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31/03/2012

Em tempo de guerra, a primeira vítima é a verdade


Foi por volta do meio-dia de 1 de Fevereiro de 1968 que o General Nguyen Ngoc Loan executou sumariamente um prisioneiro Viet Cong nas ruas de Saigão, durante a Ofensiva de Tet. Quase por acaso, Eddie Adams, um fotógrafo da AP, captou a fotografia que viria a ser uma das mais icónicas da guerra e a perfeita analogia para o desconforto que tal guerra causava entre a opinião pública mundial. (Também há o vídeo, captado por Vo Suu para a NBC).
O que a fotografia e o vídeo mostram à primeira vista é o à vontade do General, um esgar de raiva do soldado que observa no canto esquerdo e o medo patente no rosto do jovem indefeso, com as mãos algemadas, perante uma indiferença generalizada dos que os circundam, num acto de total desumanidade e desrespeito pelos mais básicos valores e direitos humanos. Mas a realidade nunca é bem assim. Não se sabe ao certo o nome da vítima (frequentemente apontada como Nguyem Van Lem), mas, independentemente do seu nome, sabe-se que era um 'oficial' norte-vietnamita, que comandaria uma brigada da morte, que tinha sido apanhado a matar não só oficiais sul-vietnamitas, próximos do general Loan, como as respectivas famílias.
"O general matou o Viet Cong; eu matei o general com a minha câmara. As fotografias são a arma mais poderosa no mundo, as pessoas acreditam nelas, mas as fotografias mentem, mesmo sem manipulação. Elas são apenas meias-verdades... o que a fotografia não disse foi: o que é que você faria se fosse o general naquela altura e lugar, naquele dia quente, e apanhasse o dito mauzão depois dele matar um, dois ou três americanos?"
Eddie Adams
Para o desafio de Março da Fábrica de Letras, subordinado ao tema "Fotografia"


*Citação de Boake Carter


Nine Inch Nails - The Great Below

07/02/2011

Ranulph Fiennes - O aventureiro que cortou a ponta dos dedos com uma Black & Decker porque não conseguiu fazê-lo com uma pequena machada

Não, não é uma gralha. Não quero falar de Ralph Fiennes, nem tão pouco do "Paciente Inglês". Quero mesmo falar deste homem: Ranulph Fiennes. Pouca gente o conhecerá, eu também não o conheceria se não fosse o Top Gear, mas Ranulph Fiennes é, sem dúvida, um dos mais extraordinários aventureiros que já viveram neste mundo.
Já tinha visto esta entrevista e este episódio há algum tempo, mas cada vez que revejo admiro mais o homem, a sua história de vida e, sobretudo, as aventuras que viveu. As histórias que conta e a forma como as conta nesta pequena entrevista - que vale mesmo a pena ver - impressionam qualquer um. Sim, a parte de cortar os dedos é verdade, tudo porque tinha os dedos queimados pelo gelo.
Não sei se é boa pessoa, não sei se cede passagem aos peões nas passadeiras ou se diz boa tarde quando entra nalgum lado, mas desconfio que seja boa pessoa, muito pela parte final da entrevista em que fala, num ambiente de silêncio que contrasta com o resto da entrevista, da sua primeira mulher que morreu há pouco tempo e que ele conheceu desde os seus 12 anos.

"- Terribly sad… last year… your wife died. You’ve been together since you were…
- She was nine, i was twelve, so we knew each other for fourty-eight years.
- Do you think your drive to keep going, even now, with the marathons and so on… and future expeditions... as anything to do with the fact that you just want to keep yourself busy?
- I don’t want to think anymore, don’t have time to think, so the more i can do… It’s good, yes… keep busy!"






Para o tema de Fevereiro de 2011, Loucura, num desafio da "Fábrica de Letras".

