30/08/2011

Fujam... cá para dentro.

Toda a gente gosta de ver fotografias das férias das outras pessoas. Toda a gente! Ou não...

Uma cabra.


Um jardim.


Uma tentativa de suicídio com mortal encarpado à retaguarda


A foto da praxe!


Um calhau.


Dois calhaus.


Calhaus organizados de forma a impressionar uma mulher.


... um calhau voador, vá.


Um buraco de onde extraem calhaus.


Uma paragem para descansar e uma vaca.


Sumo de lima... ou algo com lima.


Uma estrada ladeada de flores.


Um cão a guardar uma praça.


Montras em Braga... ou Barga.


Uma nuvem esquisita.


Um pterodáctilo.


Mais calhaus.


Água fria.


Um calhau congelado... e com dor de cabeça.


Uma cadela a sacudir a água.


Casal romântico em plena observação de baleias ao largo dos Açores.


Amigos... mais ou menos.


Um chapéu.



The Naked And Famous - Young Blood 


Para o desafio de Agosto da Fábrica de Letras, subordinado ao tema "Fugir".

P.S. - Convém dizer que o mérito das fotos é repartido por Bruno Carvalho (Deco), Luis Filipe (Hulk), Ricardo Dias (Ricardinho) e Inês Vilela, sem alcunha, porque as gajas nunca têm.

25/08/2011

Só me dirijo às pessoas capazes de me entender, e essas poderão ler-me sem perigo.

Alguns pontos que quem me conhece deve(ria) saber.
  1. Para mim, o messenger não é um meio de comunicação sério em que valha a pena ter conversas mais profundas do que um "olá" e "tudo bem". Ou se têm conversas parvas/porcas/cómicas/esquisitas ou não se têm de todo. Por messenger, não se consegue perceber o tom, a linguagem corporal, as insinuações e nuances... nada! (Nota: isto só é verdade se não conseguirem utilizar aqueles bonecos e emoticons todos. Eu só conheço uma pessoa que os utiliza bem, por isso...)
  2. Posso falhar e desiludir em relação àquilo que esperam de mim, mas raramente falho naquilo que sou verdadeiramente. Isto, para além de bonito, é verdade... e verídico!
War - Why Can't we be friends 


*A citação que titula o post é da autoria do Marquês de Sade. O ponto número dois é baseado em algo que eu li mas que não consigo situar em termos de autor.

O futebol irritante e anti-desportivo do Barcelona

Golo do Barcelona contra o Nápoles - 32 passes até ao golo banal de Messi


O futebol praticado pelo Barcelona é o mais irritante que pode existir. Este Tiki-Taka gozão de que tanto falam é a coisa mais anti-desportiva que pode existir. Bola para a frente, para trás, para a o lado, para trás outra vez, até ao cansaço do golo, como se o mais importante do futebol não fosse o golo e a sua procura, mas o gozo de trocar a bola sem que os outros a 'cheirem'. Para jogar ao meiinho, tiravam as balizas. E Messi é o arquétipo desse tipo de mentalidade, do gozo. Claro que muito desse gozo é alegria pura, do miúdo que nunca perdeu o gosto pelo que faz, mas muito desse gozo também é exibicionismo balofo. Prefiro muito mais a mentalidade do Real Madrid (e Benfica) de procura incessante da bola, numa vertigem de pressão e corrida para a frente até ao agolo. E se é para falar em Tiki-Taka, gosto muito mais deste, que tem menos passes (só tem 14 em vez dos 32), mas é português e é muito mais pertinente, objectivo e bonito. Um dos melhores golos de sempre.

Golo de Portugal contra a Inglaterra - 14 passes até ao golo espectacular de João Pinto

04/08/2011

Comentário político de alto gabarito





É só isto. Acho que são parecidos.

30/07/2011

Talvez daqui a dois anos

‎"You have to decide what your highest priorities are and have the courage - pleasantly, smilingly, non-apologetically - to say ‘no’ to other things. And the way to do that is by having a bigger ‘yes’ burning inside. The enemy of the ‘best’ is often the ‘good.’"

Stephen Covey, autor do livro 7 Habits of Highly Effective People

R.E.M. - Every day is yours to win

23/07/2011

Steet Art no Fundão





Porque nem todos são vândalos.

02/07/2011

Um segredo

É difícil ser sincero. Penso até que será impossível. Mesmo a pessoa com as melhores intenções não negará a utilidade de uma mentira inocente, de uma verdade que se esconde para não magoar, de um segredo que se mantém apesar da pertinente pergunta o querer revelar. 
Quantas vezes te escondi o que queria dizer com medo que não respondesses da mesma forma? Quantas vezes não te falei à espera que dissesses tu a primeira palavra? 
Queria saber o que nunca soube, chegar a uma conclusão sobre ti e o que sentias. E elaborei jogos na minha cabeça para descobrir tudo. Menti, escondi, fugi, fiz tudo aquilo que não devia em busca daquilo que achava ser certo. Tentei descobrir-me e descobrir o mundo, mas nada vi para além da desconfiança. 
O que alcancei? Claro que ainda não sei nada ou sei pouco. Sei que é difícil mostrar o que vai dentro de nós. Não queremos parecer frágeis, não queremos magoar os outros. E aquilo que vai cá dentro muda tanto. Como é que podemos ser sinceros com os outros se às vezes não conseguimos ser sinceros connosco? Aquilo que eu sinto hoje não é o que eu senti ontem e não é certamente o que eu sentirei amanhã. A verdade é que por muito que queiramos ser sinceros nunca o conseguimos ser na totalidade porque nestas coisas não há verdades absolutas. Os sentimentos mudam, a nossa maneira de ver o mundo também muda e temos demasiadas dúvidas sobre tudo. Não sabemos sequer quem somos, apenas o que fomos. Mas claro que também há um lado útil nisto tudo. A incapacidade de sermos sinceros mantém tudo em aberto. As portas nunca estão verdadeiramente fechadas se não temos chaves para as encerrar (mesmo que às vezes seja o melhor a fazer). Talvez um dia consiga ser sincero, sentir por dentro o que passo para fora. Talvez seja essa a finalidade do Homem, aquilo que dizem de se encontrar, sem jogos, sem máscaras, sem mentiras. Por agora, só sei que é complicado. Não sei porque é assim e nem gosto que seja assim, mas é e, por isso, quem sabe?

