09/11/2007

Jerry Lewis

Sempre gostei desta cena

O nosso cérebro está mal ligado

O enfraquecimento das democracias, o conflito Sócrates/Santana, o Orçamento de Estado de 2007 e as tretas

Numa conversa de café, um dos senhores que eu escutava atentamente referiu que para Portugal ter o sucesso que todos lhe adivinhamos apenas seria preciso que existisse um ou dois Salazares por Distrito. Por si só, este comentário pode parecer despropositado e, no mínimo, ingénuo, mas o que estará por trás deste crescente apelo à estrutura de um pai autoritário, porque razão haverá tanta gente neste país a exigir uma diminuição das liberdades? A resposta pode parecer óbvia: porque as coisas estão mal. De facto, o país não atravessa a sua melhor forma económica e social, ainda para mais o Benfica não ganha, mas penso que há um problema maior, um problema que está na génese dos outros todos e no qual se pode encontrar a razão para um apelo ao passado. É um problema político, mais concretamente de legitimidade política.
Eu vi, como todos vimos, o debate sobre o Orçamento de Estado e vi-o pelas mesmas razões que todos os outros, aqueles que o tornaram num sucesso de audiências, o viram: pelo debate entre José Sócrates e Santana Lopes – basta olhar para este enunciado para descobrirmos um dos nossos grandes problemas: tal é o estado da nossa democracia que apenas o supérfluo e o espectacular nos cativa.
O Orçamento de Estado terá sido discutido, acredito até que com elevado sentido de Estado, mas o que passou para fora e o que realmente foi o cerne do debate não foi o Orçamento de estado. O debate, por si só, nos moldes em que se encontra, não funciona, servindo apenas o Governo no número de intervenções, no direito de resposta e na duração das próprias intervenções. É fácil de ver que ninguém do Governo tem por costume responder às perguntas directamente, aliás, podemos até dizer em género de máxima que o Ministro não responde, o Ministro diz o que tem a dizer independentemente das perguntas. Isto é assim agora e tem sido assim desde sempre. Claro que estas práticas limitam a discussão séria e não adianta criticar ou exigir respostas adequadas porque há sempre uma saída em política para não responder. Mas o que tem de ser considerado intolerável é a forma como os representantes democráticos do país discutem os problemas e as soluções do país. Gostei de ver o comentário de José Sócrates à saída do debate a dizer que não se podia reduzir a discussão do Orçamento de Estado a um confronto entre dois dirigentes políticos. Tem razão, mas o que se passou no interior, mesmo por parte do senhor Primeiro-Ministro, não teve ligação às suas palavras. José Sócrates, tal como Santana Lopes, Jerónimo de Sousa, Francisco Louça ou Paulo Portas, podem ser oradores fantásticos, mas não conseguem fugir da discussão miudinha, daquela em que tentam apanhar o interlocutor numa mentira, numa incoerência que o atrapalhe que lhe dê uma vitória política. É um futebolizar da política que a todos entristece e que é visível na discussão sobre o passado, nos ataques pessoais, na fuga para a frente, na distracção das coisas importantes e é um baixar a fasquia que todos corroboram e para o qual todos contribuem com os sorrisos serôdios, com as referências populares e com os “Ó senhor Doutor”, “Ó senhor Engenheiro”, “Olhe que não” e “Tenha calma” da praxe, repetidos até à exaustão numa sobranceria sem igual.
O regime parlamentar, assim, não funciona. É um problema que vem de há muito tempo, que envolve os círculos eleitorais, o número de deputados e até a constituição e organização dos partidos, mas é um problema que tem de ser resolvido e tratado quanto antes, para não corrermos o risco de decredibilizar todo o sistema democrático. Todos nós sabemos que as verdadeiras decisões não são tomadas no hemiciclo, todos nós sabemos de antemão o que vai acontecer nas votações, porque as decisões são tomadas em blocos partidários e representam directivas partidárias, ignorando o princípio da representatividade dos deputados, restando um papel teatral ao Parlamento – claro que é redutor dizer isto, mas no limite não andará muito longe – e isto não pode acontecer, porque se perguntarmos a alguém se se sente representado no Parlamento duvido que alguém responda que sim.
Tudo isto para dizer que, tal como num dos meus livros de História – acho que o do 9º ano –, que refere a parte inicial do séc. XX como o período de enfraquecimento das democracias e o surgimento dos nacionalismos exacerbados, também agora corremos o risco de falhar como democratas, abrindo espaço às ideologias nacionalistas. Não digo que corramos o risco de ter um novo Salazar, não penso que seja o caso, mas não é um bom indicador aquilo que os senhores no café e muita gente igual a eles pensam, pois sem serem fascistas, têm uma ideia melhor de um país governado por um Regime autoritário.
O que temos a fazer é protestar, exigir até que o protesto e as manifestações sejam vistos como instrumentos democráticos de análise das vontades e recusar o autismo dos governantes. Partilhar uma ideia, seja de que forma for, não pode ser visto como um atentado ao poder e seria bom se os dirigentes, sempre que deparados com um grupo de pessoas em manifestação, exigissem um representante que falasse consigo e que, juntos, pudessem esclarecer dúvidas e medidas a tomar. Resta-me sonhar. Até lá, aposto que a abstenção vai subir a níveis nunca vistos e que a insatisfação dos portugueses a vai acompanhar, porque enquanto os políticos se preocuparem apenas com carreiras, com sucesso e solvência financeira a longo prazo e não com o bem do país ninguém os acompanhará, pois, como Abraham Lincoln disse: “Pode-se enganar todas as pessoas por algum tempo, e algumas pessoas durante todo o tempo, mas não se pode enganar todo o mundo por todo o tempo.”