21/12/2010

A melhor canção de Natal de sempre ou apenas uma das melhores canções de sempre

Em 2000, após ter participado num programa de rádio para a BBC em Cuba, Kirsty MacColl tirou uns dias de férias em Cozumel, no México, com os seus filhos e o seu companheiro, o músico James Knight. No dia 18 de dezembro ela e seus filhos, juntamente com um veterano de mergulho de seu nome Ivan Diaz, foram fazer mergulho numa área reservada na qual todas as embarcações estavam impedidas de entrar. Num desses mergulhos, quando o grupo regressava à superfície, um barco a motor entrou na área restrita a grande velocidade. MacColl viu o barco antes dos seus filhos e nadou na direcção de um deles, Jamie, que estava no caminho do barco, empurrando-o a tempo de o salvar, sofrendo ferimentos menores na cabeça e lesões das costelas. Kirsty, no entanto, foi atingida pelo barco e morreu instantaneamente.

O barco envolvido no acidente era propriedade do milionário mexicano Guillermo González Nova, dono de uma companhia de hipermercados, que estava a bordo com vários membros de sua família. Um empregado de González Nova, José Cen Yam, alegou ter sido ele o condutor do barco no momento em que ocorreu o acidente, mas vários relatórios publicados incluíram relatos de testemunhas que afirmaram que Cen Yam não estava nos comandos do barco, indicando também que o barco seguia a uma velocidade mais rápida que a velocidade de um nó que Guillermo González Nova havia afirmado. Cen Yam foi considerado culpado de homicídio e foi condenado a 2 anos e 10 meses de prisão. No entanto, ele foi autorizado pela lei mexicana a pagar uma multa de 1.034 pesos (cerca de 63€) em vez de cumprir a pena de prisão. Ele também foi condenado a pagar cerca de 2150 dólares em indemnização à família MacColl, uma quantia baseada em seu salário. Os relatórios publicados incluíram depoimentos de pessoas que falaram com Cen Yam após o acidente e que alegam que Cen Yam terá recebido dinheiro para assumir a culpa pelo incidente.

Ninguém conhecerá kirsty MacCol para além da sua participação naquela que é considerada por muita gente (eu, por exemplo) a melhor música de Natal (e de bebedeiras) de sempre. Também pode ser simplesmente uma das melhores músicas de sempre.
Kirsty MacCol era uma pessoa normal que se viu perante uma situação extraordinária. Correspondeu da melhor forma, foi uma heroína, poucos fariam o que ela fez, mesmo pelos filhos e numa altura em que passam dez anos sobre os acontecimentos trágicos da sua morte não é demais recordar que ainda não foi feita justiça, assim como será importante recordá-la pelo que fez e pelo que perdemos.  Boas Festas!

The Pogues and kirsty MacColl - Fairytale of New York


Nota: A informação presente neste texto foi retirada do artigo da Kirsty MacCol, na Wikipédia

