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08/07/2010

Amanhã por esta hora em Lisboa... Alice In Chains

Cena (de engate) do filme Singles, com It ain't like that e Would, dos Alice in Chains (ainda com o Layne Staley  na formação) em pano de fundo.


12/06/2010

A verdadeira cereja é a cereja do fundão



E a verdadeira festa da cereja, é em Alcongosta.


(Links roubados ao Dylan)

30/03/2010

A Mulher do Quadro


Partindo do quadro 'Automat', de E. Hopper, onde uma mulher bebe café com uma luva calçada, uma personagem ganha vida e corpo na sobreposição de várias mulheres transversais à 2ª Guerra Mundial, umas reais outras ficcionadas, de Hannah Arendt a Etty Hillesum, passando pela controversa Leni Riefenstahl.
A acção decorre nos tempos sombrios da Guerra, começa muito antes segundo a protagonista, e fala sobre a história de amor entre um homem e uma mulher.


A Mulher sempre presente em palco estabelece neste monólogo, escrito por Paulo Alexandre Lage e adaptado por Sofia Berberan, uma conversa com o seu amante onde faz as perguntas e responde por ele. Ela é judia e ele um nazi. Nada é claro, quem é a vítima e quem é o carrasco, ambos, em última análise, o foram em algum momento.
O Homem não diz uma palavra, a Mulher pergunta e responde. É deixado espaço para os vários cenários possíveis, terá, na realidade, aquela conversa alguma vez tido lugar? Estará a mulher a ensaiar o que dirá ao seu amante? Ou, procurando a sua última hipótese de redenção, terá ela imaginado aquela conversa?


Ficha Técnica:
Encenação Texto: Paulo Alexandre Lage
Adaptação: Sofia Berberan
Interpretação: Zia Soares


Em exibição no Auditório Carlos Paredes a partir de 1 de Abril ou em qualquer outro lugar numa data a combinar, pois caso haja interessados, o encenador, que por acaso conheço, demonstrou todo o interesse na descentralização da sua peça. Sendo assim, caso estejam interessados ou conheçam o Presidente da Câmara Municipal da vossa cidade, da vossa agremiação de bairro ou de qualquer outra associação, manifestem o vosso interesse, porque o encenador e todos os que trabalham com ele precisam do dinheirinho para desenvilverem mais projectos de elevado interesse cultural. Garanto-vos.

21/02/2010



Fotografias tiradas por João Freire e Márcia Esteves

18/12/2009

Established since 18/12/1980

No ano passado, em jeito de homenagem fraterna, foi assim. Há dois anos, apesar de também ter sido assim, foi, sobretudo, assim.

Este ano a forma de celebração escolhida é a canção vencedora do Festival RTP da canção e consequente representante de Portugal no Festival da Eurovisão de 1980. Nem é uma coisa boa nem má, é!



Depois, tal como vi aqui, parece-me uma boa ideia encaminhar todos aqueles presentes que pretendem endereçar-me (todos, não, porque estou à espera de alguns... como este) para qualquer obra de solidariedade.

Eu, como gosto desta, sugiro-a e deixo aqui a forma de poderem fazer a vossa contribuição.

Obrigado.

15/12/2009

06/12/2009

Curtas

Uma habilidade


Uma das melhores séries de sempre, aqui.


Uma efeméride


A vida de Fernando Nobre, aqui.


Uma sugestão



Um documentário que serve o propósisto de entreter e fazer pensar, aqui.

13/08/2009

Festivais de Verão e El Mago

Nine Inch Nails em Paredes de Coura

Visitados neste blogue aqui, aqui, aqui e aqui.


Faith No More no Sudoeste


Visitados neste blogue aqui, aqui, aqui e aqui.
(Para além destas pérolas musicais isoladas que se podem encontrar pelo Youtube, também existe um concerto parecido àquele que deram no Sudoeste, que pode ser encontrado na íntegra aqui.)

...Ainda há bandas de jeito a fazer música de jeito. O Rock está salvo... por enquanto.


*fotografias retiradas do blitz

P.S. - Enquanto estava a ver os Faith No More, acho que o Benfica também deu um festival.