(João freire)

08/11/2007

Os Hoyts - Um silêncio transformado em grito

Jornalista: "Você fez um tempo óptimo, poderia até ter ficado em primeiro lugar se não tivesse de carregar esse 'peso extra'".


Mr. Hoyt: "Se não fosse pelo "peso extra", eu não teria participado"




Durante o parto, Rick sofreu danos físicos sérios resultantes do estrangulamento com o cordão umbilical. Como consequência dessas complicações, Rick perdeu a capacidade física de controlar o seu corpo e ficou confinado a uma cadeira de rodas impossibilitado de mover-se e de falar. Os médicos informaram Dick que não havia muita esperança para o seu filho. afortunadamente, as capacidades mentais de Rick não foram afectadas com os problemas do parto.


Enquanto crescia, Rick desenvolveu uma forma de comunicar com o mundo, batendo a cabeça contra um sensor de forma a identificar palavras, num processo árduo e moroso, que teve a ajuda de uma universidade local. a primeira coisa que escrevu: "go Bruins", nome da equipa local. Depois, enquanto progredia na juventude, entrando na idade adulta, as coisas começaram a mudar. O seu pai, Dick, reparou que Rick começou a exprimir um elevado grau de emoção quando o envolvia nalguma actividade física. Fosse quando batia um taco de óquei na sua cadeira de rodas, quando percorria o bairro empurrando a sua cadeira numa tentativa de imitar os seus ídolos desportivos ou quando o carregava em braços por caminhadas na natureza, as emoções de Rick mudavam visivelmente.


Foi então que um dia um amigo de família, que por acaso era corredor da maratona, convenceu Dick Hoyt a empurrar o seu filho numa cadeira de rodas na distância de uma maratona local. No intervalo de cinco curtos anos, Dick e Rick Hoyt passaram de correr em maratonas locais a competir nas mais difícil provas de triatlo do mundo. Dick e Rick completaram cada etapa do triatlo (natação, bicicleta, corrida) graças a invenções de Dick que lhes permitiam competir juntos. Dick Hoyt tinha cinquentas e muitos nesta altura. Correndo com o pai a puxar pelo filho, conseguiram acabar apenas trinta minutos atrás do vencedor!


Aproveitado para o tema "Silêncio" da "Fábrica de Letras"

07/11/2007

Catherine Tate

06/11/2007

A verdadeira amizade

FEMININA

A Sofia ia a sair do cabeleireiro e encontrou a Carla na rua.
- Olá, Sofia!!! Cortaste o cabelo?
- Cortei, que achas?
- Estás muito gira, estás 10 anos mais nova. Essas madeixas
ficam-te muito bem, está mesmo muito giro, vou fazer umas iguais!
- Ó Carla, é impressão minha ou estás mais magra?
- Sabes, fiz uma pequena dieta agora para o verão...
- Olha Sofia, querida, tenho de ir, adoro-te! Beijinhos e dá
cumprimentos ao teu namorado!
- Carla, gostei de te ver, beijinhos...
Carla sai a pensar:
Como esta gaja ficou ridícula com aquele corte de cabelo!
Será que ela não se vê ao espelho?
Sofia sai a pensar:
Esta Carla está cada vez mais gorda!
Deve estar a morrer de inveja do meu penteado.
E ainda quer fazer um igual! Ela que pense em emagrecer primeiro!