11/10/2010

Mil palavras que não valem uma imagem

Kevin Carter, New York Times
Numa viagem pelo Sudão, Kevin Carter ouve o ténue choramingar de uma criança. Aproximando-se, descobre uma menina sudanesa muito fragilizada que havia parado para descansar enquanto tentava chegar a um centro de alimentação. Perto dela, um abutre aterrara, quase como se também ele estivesse intrigado com aquele som. Carter, um conhecido e premiado fotógrafo, activista na luta contra o Apartheid, vê a oportunidade para tirar uma foto que retratava perfeitamente a situação da África daquele tempo. A foto tinha tudo para ser um cartaz e um símbolo da guerra e das suas consequências nos países africanos, mas Carter achou que a foto ficaria melhor se o abutre abrisse as assas. Carter esperou - disse depois que esperou vinte minutos -, mas o abutre não abriu as asas e tirou a fotografia assim, enxotando depois o abutre.
Não se sabe o que aconteceu à criança. O jornal a quem Carter vendeu a fotografia garante que a criança demonstrava ter forças para se afastar, mas que desconheciam o que tinha acontecido à criança. Mas sabe-se o que aconteceu a Carter - que ganhou um prémio Pulitzer com esta foto. No final, profundamente deprimido com acontecimentos da sua vida e também pelo que se passava em África, acontecimentos que culminaram no desaparecimento de Ken Oosterbroek, um colega seu que fora alvejado fatalmente quando cobria as primeiras eleições após Apartheid, Carter viria a pôr fim à sua vida em 27 de Julho de 1994. Tudo se terá passado num local onde costumava brincar nos seus tempos de criança, ligando uma mangueira do tubo de escape ao interior da sua carrinha, morrendo de envenenamento por monóxido de Carbono, deixando uma carta de despedida com este excerto:
“Estou deprimido… Sem telefone… Sem dinheiro para a renda... Sem dinheiro para ajudar as crianças… Sem dinheiro para as dívidas… Dinheiro!!!... Sou perseguido pela viva lembrança de assassinatos, cadáveres, raiva e dor… Pelas crianças feridas ou famintas… Pelos homens malucos com o dedo no gatilho, muitas vezes policias, carrascos… Se eu tiver sorte, vou juntar-me ao Ken...”
Claro que nestas coisas há sempre desacordos, incongruências e versões diferentes, há até uma versão de um colega de Carter, um fotógrafo nascido em Lisboa de nome João Silva, que diz que os pais da criança estavam por perto e que Carter não terá esperado tanto tempo como disse, pois quando Carter se aproximou o abutre fugiu, tendo tirado apenas algumas fotos. Porque teria Carter contado uma versão mais dramática, mas que o deixava mal-visto? Mesmo que a criança estivesse em sofrimento, valeria esse sofrimento por todo o reconhecimento que a fotografia trouxe à situação sudanesa em particular e de todo um continente assombrado pela guerra, fome e ódio racial? Carter terá cometido suicídio por não ter ajudado a criança? O que se passou com a criança? Outras mil palavras que as imagens nunca dirão.


(João Freire)

Reaproveitado para o desafio de Março da Fábrica de Letras, subordinado ao tema "Fotografia" 

10/09/2010

As iludências aparudem

Às vezes as coisas são mas não parecem, mas por serem algo não têm necessariamente de ser o que parecem ou deixam de parecer, podendo ser algo completamente diferente.
É como este vídeo:



E assim é a vida. Resta dar algum tempo, resta ver até onde vai a ilusão e começa a realidade.

08/08/2010

Have you got it yet

Um dia, Syd Barret, excêntrico vocalista dos Pink Floyd com um historial de consumo de drogas e problemas mentais, juntou os seus amigos e colegas de banda num estúdio onde gravavam um álbum para lhes mostrar uma canção na qual andava a trabalhar. David Gilmour, que entrara recentemente na banda, e Roger Waters, tentariam acompanhá-lo. Barret começou por tocar algo aparentemente normal, começando depois a variar a melodia à medida que os outros a tentavam apreender. Ao mesmo tempo que ia tocando de improviso, numa longa sequência de acordes incoerentes, perguntava aos outros: “Have you got it, yet?" (algo como “já perceberam?”), ao que os outros, incapazes de seguir a melodia, respondiam: “no, no”, o que constituiria o refrão. A cena prolongou-se até que Roger Waters, apercebendo-se que aquilo não iria dar em nada, pôs o baixo no chão e saiu da sala de ensaios nunca mais tendo tocado com Syd barret, o qual, após a deterioração do seu estado mental, acabaria mesmo por deixar a banda.

Também a vida é como esta canção de Syd Barrett: toda a gente à procura de um sentido, toda a gente a tentar seguir os acordes, mas a vida a gozar connosco e a mudar as regras à medida que vamos andando, não porque queira, mas porque não tem sentido.