05/08/2009

Braga


Sou um homem de rotinas, poder-se-ia dizer que sofro de uma desordem obsessiva-compulsiva, mas dizê-lo pode parecer pretensioso e por isso não o digo. Digo apenas que tenho formas diferentes de fazer as coisas, algumas que me irritam, outras que me acalmam.
Acordo todos os dias Às 6:38. Se mudo o horário do despertador, faço-o sempre para uma hora que acabe em 8 ou 4, de resto, nunca termino as coisas sem chegar ao ponto que previamente estabeleci, seja a página de um livro ou o número de flexões que faço antes de tomar banho. Faço isto, ainda que demore mais um quarto de hora no trabalho para terminar algo ou meia hora na casa-de-banho para acabar um capítulo do António Lobo Antunes. Depois, sempre que viajo, tenho de comprar coisas específicas para os meus irmãos (um instrumento musical para ele e pins para ela - penso que ela já nem os suportará) e tenho de tirar sempre duas fotografias (estas não vou explicar, mas são sempre duas fotografias em situações específicas). Depois, por último, há algo que eu faço sempre e que é a coisa mais saborosa que posso fazer, que é a rotina da francesinha sempre que vou a Braga. Nunca falho e, apesar de me dizerem que "na Regaleira é que é" ou que "as da Foz são as melhores", eu não dispenso as do 053*, ao lado da Gulbenkian, em Braga, claro.

(João Freire)

* 053 deve-se à referência do indicativo do telefone de Braga. Antes era o 053, agora é o 253. As francesinhas continuam a ser no 053

Reaproveitado para o tema de Dezembro de 2010 sobre Objectos, pessoas, sítios e acontecimentos, num desafio da "Fábrica de Letras".

25/04/2009

Curtas

Pepe
Esta semana, o Pepe... aquele segundo pontapé... Nem adianta!!!!

Loiras e Chuck
A Telma Monteiro aparece aqui, para além do facto de ser do Benfica e de ter conquistado a medalha de ouro no Campeonato da Europa na categoria de -57kg, por causa daquele rabo de cavalo que anda por todo o lado da sua cabeça. É muita pinta e eu acho-lhe piada por isso.


E esta senhora, que até se chama Yvonne, aparece por ser uma revelação para mim e de se ter tornado numa das personagens femininas que mais razões me deu para ver uma das séries que mais razões me dá para ligar a televisão ou o computador, basta ver a forma como se divertem nas gravações.
E depois, também, porque são as duas... sei lá, devem ser os olhos.


Nuno Álvares Pereira
Amanhã, no Vaticano, mais um Português a subir aos altares. Nuno Álvares Pereira foi uma das mentes por trás da Batalha de Aljubarrota (em português com link respectivo em português) ou Batalla de Aljubarrota, (em Castelhano, com link respectivo em castelhano) na qual enfrentou 30 mil espanhóis de Castela, franceses e italianos, com a companhia de 6 mil portugueses e arqueiros ingleses, numa diferença de cinco para um atenuada pela estratégia e inteligência dele e de outros.
Já a parte do milagre da oftalmologia... Sou espiritualmente desconfiado, com tendências para o agnosticismo e ateísmo, mas até posso conceder que quero acreditar em algo... mas porque é que os milagreiros não evitam simplesmente a tragédia? Será para testar a fé, mas não há melhores maneiras de testar a fé do que com azeite a ferver? E milagres com pessoas amputadas, porque é que não há registo deles? Serão os amputados filhos de um deus menor?

25 de Abril
E claro... hoje é 25 de Abril, dia de celebração de um acontecimento apesar de tudo bastante positivo. Para contrariar, porque gosto de ser do contra, escolho a primeira senha da revolução, a que deu o sinal de preparação a todos os intervenientes, uma canção de Paulo Carvalho emitida por volta das 23:00 de 24 de Abril de 1974 e que sempre ficou na sombra da Grândola Vila Morena, a segunda senha da revolução (aqui na versão da Amália, que, por sua vez, sempre foi considerada intíma do Regime - com o que quer que isso queira dizer)

Paulo de Carvalho - E depois do Adeus

20/04/2009

Hurt

Depois desta e desta, como reinterpretações de uma das muitas obras do excelso Trent Reznor, e depois de descobrir que até a fadista Mísia tem uma versão, deixo agora aqui mais uma:



Há mais versões deste tipo aqui.

