (ao vivo)


Para o tema "Abismo", num desafio da "Fábrica de Letras", acompanhando esta e esta participação.

41 comentários:

Pronúncia disse...

É uma possibilidade... estava a falar dos monstros, claro!

Hum! Porque é que aquele "Edge" no vídeo me fez lembrar qualquer coisa?! ;)

Por entre o luar disse...

Não podia ser mais verdade =)

BeijoO

Por entre o luar disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
...uma nota... disse...

O maior abismo é a nossa alma. Por vezes é dificil arrumar todos os sonhos ou pesadelos nas gavetas da nossa gaveta. Saber lidar com todas as peripécias da vida é um desafio, supera-lo é um ainda maior. "O sonho comanda a vida", mas é necessário controla-lo e entende-lo.
Começar de novo, e o mundo por mais podre que esteja, é um lugar maravilhoso.
Sob etapas podemos crescer, e tornarmo-nos imortais.

...You must be with the persons you like to be around...


"...
The person who is a master in the art of living makes little
distinction between their work and their play,
their labor and their leisure, their mind and their body,
their education and their recreation,
their love and their religion.
They hardly know which is which.
They simply pursue their vision of excellence and grace in whatever they do,
leaving others to decide whether they are working or playing.
To them, they are always doing both. (korão)

Brown Eyes disse...

Duas grandes verdades. BJS

Moyle disse...

«abyssus abyssum invocat»

johnny disse...

"...uma nota" sem dúvida. Eu leio aí que devemos pensar, olhar o abismo, mas sem nos levarmos muito a sério, vivendo a vida com a tal graça, mesmo enquanto trabalhamos.

Mary, São duas com a canção ou sem? Porque a canção também é uma verdade... Mike Patton é a verdade!

Moyle, se calhar o gajo então roubo daí o que desvaloriza a minha citação... ok, então obrigadinho -.-

Catsone disse...

Johnny, friend, desenterraste n memórias com este vídeo.
Abraço

Helga disse...

Gostei. Por poucas palavras e uma música excelente, conseguiste dizer quase tudo. Digo quase tudo, porque nunca está tudo dito e porque ás vezes, precisamos de olhar o abismo de frente e durante algum tempo, para ele perceber que por mais que nos chame, nunca iremos mergulhar nele, porque simplesmente não queremos.

Bj

johnny disse...

Catsone, é para isso que servem os blogues e estas cenas todas!

Helga, mas se pensares bem, ficar a olhar é dar-lhe demasiada importância. À boa maneira portuguesa, caga no abismo!

johnny disse...

Olha, saltei as duas primeiras comentadoras!

Pronúncia, faz lembrar um guitarrista de uma banda irlandesa, mas assim 'derepente' não me lembro de que banda nem de que guitarrista.

Por entre o luar, eu também acho que não podia :)

Lala disse...

#Curto e grosso#... para variar!! Alabêri é se o abismo não se acanha com o monstro que há em mim!!!

À parte disso, excelente, como sempre!

Moyle disse...

é um provérbio latino, no entanto quem o diz é o gajo do navio pirata que é sempre destruído pelo Obelix :)

(não há nada como subir o nível de um conversa em que se cita Nietzsche citando as personagens de Uderzo e Goscinny :))

johnny disse...

Lala, e todos sabemos que monstros existem - e quão perigosos são - dentro dos corações sensíveis das mulheres :) pelo menos das boas.

Moyle, cá para mim só fazes isso para a Clara ver :)

Clara Umbra disse...

LOOOL e eu fiquei impressionada, confesso!

Quanto aos abismos, concordo com o que escreveste à Helga. Aos abismos não se lhes pode dar grande confiança, é viver neles e não pensar muito nisso. ;-)

Moyle disse...

o provérbio latino ou a citação do pirata coxo do Astérix?

johnny disse...

Eu acho que é a utilização de ambas, do tipo "erudito, mas engraçado", mas a senhora dona Umbra que se manifeste e dê a sua opinião sobre o tipo de homem e referências que mais gosta.

Clara Umbra disse...

LOL
Vocês os dois combinaram, andam numa de perguntas com rasteira!
Querem uma lista ou chegam 2 ou 3 características?
Do tipo inteligente, claro, e dá-se preferência (óbvia) a músicos. LOL

Moyle disse...

só tenho um critério para amostra então... estava a contar com a beleza e o charme, já que quanto a competências musicais só tenho a meu favor o facto de não ser surdo (e mesmo isso não consola grandemente se pensarmos naquele gajo alemão com nome de cão S. Bernardo que não me lembra agora). mas acaba por ser bem feito. fosse para o conservatório em vez de ir para a tasca da Ti Júlia :)

Clara Umbra disse...

;-)

johnny disse...