(João Freire)

Pink Floyd - Time

24/07/2010

Sábado à tarde, num documentário do National Geographic

Não sou um medricas. Não gosto de abelhas, nem do barulho do óleo quando se frita alguma coisa, nem sequer sou muito fã da electricidade e de mexer em coisas eléctricas... e sim tenho medo de andar de avião, porque sempre que ando de avião penso que ainda vivi muito pouco e experimentei muito pouco para poder morrer tão cedo, como se a justiça me ajudasse a sobreviver num terrível desastre cheio de fogo, corpos despedaçados e metal retorcido... mas não sou medricas. 
Eu sempre achei, aliás, estas coisas fascinantes e até me emociono com isto e outras coisas, que, apesar de me aterrorizarem, nunca me impediram de, por exemplo, fazer isto. Num futuro próximo até gostava de viajar até esta praia ou experimentar isto.
Mas que nunca um Comandante de um voo em que eu participe ache que é boa ideia levar um avião comercial cheio de gente a um espectáculo aéreo para deliciar os espectadores desse mesmo festival com uma manobra arriscada que consiste em voar baixinho, devagarinho (no limiar da sustentabilidade), com o nariz empinado (Alpha Max). Ou se quiser fazer isso que me avise, para eu sair.




P.S. - O documentário que eu vejo de forma masoquista chama-se Air Crash Investigation, Mayday, Desastres Aéreos em português. A investigação sobre o acidente do vídeo pode ser vista no Youtube,  mais concretamente aqui.

03/01/2009

Rali Dakar 2009


"Longe de África e da azáfama que marcou Lisboa nos últimos três anos, o Rali Dakar arranca hoje na Argentina."

Hum? Argentina?! Mas, mas...?

"É a terceira vez que a mais famosa prova de todo-o-terreno não passa ou termina na capital senegalesa (já aconteceu em 1992 e 2003), mas é a primeira vez, em 31 anos, que se realiza fora do continente africano."

Pronto, ok. Para quem já comeu a tão famosa sopa da pedra, ou foi ao Rock in Rio Lisboa, este rali Dakar sem Dakar, também não é assim tão diferente... ou é?


"Isto é o Dakar. Diria até que o nome nunca lhe assentou tão bem enquanto evento extremo no desporto automóvel", defende o francês que, há um ano, cancelou a prova ainda antes do seu início, alegando ameaças terroristas na Mauritânia." (Etienne Lavigne, director da prova)

Então, se o director diz que é, é porque é... ou não é?

"
Este Dakar sem Dakar suscita sentimentos contraditórios: por um lado, estão presentes os principais pilotos do todo-o-terreno e a novidade do percurso poderá aumentar a componente de aventura; por outro, saiu de África e muitos (mesmo alguns dos participantes) questionam-se sobre se conseguirá manter a aura do passado."

Pois. My thoughts exactly...

"Os mais contestatários, como o piloto francês Jean-Louis Schlesser, criaram mesmo uma prova alternativa (a África Race, onde estão a competir), no percurso habitual do Dakar africano, percorrendo Marrocos, Mauritânia e Senegal
."

Se Maomé não vai aos Andes é porque prefere as dunas.



(fonte: Público online)

29/12/2008

De resto, com o aproximar do novo ano...

Estou a ficar velho. Concedo mais e zango-me menos. Aprendo a gostar de coisas que, pensava eu, nunca iria gostar. Aconteceu com Buraka Som Sistema...
- Wegue, wegue
E agora com a versão do Rui Reininho da música das Doce "Bem Bom". Continuo a não gostar, mas já não mudo de estação e, tirando o refrão, até dou por mim a trauteá-la no carro. Se, daqui a uns dias, afirmar que gosto de uma música que anda para aí a passar do Tim, mato-me… ou dou autorização para que me matem.

O Programa do Aleixo, na Sic Radical e Ultimate Survival, no Discovery Channel, são as coqueluches da minha programação televisiva actual.

Há uma banda, que se chama João e a Sombra, que tem uma ou duas músicas engraçadas. São originais, o que, nos tempos que correm, já é muito bom. Para além disso, são bons músicos.

Mais uma guerra no Mundo. “Depois da operação, nenhum edifício do Hamas ficará em pé em Gaza”, dizem eles.