E, para quem não sabe, os Nine Inch Nails vão actuar em Paredes de Coura. Mais informações aqui.

09/04/2009

Curtas

O zunir nos ouvidos antes do ferroar no pescoço

Admiro a generosidade sacrificial com que as abelhas honram a sua mestra, o seu grupo. Há uma maldade naquele insecto, na forma como ataca sem descrição tudo o que se aproxima da colmeia, mas é uma maldade doce: um pequeno ferrão e uma pequena picadela - que até faz bem a quem a recebe, e que se torna no último gesto em vida da abelha. O seu último gesto é pelos outros, os que ficam.


In Bruges

In Bruges é um dos melhores filmes que vi. E como podia não o ser? Assassinos contratados de férias, Irlandeses palavrosos, um anão viciado em tranquilizante de cavalos, prostitutas holandesas, um casal de ladrões, uma grávida dona de um hotel e uma cidade medieval perdida na Bélgica são todos os ingredientes que qualquer filme deve ter. Colin Farrel, Brendan Gleeson e Ralph Fiennes estão brilhantes no filme. Para além do mais, embora seja uma forma diferente de ver um filme, acabei de descobrir que está no Youtube. Vale mesmo a pena!

01/04/2009

Os amantes, por Pedro Paixão na 1ª edição da Playboy portuguesa

"Não se pode dizer que vivam juntos. Muitas vezes duas pessoas gostam uma da outra e não conseguem viver juntas. É o caso deles. Casaram-se e depois separaram-se. Como toda a gente. Mas, passados meses de dor e recíprocas violências, encontraram uma saída que a ambos pareceu inteligente. A ideia foi ela que a teve. Passarem os dias de trabalho cada um em sua casa e os dias feriados juntos na casa de um, ou de outro. Há coisas animais, emoções incontroláveis e, sobretudo, o constante desgaste dos dias que destroem a alegria – o puro prazer de se estar com alguém, o verdadeiro interesse pela vida do outro – enquanto o sexo se transforma numa rotina mais ou menos enfadonha. Ele chama-se João, ela Maria.
Jantam à sexta-feira num restaurante chinês e decidem a casa para onde vão. Um pequeno almoço juntos e depois despedem-se , cada um partindo para seu lado, com o coração levemente aflito. Durante os dias em que não estão juntos, estão proibidos de se falarem ao telefone ou comunicarem de qualquer outra forma. Salvo uma emergência imprevisível – um incêndio na cozinha, a morte de um familiar, uma súbita fragilidade da alma.
Conheceram-se no liceu. Casaram-se tinham ambos 24 anos. Agora vaõ fazer trinta e um. É muito forte o amor que os une. Um amor só deles, que as pessoas não compreendem e por isso criticam. O amor precisa de ser protegido, abrigado, alimentado com todo o cuidado. O quotidiano é o pior inimigo. Corrói o imprescindível respeito pelo outro, por quem o outro é. Consome a distancia que é preciso manter para que o outro possa ser quem é. Começa a asfixia.
É um engano grande julgar que não se pode viver com esta pessoa mas que se poderá viver com outra, porque na maioria dos casos é a própria vida que nos abandona e afasta. No caso deles há um facto relevante. Nenhum deles quer ter filhos, fundar, como se diz, uma família. Trazer ao mundo uma vida não só é uma responsabilidade de que se conhecem os limites, como uma inconsciência para a qual nunca se está suficientemente preparado. Pelo menos por agora.
Ele tem uma casa junto ao mar, ela um apartamento no centro da cidade. Ele é um economista, ela editora de um jornal diário. Quando se encontram riem dos acidentes da semana, do ridículo comportamento dos humanos, dos problemas insolúveis. O trágico também pode ser visto de modo a merecer uma gargalhada.
Falam dos livros de lêem, e um programa passado na televisão ou na rádio, do concerto para o qual é preciso comprar bilhetes pela internet, de pequenas coisas sem verdadeira importância. Não se criam aqueles deprimentes silêncios quando já não se tem nada para dizer um ao outro e, dentro de um carro, cada um olha em frente com receito de olhar para o lado e deparar com um desconhecido.
Os pais não percebem, os amigos não percebem, ninguém percebe. Toda a gente conspira para que aquela frágil e preciosa relação termine. Quase todos têm pavor de ficar sozinhos, de morrer sozinhos. O que os agarra é o medo.
Por isso condenam-se aos piores compromissos . Eles, pelo contrario, sabem não só que há em qualquer humano uma solidão que nunca pode ser superada, como que só ela abre um espaço onde o coração pode viver livre. Os corações também precisam de respirar.
Todos os anos, em meses variáveis, fazem uma viagem juntos. No ano passado foram a Viena, esta ano pensam ir à Finlândia. Juntos decidem todos os pormenores, embora cada viagem deva ser uma aventura da qual não se conhece o desfecho. Juntos vêem-se coisas que de outro modo não se veriam, porque cada um aponta ao outro o que, a sós, lhe poderia passar despercebido. Aprende-se mais porque ao falar as palavras chamam pelas coisas tornando-as mais nítidas, mais presentes. Num casamento comum há sempre um que em determinado momento precisa de se calar. Ali não. Antes de adormecer, adoram relembrar o que viram, sentiram, descobriram. E o sexo vem e chega, sempre poderoso, transportando-os para íngremes paisagens, súbitos abismos. Como dois desconhecidos que se desejam loucamente dentro de um comboio e não se recusam ao mais premente prazer.
Em Viena, o que mais a impressionou foi uma exposição das obras do último ano de vida de Picasso, uma gigantesca e heróica luta contra a morte. Ele, o que mais apreciou foi visitar a casa de Freud, um lugar onde se conspirou contra a sufocante normalidade dos costumes. Nenhum deles sabe até quando aquela relação poderá durar. Pode não se conseguir continuar. Pode acontecer uma paixão imprevisível. O amor é um trabalho pelo qual se tem e lutar e o que já se conseguiu dissipa-se no passado. Eles estão preparados para o fim. O que importa é acreditar no que ainda há-de vir, no indomável Se assim não fosse não valeria a pena. Faz parte o amor não saber quando pode acabar. Sempre aquela pequena dor que acompanha o verdadeiro amor."