(João Freire - 2008)

Reciclado das catacumbas do blogue para o desafio de Julho da Fábrica de Letras, subordinado ao tema "Segredo".

U2 - The sweetest thing

23/06/2011

Implantação de recordações na memória

Pouca coisa me surrpreende. Ver este anúncio no Discovery Channel foi uma dessas coisas.



Tanto me surpreendeu que fui logo ao sítio da Net.

17/06/2011

Carreira contributiva de felicidade

As pessoas deviam ser felizes. Não sempre, ou melhor, não desde logo, não desde o início, pelo menos, porque isso era capaz de desgastar, mas como um caminho normal, como se de uma reforma se tratasse depois de uma carreira contributiva para a caixa. Claro que íamos recebendo ao longo da vida, mas quanto mais contribuíssemos, mais recebíamos. algo do género do Carma (Karma). Assim seria melhor. E eu lembro-me de pensar que era assim que as coisas funcionavam quando era novo: As pessoas ficariam inevitavelmente mais ricas e mais felizes… isso seria normal. E eu dizia muitas vezes “quando eu for rico”, como se isso fosse um dado adquirido. Mas não é certo. As pessoas não ficam inevitavelmente ricas e felizes como eu pensava. Muita gente vive uma vida inteira sem ser feliz e isso não devia ser permitido. Custa ouvir algumas pessoas no vídeo que se segue dizer que nunca foram felizes, que não se deviam ter casado, que deviam ter feito tanta coisa que ainda não fizeram quando simplesmente já não têm muito tempo. Ainda é tempo, ainda há tempo… mas pouco.



(Também custa ouvir aqueles que dizem que gostavam de ir à Lua, acrescentando de seguida que nunca foram)

09/06/2011

Explosões e implosões

Há as pessoas que explodem, não uma explosão literal, como a dos radicais suicidas ou a dos soldados portugueses aos pontapés em granadas na Bósnia (lembram-se?), mas uma explosão emotiva e irracional que nos impele a mudar. Essas explosões ocorrem quando se atingem certos limites, sejam eles de paciência, sofrimento… o que seja, que levam as pessoas a dizer um "basta", um rotundo "foda-se" ou, em alternativa, a partir para a chapada e ninguém pode questionar a capacidade libertadora de ambas. Depois mudam. Mudam de país, mudam de namorada, mudam de atitude perante a vida e isso tanto pode ser positivo, como negativo. Nestas coisas das pessoas nunca há duas iguais nem certezas absolutas (por muito que os livros de auto-ajuda queiram dizer o contrário) e se há pessoas muito contentes com as explosões que protagonizaram, também haverá algumas que não conseguiram mais nada do que afundar-se ainda mais na infelicidade do fracasso, como se de uma explosão de pólvora seca se tratasse... fogo de artifício!
E depois (como há sempre dois tipos de pessoas – garanto-vos que os há e que são só dois), depois, dizia, há as pessoas que implodem… ou melhor, que vão implodindo devagarinho graças a pequenos episódios de descalabro interior. Estas pessoas amargas, que se escondem por detrás do cinismo e arrotos de despreocupação e que têm geralmente um tremelique nervoso no olho, tanto podem ter fracassado em grande, como podem acumular pequenos insucessos psicossociais que os vão envenenando devagarinho enquanto esperam por um antídoto, como se os melhores dias, as soluções para os seus problemas se aproximem sem que façam muita coisa por isso. Às vezes acontece. Lá está, nestas coisas nunca se pode fiar, mas geralmente não. Por isso gosto do primeiro tipo de pessoas (e delas, claro, das pessoas), pessoas que arriscam para avançar, mesmo que antes de avançar dois passos tenham de retroceder um (em jeito do que a Finlândia fez e o Bloco de esquerda queria fazer num nível nacional e político que não é o que eu quero discutir). Por gostar dessas pessoas que explodem, não quero dizer que aconselhe esse modo de vida… não quero sequer dizer que esse seja o meu tipo de pessoa… se pensar bem, raramente explodi… tirando alguns episódios em que queria (o álcool queria)  andar à porrada e mais ninguém quis… mas também não quero dizer de todo que o segundo tipo de pessoa seja melhor, porque “Ficar a olhar com uma esperança ociosa equivale a deixar passar a vida em devaneios”, já dizia o Yann Martel n’A Vida de Pi… mas pensando bem, até um relógio avariado está certo duas vezes ao dia! Mas não sei… Sei que há limites! Sei que os há e que talvez todos tenham um limite. E sei que a forma de lidar com esses limites define aquilo que somos e a vida que levaremos daí em diante. Talvez alguns limites exijam explosões, talvez exijam um pouco de paciência… talvez as explosões devam ser controladas, mas isso do controlo até tem mais a ver com implosões, pelo que talvez…
Talvez, talvez… foda-se! Por agora, atingi o meu limite de escrita.

(João Freire)



Para o tema de Junho de 2011, subordinado ao tema "Os problemas resolvem-se à chapada" , num desafio da "Fábrica de Letras".