A inflação no Zimbabwe atingiu os 231 milhões por cento
(isto já não é notícia, é só... caricato!)

04/11/2008

O efeito Bradley

O efeito de Bradley refere-se a uma discrepância entre a opinião que as pessoas demonstram nas sondagens relativamente a um candidato e o voto efectivo. É uma teoria que defende a ocorrência de um fenómeno de medo social por parte das pessoas que respondem a inquéritos de sondagem que evitam conotações negativas por responderem no candidato em quem querem de facto votar, dizendo que votam no outro candidato para ficarem "bem vistas". Este efeito está associado, obviameante, a questões de outros fenómenos sociais latentes, como o racismo, e nasceu da explicação de resultados de eleições que opunham um membro de uma minoria a um candidato do grupo maioritário. O caso que deu o nome ao efeito registou-se no Estados-unidos e envolveu a eleição para governador do estado da Califórnia. um candidato negro (Bradley), que em todas as sondagens, inclusivé as sondagens à entrada e à saída das urnas, era apontado como o vencedor da votação, e que acabou por perder essa mesma eleição para um candidato branco.

Hoje não se vai verificar isso... muito! Ainda vai verificar-se, mas o candidato democrata Barack Husein Obama vai vencer porque, apesar de tudo, os Estados Unidos da América estão menos racistas e parolos e os Estados que ainda não deixaram de o ser (nem tão pouco se prevê que o deixem de ser) votam sempre nos republicanos, o que não causará grande impacto, por isso...

Agora, o que é capaz de acontecer é que alguém o mate, e quando digo isto não falo de terroristas ou estrangeiros que se sintam ameaçados por ele, mas sim aqueles parolos e racistas norte-americanos que abundam e que têm acesso facilitado a armas. Também não digo que seja já, mas que o vão matar, ou pelo menos tentar frequentemente, não duvido.

O mundo ficará melhor depois destas eleições... ficará melhor obrigatoriamente porque George Bush vai sair e só pode ficar melhor depois dele, mesmo que seja com o John Mccain (senhor de uma história de vida formidável). Mas o resultado está feito, penso eu, e está muito bem.

(João Freire)

13/10/2008

Teorias da Conspiração

Por causa deste post, lembrei-me deste filme.

É uma excelente produção, com grandes verdades... ou não.

11/10/2008

A maratona nos jogos olímpicos e a marca de sapatilhas

Antes de partirem para a guerra, aquando das primeiras invasões persas, os gregos (na altura, seriam os atenienses) avisaram as famílias e restantes cidadãos que se não recebessem notícias ao fim de certo tempo, deveriam matar os seus filhos e suicidar-se de seguida porque o atraso significaria a vitória dos persas que acorreriam até Atenas para matar toda a gente da forma mai atroz possível. No entanto, como ganharam, mas mais tarde do que seria esperado, escolheram o melhor soldado para correr até Atenas e dar a notícia a toda a gente antes que fosse tarde de mais. A batalha decorreu em Maratona, que ficava a pouco mais de 42 quilómetros de atenas. Quando o soldado chegou a Atenas, terá dito "Nike", que significa vitória, tendo morrido de seguida por exaustão.

03/10/2008

EURATOM

"A EURATOM ou Comunidade Europeia da Energia Atómica foi um tratado que tinha como objectivo implantar a cooperação no desenvolvimento e utilização da energia nuclear e elevação do nível de vida dos países membros mediante a criação de um mercado comum de equipamentos e materiais nucleares, assim como o estabelecimento de normas básicas de segurança e protecção da população.

O Tratado Euratom estabeleceu uma Comunidade Europeia de Energia Atómica, destinada a criar as condições de desenvolvimento de uma capacidade industrial nuclear, a fim de aumentar a produção energética europeia. Os meios preconizados eram a livre circulação das matérias fósseis, dos equipamentos técnicos e da mão-de-obra e o desenvolvimento em comum da investigação, enquanto uma agência de aprovisionamento deveria regular o abastecimento de minerais e combustíveis nucleares prevendo-se o seu repatriamento em caso de penúria.