Pedro Paixão in Playboy

I - Não comprei nem vou comprar a Playboy. Apesar de achar piada à Mónica Sofia e a raparigas nuas as much as the next guy, acho que há coisas mais interessantes a fazer com o dinheiro e com o tempo - até porque tudo o que aparece nessas revistas acaba por aparecer na Internet, tal como este texto - o qual nem sei se é verdadeiro. Descobri o texto na secção de comentários do blogue do Júlio Machado Vaz num post sobre o tenista Frederico Gil (?)

II - Pedro Paixão é um autor relativamente desconhecido - ouvi falar dele pela primeira vez através dos programas do Fernando Alvim - e a verdade é: apesar de falar de Pedro Paixão a todos os meus amigos, aconselhando-os vivamente a ler qualquer coisa dele, nunca li um livro completo dele, tendo-me remetido apenas a alguns textos e excertos.
Sim, sou uma besta.

04/03/2009

Monstra 2009


O Festival de Animação Monstra, vai decorrer de 9 a 15 de Março, no Teatro São Jorge e no Museu do Oriente.

"Comemorando os 93 anos do Manifesto Dadaísta e os 90 anos da sua expressão inicial no Cabaret Voltaire, nesta oitava edição a MONSTRA volta a sua atenção para a Suíça, pais onde em 1916 o mesmo foi proclamado. Os precursores deste movimento estarão em evidência nas noites longas da MONSTRA 2009, marcadas pela tradição da tertúlia artística, com conversas, concertos, happenings e o espectáculo da arte em movimento.

Pela qualidade e diversidade dos cineastas de animação suíços e sucessivas gerações de artistas como Gisele e Ernest Ansorge, G. Schwizgebel, Brother Guiaumme entre outros, o país surge, assim, como convidado desta oitava edição. As retrospectivas de vários autores merecerão destaque na MONSTRA 2009 a par da exposição de originais de George Schwizgebel e da instalação interactiva de Otto Alder. Relevo ainda para estreia em Portugal da Longa Metragem dos Irmãos Guillaume Bros and Comp. e a realização de um programa dedicado à Sensualidade e Erotismo do suíço Bruno Hedera.