Eu sou músico... sei alguns acordes de guitarra, baixo piano, órgão, acordeão, xilofone (sim, quem sabe um destes sabe os outros todos), mas sou um baterista excepcional - excepcional também é capaz de ser exagerado - pronto, mas percebo alguma coisa de música! Pena não ser inteligente.

nunito disse...

a combinação de dotes musicais com inteligência e beleza não é frequente, mas eu fui premiado pela sorte grande:)

johnny disse...

Nunito, aqui entre nós, eu também sou inteligente e tudo o mais que se possa exigir, mas em prol do corporativismo macho, não queria colocar-me à frente do Moyle.

Moyle disse...

:)

Clara Umbra disse...

"nunito" também é nome com rasteira... ou com uma rasteirita, digamos...

johnny disse...

Eu sou muito ingénuo para rasteiras, por isso não faço a mínima ideia, mas talvez o Nuno seja pequenito... ou talvez seja grande...

Eu não o conheço, embora seja estranho ele ter comentado a primeira vez quando se falou da Clara Umbra, como se estivesse a marcar território... Olha, o Nunito e o Moyle que se entendam.

Moyle disse...

a atitude contínua do johnny nestes comentários faz lembrar uma expressão qualquer em que alguém sacode água de um capote, ou assim. é isso, lembrei-me como reza o rifão, tem passado o tempo todo "a sacudir a água do capote", assim é que é. curiosamente, nada de pejo em referir dotes musicais em variados [não foi só um ou dois, foram variados] instrumentos. hmmmm...

johnny disse...

Moyle, tu queres ver que sou eu que me estou a fazer ao piso? Às tantas!

(Só que eu não gosto de algum jazz que a menina Clara Umbra ouve e como diz o Rui Veloso... isso estraga tudo)

Sara non c'e disse...

Lá estaremos para os ver ao vivo (com tolerância de ponto, eu acredito!). :)

johnny disse...

Claro que sim.

(quer dizer, a parte da tolerância não acredito muito)

Clara Umbra disse...

LOL
Quando, um dia, perceberes os encantos do jazz, acho - acho, sem fundamentalismos - que vais ter pena de não os ter descoberto mais cedo... :)

johnny disse...

Eu gosto de algum Jazz, não figo que não, mas não gosto da maior parte - que acaba por ser o verdadeiro jazz.

(eu até tenho algumas músicas do Kind of BLue no pc)

johnny disse...

Era "digo" e não "figo", obviamente.

(é o que dá acompanhar as notícias sobre o Sócrates, o Taguspark e os pequenos-almoços)

Clara Umbra disse...

Pois, o Kind of Blue é um must have! :)
No jazz tb tens bateristas top, como o dennis chambers, o paul wertico, o jim black, o alexandre frazão, o josé salgueiro... só para citar alguns nomes de que me lembro agora (e que já vi ao vivo e tal)...

Abdoul Hakime Goul Djounoubi عبد الحكيم گل جنوبی disse...

Sobre abismos, o que dizer?

Uma vez eu fiz um poema que falava que eu estava numa profundeza, e que de lá chamava pelo meu amor, fiz inspirado no famoso De Profundis, e numa canção chamada Mima'amakim, de Idan Raichel.

Achoi que há um abismo a separar nós todos, os seres humanos, mas ao mesmo tempo em que há abismos a separarmo-nos uns dos outros, há os que nos unem...

Ótimo visual o teu blogue. O meu amor é alfacinha, e talvez este ano eu vá morar em Lisboa. Espero que um dia possamos nos conhecer.

Até mais ver.

johnny disse...

Clara, às vezes não é só a capacidade de tocar, mas aquilo que se consegue fazer dentro do género, usando os materiais que se tem. Um baterista pode estar uma hora a fazer um solo e eu não gostar nada do que está a fazer, mas num intervalo de segundos pode fazer uma transição de ritmo que me emociona até às lágrimas (ok, isto é mentira, mas era giro se acontecesse). Sendo assim, ainda que reconheça qualidades nesses bateristas que indicas, eu estou sempre mais inclinado para bateristas na área Rock - ainda que possivelmente influenciados pelo Jazz -, como o Stuart Copeland, Carter beauford, Matt Cameron... e até o Phil Collins!

Abdoul Hakime Goul Djounoubi, obrigado pela visita e pelas palavras. Nunca se sabe... talvez nos encontremos por essa Lisboa fora.

palavrasloucas disse...

Olá! Passei para ler sobre o abismo e acabei por passar cá toda a manhã! Gostei do teu blog, mas ainda mais dos teus comentários... deixaram-me bem disposta! Agora, empacotar para as mudanças, que era o que deveria ter começado... de manhã...
Beijo

johnny disse...

Obrigado, palavrasloucas, espero que continues a aparecer por cá e a gostar :)

Boa sorte com as mudanças.

MZ disse...

Os monstros engolem-me quase sempre se não me colocar à mesma altura deles!

bjs

johnny disse...

Espero que seja apenas na altura, que te aproximes deles, MZ, e não, por exemplo, na sua monstruosidade!

Anónimo disse...

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