A Euratom foi criada no Tratado de Roma."


(at Google)

16/09/2008

Os "mergulhadores na terra" (Bungee jumping com lianas na ilha de Pentecostes no arquipélago de Vanuatu)

The ritual of land diving (called N'gol) is no doubt one of the most spectacular events, with real risk to life and limb. Some think it stays behind the bungee jumping.

It is practiced by the indigenous of Pentecost Island in Vanuatu Archipelago (former New Hebrides), in the Pacific Ocean at 2000 km east off the Queensland's Australian coast. Currently, the jump is practiced only on the southern part of the island.

The local legend attributes the origin of the ritual to the legend of Tamale. The man had a younger women who run off often. He beat his woman and she ran away, hiding in a tall tree. Tamale climbed to her but as he made his final grab, she leaped. Tamale jumped after her, but while his wife had tied vines around her ankles and survived the fall, he crushed to the soil.

Men and boys, some as young as seven years, leap from the platforms in a show of strength and a statement to women that they can never be tricked again. The locals execute the ceremony to ensure a good crop of yams, their stable food. As the vines stretch, the land diver's heads curl under and their shoulders touch the ground, making it fertile for the following year's yam harvest. Every year, as soon as the first yam crop begins to show its green tips in early April, islanders begin building at least one huge wooden tower in each village, often as high as 25m. The ceremony lasts one or two days from April to early June.

Only circumcised men jump from these towers with only two long, elastic vines tied to their ankles to break the fall. The divers' hair is meant to touch the ground to fertilize it. Fundamentally, all the men of the village execute the ritual.

It occurs annually but it can be canceled by various reasons: too many men gone to work on plantations, rebuilding of a common house, late land works due to rainfalls, yam's composition. When the ceremony is to take place, the villagers look for a site to build the tower. The main factor is finding a slope with a moderate bias. One too steep would harden the work to construct; one too low would amplify the risks during the jump.

The tower has as a central pillar a tree trunk cleaned from branches. About 12 trunks 12-25 m tall are planted around the main trunk. No "material of the Whites" is employed. The trunks are bound only with branches and vines, very elastic after the rainy season. The tower is rectangular till 16 m, after that it curbs till the height of 25 m.

The tower is divided horizontally in 12 levels, every part corresponding to a part of the body from ankle to head. On these levels are bonded platforms of woven leaves and branches from where the men will jump. The last platform is situated on the highest level.

The construction is built in an atmosphere of friendship and exuberance, and locals sing and dance in a fragile balance, even mimicking the jump, but retreating in the last moment. When the armature of the tower is ready, it is said a neutral spirit enters into it.

Every man builds his own platform, using 2 trunks of about 3 m length and chooses the height from where he wants to jump and he can perform this several times if he wishes to do so.

The ground where the performers will land is previously prepared, all the rocks being removed. The soil is crumbled to a depth of 20 cm. The 7-8 years old boys are the first to jump from lower platforms at a height of 6 m. Men will jump from upper platforms.
During the building of the tower, men follow some taboos: they are forbidden to have sex, and women must not approach the construction. A day before the jump, several men guard the towers all night long to impede any shaman to bury any object where the divers will land, otherwise accidents could happen.

In the morning before the diving, men oint their bodies with cocos oil and adorn with boar tusks and leaves (of Cycas, if they are of higher rank, or croton, if not).

The first to jump are 7-8-year old boys, from platforms located at heights of 6 m (20 ft). Sometimes, they must be pushed to take courage. Then men jump from higher platforms. Some jump 5 times.

As each man prepares himself mentally to jump, his friends tie vines to his ankles, and when he raises his hands the people below stop their singing, dancing and whistling. Before diving, he tells the crowd his most intimate thoughts, which may include family and marital problems. Because these could be his last words, the women below remain silent, despite any public revealing of family secrets.