Destaque ainda para a comemoração dos 100 anos do manifesto futurista, que em 1909 proclama o cinema como uma das artes a ser desenvolvida, e dos 90 anos da Escola Bahaus. Muito do cinema vanguardista dos anos 20 é fruto deste movimento."



com roaming

26/02/2009

Faith No More

"Faith No More is an American alternative metal band who formed in San Francisco, California, and were active between 1982 and 1998. Faith No More combined elements of heavy metal, funk, punk rock, progressive rock, death metal, hip hop, hardcore punk, thrash metal, and jazz, among many others, and have been hailed as an influential rock band. On February 24, 2009, Faith No More announced they would be reforming for a European tour."

in Wikipedia

Recém-descoberto aqui

Lembrando neste blogue aqui, aqui, aqui e aqui

15/01/2009

Inscrições abertas

Emprego de sonho!

23/11/2008

Um mundo catita



Estreia hoje, às 23:40, na RTP2

05/10/2008

7 Artistas ao 10º Mês - Gulbenkian




Estive lá na vernissage. Não houve bebidas nem tampouco pastéis, rissóis ou outro tipo de aperitivos. Houve sim muita gente. Muitos amigos e mais desconhecidos.
Já tinha visto alguns trabalhos do João e do Jorge, mas as obras que foram expostas, não conhecia.
Fiquei deslumbrada com o mega "Coreto" do Jorge. Tudo o que se vê, pode ser mexido. Cada gaveta contém uma surpresa. E uma delas até a revista Playboy guarda.
Com o João, já estava habituada às suas manias obsessivas-compulsivas. Podem ver-se esculturas de objectos que antes foram outros objectos com outras finalidades que não estas que expõe.
E se olharmos atentamente para cada uma, para tentarmos ver falhas e enganos, erros e pormenores deixados ao acaso, é apenas uma tarefa inconsequente.



"Criada em 1997 pelo Centro de Arte Moderna com o propósito de revelar jovens artistas portugueses em início de carreira, numa altura em que escasseavam iniciativas desta natureza, a exposição 7 Artistas ao 10º Mês terá em Outubro a sua 6ª edição. De periodicidade bienal, expôs, ao longo desta primeira década, nomes que hoje são valores afirmados no panorama artístico nacional. A selecção dos artistas é confiada a um comissário a quem é concedida total liberdade para definir o conceito e os critérios de escolha dos artistas de cada exposição. A Newsletter falou
com Filipa Oliveira, a responsável pela edição deste ano, que nos explicou as premissas que estabeleceu para conceber esta exposição que abre portas no dia 3 de Outubro, na Fundação Calouste Gulbenkian. Uma mostra que promete surpreender.

(...)
Onde os descobriu?
A minha pesquisa desenvolveu-se em várias direcções. Falei com os directores das várias escolas de arte no sentido de conhecer os alunos que se tinham destacado nos últimos cinco anos, consultei os portfolios de candidatos a vários prémios de arte, informei-me também sobre os artistas que obtiveram bolsas de arte nos últimos anos, andei por pequenos espaços pelo país, fora dos circuitos expositivos mais óbvios. No fundo, todo o trabalho de comissariado que tenho desenvolvido nos últimos anos (como, por exemplo, no Prémio Ariane de Rothschild) permitiu-me o contacto com centenas de trabalhos de jovens artistas, servindo para realizar e fundamentar esta selecção. Esta mostra vai permitir dar a conhecer o seu trabalho.

(...)
O João Ferro Martins criou uma série de objectos muito diferentes entre si, que têm a música como fonte inspiradora: um contrabaixo danificado, fotografias de esculturas que realiza com moldes de objectos, como por exemplo de uma flauta partida. A peça central da sua peça é um “concerto” de homenagem a Ligeti em que soam 100 despertadores durante alguns segundos, duas vezes por dia. O efeito é quase ensurdecedor."

"Pianoforte" de João Ferro Martins.



Pormenor de "Pianoforte"
(Nem na página da Gulbenkian dizem as medidas, mas posso dizer que a parte mais alta do "piano", é da minha altura, um pouco mais alto, vá...)




"Por fim, o Jorge Maciel trabalha com objectos deitados no lixo, como móveis, bicicletas ou sapatos, transformando-os em objectos artísticos. Um coreto de tamanho real feito de vários móveis é a peça central da sua instalação. O interior do coreto estará repleto de objectos retirados do lixo e reciclados, animados por mecanismos que os fazem mover de um modo surpreendente."

Um mega "coreto" que mais parecia uma casa.


(Escusado será dizer as medidas desta obra. Uma vez que tudo aqui é em tamanho real)

Pormenor do "Coreto"



http://www.gulbenkian.pt/index.php?section=8&artId=980

(É pena mostrarem só uma foto de cada obra... mas pronto. Se querem ver mais, apareçam até dia 11 de Janeiro de 2009 na Gulbenkian)

04/10/2008

Curtas da semana

    • O preço do gasóleo

O barril do petróleo anda a tentar baixar dos 90 Dólares. Lembremo-nos que já esteve perto dos 150. Entretanto, o senhor das bombas de gasolina que atestou com 80 litros de gasóleo o carro que eu conduzia, disse que “anteontem [isto foi no dia 4 de Outubro, o que aponta para dia 2 de Outubro de 2008] a Galp tinha subido em 2 cêntimos de Euro o preço do Gasóleo". Razão? Não deve haver. Parece que fazem as coisas de forma a possibilitar o maior lucro, depois vêm à janela a ver o que acontece. Se ninguém se queixa deixam estar, se as pessoas se queixam muito baixam um bocadinho o preço, atenuam a raiva, controlam os danos… e depois vêm à janela novamente. O mercado funciona quando há concorrência e não quando uma empresa detém 80% da distribuição de combustíveis em Portugal. Importa também salientar que nada disto foi noticiado devidamente, havendo até um link para esta notícia na RTP que já não está disponível.

P.S. – Não são aqueles 80 litros que servem de modelo, mas só o fiz porque é o carro da empresa e é (vá lá) necessário. O meu carro, de uso pessoal, já vai para mais de uma semana sem ver gasóleo. Façam o mesmo e melhor e protestem e divulguem e façam barulho!

    • A crise

A crise do sistema financeiro é grave - vai prejudicar muita gente e também muita gente pobre -, mas, a longo prazo, o mal que aconteceria (rotura económica) valeria muito mais do que o bem que agora querem forçar (a sustentabilidade das instituições em crise por intemédio de ajudas estatais financeiras). A crise já causou a descida do preço dos combustíveis, dos carros e das casas. Até agora a crise só me beneficiou. Se os bancos falissem muita gente ficaria sem dinheiro, mas muita gente ficaria sem dívidas. Os bancos estão sem dinheiro mas cheios de carros e casas que roubaram a pessoas a quem facilitaram empréstimos sabendo que essas pessoas nunca poderiam suportá-los. Os Estados de diversos países (nomeadamente os mais ricos) vão ajudar os bancos, porque os bancos mantêm a economia de um país em funcionamento, mas porque é que os bancos e o Estado nunca ajudam as pessoas comuns? Dêem-me uma crise momentânea que acabe de vez com os bancos, sociedades de investimento, companhias de seguros e afins empresas que visam o lucro cego e eu dou-lhes o céu. As grandes empresas dizem que os pequenos negócios apenas morrem por falta de mais-valia e capacidade de concorrência com as grandes superfícies. Dizem eles que o que é bom não morre. Pois bem, eu acredito que as boas empresas também não morrem, principalmente aquelas que baseiam a sua política no serviço do cliente, respeitando o trabalhador, ou seja, outras que não estas. É uma visão simplista do mundo, mas foi a complexificação do mundo que exigiu a existência de bancos e companhia limitada.