Each performer crosses his arms over his chest and leans forward until he falls over the edge. When his body becomes horizontal, he jumps out as far as he can, avoiding impact.

If the diver were to fall straight down, he would hit the ground before being restrained by the vines, because they are measured some extra feet. The extra couple of feet added to the dive by jumping out enable the ropes to pull back the diver.

Sometimes, the vine brakes but the slope and the loosened soil will avoid severe accidents. Usually, everybody's all right at the end of the ritual, except for some scratched ankles. 10 days later the vines are cut and the tower is crumbled, the wood being used for fire.

Only one land diver is known to have died, during a visit of Queen Elizabeth II in 1974, when the Vanuatu was still a British colony. However, this happened during a dry season, when vines are drier and less elastic. Several of the vines ceded and one diver later died.

The Vanuatu government forbade the N'gol in 1995 as it had become too commercialized and wanted to keep the ritual's cultural value. Two sites at Pangi and Rangasusu, set aside for the entertainment of tourists, are the only ones where now the locals from all the island can execute their ritual.

In news.softpedia.com



02/09/2008

Morreu o gajo das voz dos trailers

Donald LaFontaine (August 26, 1940 – September 1, 2008) was an American voice actor famous for recording over 5,000 movie trailers, television commercials, network promotions, and video game trailers. His signature voice was perceived as being both ominous and sonorous. Due to the sheer volume of trailer voiceovers LaFontaine recorded, he became identified with the phrase "in a world...", which has been used in movie trailers so frequently that it has become a cliché. He also parodied this cliché several times, more recently in a commercial for GEICO insurance.

LaFontaine stated that his favorite work in a movie trailer was for the hit biographical film The Elephant Man.


In Wikipedia


P.S. - Já tínhamos mostrado algum do talento deste senhor aqui

P.S. 2 - O site dele é http://www.donlafontaine.com/



É justo lembrar a imagem de um homem que ficou conhecido pela sua voz.

28/08/2008

28 de Agosto de 1963



"I Have a Dream" is the popular name given to the historic public speech by Martin Luther King, Jr., when he spoke of his desire for a future where blacks and whites would coexist harmoniously as equals. King's delivery of the speech on August 28, 1963, from the steps of the Lincoln Memorial during the March on Washington for Jobs and Freedom was a defining moment of the American Civil Rights Movement. Delivered to over 200,000 civil rights supporters, the speech is often considered to be one of the greatest and most notable speeches in history and was ranked the top American speech of the 20th century by a 1999 poll of scholars of public address."

(in The Free Dictionary by Fairlex)

25/08/2008

Fez hoje 20 anos



"O grande incêndio que destruiu o Chiado em Lisboa foi há 20 anos. O fogo galgou vários quarteirões e deixou em ruínas o «coração» da capital. Hoje o comércio voltou, mas o Chiado está diferente.

Quinta-feira, 25 de Agosto de 1988. Às 05:30 era dado o alerta. Um forte incêndio destruía o Chiado. Os bombeiros combateram o fogo durante 12 horas. Duas pessoas morreram e 73 ficaram feridas. Dezoito lojas foram consumidas pelas chamas e mais de 7500 mil metros quadrados arderam. Vários edifícios do século XVIII ficaram destruídos. As verdadeiras causas do incêndio que destruiu parte do «coração» de Lisboa nunca foram apuradas.

Vinte anos depois do incêndio, o Chiado é uma zona de contrastes. A requalificação urbana que se fez depois do incêndio permitiu restituir o Chiado aos lisboetas. Nasceram edifícios novos e uma nova estação de Metro.

Os armazéns populares foram substituídos por um centro comercial e dezenas de lojas de cadeias internacionais. No Chiado instalaram-se as marcas mais exclusivas da Europa.

O Chiado tem a construção mais cara de Lisboa. Em alguns casos o metro quadrado chega a atingir os 4 mil euros. O arquitecto responsável pela requalificação da zona, Siza Vieira, assumiu que o objectivo foi cumprido. A Câmara de Lisboa diz que o Chiado é um exemplo a seguir noutras zonas da cidade e em especial na baixa."

11/08/2008

Estafeta de 4*100 livres nos Jogos Olímpicos de Pequim



Para ver este vídeo, se ainda não o retiraram (retiraram, mas eu voltei a pôr)do youtube, como costumam fazer, é preciso ter em conta algumas coisas: Nesta estafeta participa um dos melhores nadadores de sempre Michael Phelps (eu gostava mais do Thorpe, mas pronto, desistiu da natação), participa também, mas pela Austrália, um recordista mundial, de nome Eamon Sullivan e ainda um francês chamado Alain Bernard, que detém vários recordes Mundiais e que dias antes da final de estafeta disse que a selecção francesa iria esmagar os Estados Unidos (importa referir que os franceses disseram isto na sequência do convencimento dos americanos em apontarem Phelps como o provável vencedor de 8 medalhas olímpicas nestes Jogos de 2008). Ameaças atrás de ameaças, recordes alternados entre os três (principalmente entre o francês e o australiano porque Phelps habitualmente nada distâncias mais longas), esta final traduziu-se - no primeiro turno onde corria Phelps -, num recorde absoluto dos cem metros, ou seja, o Australiano Eamon Sullivan fez numa estafeta o que atletas especializados na distância não conseguiram! Depois veio o poderio francês, que se prolongou até aos últimos quinze metros, e por fim, numa ultrapassagem milagrosa de um quase desconhecido americano (Jason Lezak) ao francês Alain Bernard, a vitória americana que possibilitou a manutenção do sonho de Phelps - conquistar as oito medalhas nos mesmos Jogos Olímpicos. Ah! por último, ressalvar que as primeiras cinco equipas a cortar a meta bateram o anterior recorde mundial! É obra e foi uma das melhores finais de sempre. Pena não poder ter visto em directo.

10/08/2008

Lapalissada

Substantivo feminino de origem francesa, criado a partir de um verso da Canção "La Mort de la Palice" dedicada a Jacques de la Palice e que retrata uma frase que contém uma repetição que já poderia ser deduzida sem qualquer ambiguidade a partir de uma afirmação contida na primeira parte da frase.


Etimologia
O termo lapalissada provém de Jacques de la Palice, Marechal Francês do Séc. XV e XVI, que, contrariamente ao que o termo faz crer, nunca foi autor de alguma lapalissada. Devido à sua grande popularidade, os seus soldados para homenagearem a sua coragem na Batalha de Pavia, na qual La Palice perdeu a vida, escreveram uma canção que possuía a seguinte estrofe:

«Hélas, La Palice est mort,
Est mort devant Pavie ;
Hélas, s'il n'était pas mort,
Il ferait encore envie»

No francês antigo (e também no Português) o S possuía duas grafias, uma das quais era ſ, pelo que a última frase da estrofe poderia ser, erradamente, lida da seguinte maneira:

«Il ſerait encore en vie» de onde surgiu

«Il serait encore en vie» (ele ainda estaria vivo)
A grafia de lapalissada, vem do nome moderno da localidade francesa Lapalisse, onde se situa o castelo de Jacques de la Palice


Exemplos de Lapalissadas
"Um quarto de hora antes de morrer, ele estava vivo" - Canção satírica Francesa.

"Aquilo que escrevi, escrevi-o" - Pôncio Pilatos

"Homem do sexo masculino apareceu morto" - Título de uma notícia do Jornal Público em 1993.

"Estar vivo é o contrário de estar morto"
- Frase popularmente atribuída à socialite Portuguesa Lili Caneças

"A maior parte das nossas importações, provém de países estrangeiros" - George W. Bush

"Comemora-se em todo o país uma promulgação do despacho número cem [...], a que foi dado esse número não por acaso mas porque ele vem na sequência de outros noventa e nove anteriores promulgados...." - Américo Tomás

Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Lapalissada"