    • O programa de televisão
JP Simões é uma daquelas pessoas que não precisa de aprovação. Admiro-o sem precisar de muitas e demoradas justificações. Gosto de o ouvir falar, gosto da música que faz (da maior parte, pelo menos) e gosto de um programa que vi hoje (Sábado*). O programa chama-se “Quilómetro Zero e visa acompanhar a história de algumas bandas pouco conhecidas do país. O apresentador/entrevistador viaja pelo país admitindo ao público as bandas, a sua cidade e a sua história, enquanto estas mostram o seu trabalho em salas locais ou nas próprias salas de ensaio. Pelo que vi, é um programa bom.

*Fica a nota que o programa passa aos Sábados às 19:30 na RTP2


    • Um facto curioso

Um senhor do Fundão, que seguia no seu jipe, foi atropelado por um comboio quando atravessava uma passagem de nível sem guarda. Quantos casos destes acontecem, diariamente, em Portugal? Dezenas! E a mim isto causa-me estranheza, porque parece que há coisas que ninguém quer ver, ou melhor, nem serão coisas que ninguém quer ver, tanto mais coisas que ninguém sabe. Em Portugal há a tradição de apenas descobrirmos que as coisas não funcionam apenas quando precisamos delas. Vemos isso quando ligamos para o 112 a requisitar uma ambulância, vemos isso quando precisamos de ir às finanças por causa do imposto único do automóvel, vemos isso por todo o lado e esta é mais uma situação desse tipo.
Sendo assim, passo a explicar, bastando apenas que fça e responda a uma pergunta prévia: O que é que está escrito nas passagens de nível sem guarda? “Pare, escute e olhe” mas querem eles dizer para sair do carro ou fazer isso dentro do carro? Porque parece-me que apenas a parte do parar é fácil, já que escutar um comboio quando vamos dentro do carro é difícil – embora o consigamos ouvir quando ele está já muito perto – e olhar ainda é mais difícil porque em muitos casos temos de estar em cima da linha para vermos se lá vem algo ou não e, segundo as leis da construção de carros com motor á frente e as próprias leis da física, para eu olhar para o lado já tenho de ter a parte da frente do meu carro enfiada na dita passagem. Não sei. Sempre foi algo que me pareceu estranho e que hoje recordei e partilhei.

    • IMAGO

Por último, importa referir que começou um dos mais importantes festivais de cinema do País, o Imago, que decorre no Fundão entre os dias 4 e 12 de Outubro. Cinema, música (com os facilmente reconhecíveis Badly Drawn Boy), animação cultural... quem sabe aparelhagem sonora do Alfredo Farinha e muito mais. Sem dúvida, a não perder.

(João Freire)

08/08/2008

Museu Efémero de Lisboa

Espalhados por Lisboa, mais precisamente, pelo Bairro Alto, estão os stencils de vários street artists de renome, como é o caso de Dolk, Banksy e Coolture, devidamente catalogados e apresentados tal e qual como num museu a "sério". Mas tal como o nome diz, a efemeridade de muitos destes stencils é demasiado rápida. Alguns já quase não se percebem, de tão vandalizados estarem. O Macaco que Reza, de Dolk está coberto com tinta branca na zona das mãos e tags "rasca" espalhadas pela zona da cara.

Foi por acaso que eu e o Jorge demos com eles, quando passámos pelo Bairro ontem durante o dia. As fotos tiradas pelo Jorge vão ser postadas mais tarde. Mas enquanto isso não acontecer, mostro alguns dos stencils iguais aos de cá, mas feitos noutras paredes de outras cidades e é claro, mostro também o Museu Efémero de Lisboa, o primeiro do mundo.

Iguais aos de Lisboa:


Dolk - Monkey Prayer (em Lisboa, encontra-se na Travessa da Espera, perto do Bar Sétimo Céu - Bairro Alto)



Banksy - Poison Rat (em Lisboa encontra-se na Travessa da Espera, parede em frente ao de Dolk, junto a um degrau (a tinta por cá é laranja) - Bairro Alto)


Em Lisboa:


Coolture - s/título (Rua das Salgadeiras Nº4 - Bairro Alto)


Efeito Magenta - S/ Título ( Rua do Norte Nº 7 - Bairro Alto)



Itinerário do Museu
(carregar nas bolinhas rosa)

http://museuefemero.blogspot.com/2008_07_01_archive.html