MASCULINA

O Luis ia a sair do barbeiro e encontra-se com o Pedro:
- Então Luis, seu paneleiro! Como é? Foste à tosquia?
- Não meu chulo... Fui só cortar as patilhas!
- Foda-se, que merda de corte foste fazer? Pareces um rabeta.
Acho que andas a levar com ele!....
- É... Mas a tua namorada gosta!
- Vá porta-te!...ah, manda um beijo p`ra boazona da tua irmã, ok?
- Vai-te foder, cornudo! Não tens pica para ela!
- Vá, porta-te!
Pedro sai a pensar:
Este gajo pah... Cinco estrelas!
Luis sai a pensar:
Este caralho não muda.... é um bacano!

O diário dele e dela...

Dela:

Ele ficou esquisito a partir de sábado à noite. Tínhamos combinado
encontrarmo-nos num bar para beber um copo antes de jantar.

Andei às compras a tarde toda com as amigas e pensei que o seu
comportamento se devesse ao meu atraso de vinte minutos. Mas não. Nem
sequer fez qualquer comentário, como lhe é habitual.

A conversa e o sítio não estavam muito animados, por isso propus irmos a
um lugar mais íntimo para podermos conversar mais tranquilamente.

Fomos a um restaurante caro e elegante. A comida estava excelente e o
vinho era de reserva. Quando veio a conta, ele nem refilou e continuava
a portar-se de forma bastante estranha. Como se estivesse ausente.

Tentei rodar os assuntos para fazer com que se animasse mas em vão.
Comecei a pensar se seria culpa minha ou outra coisa qualquer. Quando
lhe perguntei, disse apenas que não tinha nada a ver comigo. Mas não me
deixou convencida.

No caminho para casa, já no carro, disse-lhe que o amava. Ele limitou-se
a passar o braço por cima dos meus ombros, de forma paternal e sem me
contestar. Não sei como explicar a sua atitude, porque não disse que me
queria como faz habitualmente. Simplesmente não disse nada.

Começo a ficar cada vez mais preocupada. Chegámos por fim a casa e,
nesse preciso momento, pensei que ele me queria deixar. Tentei fazer com
que falasse sobre o assunto mas ele ligou a televisão e ficou a olhá-la
com um ar distante, como que a fazer-me ver que tudo tinha terminado
entre nós. O silêncio cortado pelo filme era sufocante. Por fim, desisti
e disse-lhe que ia para a cama.

Mais ou menos dez minutos depois, ele entra no quarto e deita-se a meu
lado. Para enorme surpresa minha, correspondeu aos meus beijos e
carícias e acabámos por fazer amor. Não foi tão intenso como normal mas
ele pareceu gostar. Apesar de continuar com aquele ar distraído que
tanto me aflige.

Depois, ainda deitada na cama, resolvi que queria enfrentar a situação e
falar com ele o quanto antes. Mas ele já tinha adormecido. Comecei a
chorar e continuei a fazê-lo pela noite dentro, até adormecer quase de
manhã.

Estou desesperada, já não sei o que fazer. Estou praticamente convencida
que os seus pensamentos estão com outra. A minha vida é um autêntico
desastre!

Dele:

O Sporting perdeu com o Fátima. Ao menos a minha mulher não estava
com dor de cabeça...

03/11/2007

Os Hoyts

During birth, Rick suffered serious physical complications after being strangled by the umbilical cord. As a result of the complications, Rick lost nearly all-physical control of his body and was confined to a wheel chair unable to move and speak. The doctors informed Dick that there wasn’t much hope for his son. Thankfully, Rick’s mental capacities were not affected by the complications.

As he grew up, Rick developed a way of communicating by tapping his head against a sensor to spell out words-a slow and arduous process. As Rick progressed into young adulthood, things began to shift. Dad noticed that Rick began to express a heightened sense of emotion when he engaged his son in physical activity. Whether is was taping a hockey stick to his wheelchair and wheeling him around in the neighborhood in an attempt to emulate the Gallery Gods of the Boston Bruins or carrying his son in his arms on nature hikes, Rick’s emotions had visibly shifted.

Then one day, a family friend, who happened to be a marathon runner, convinced Dick Hoyt to push his son in his wheelchair for the length of a local marathon. In the span of five short years, Dick and Rick Hoyt went from running local marathons to competing in the most grueling iron man triathlons in the world. Dick and Rick completed each stage of the triathlon as dad invented ways to compete with his son. Dick Hoyt was in his late 50s at the time. While racing with his son in tow they managed to finish only 30 minutes behind the winner!

in Google

02/11/2007

Duckman e a vida

And driving. And shopping. And eating. And working. Somewhere, somehow, they're different now, none of 'am are the same, they all got chewed up and spit back out, and they don't taste like living anymore! Don't you see what it's like in this deranged Waring Blender of a world?! Every day is an agonizing ordeal, like balancing a pot of scalding water on your head while people whip your legs and butt... (smiles) You never forget your senior prom... (back to anger) YOU think I'm "sick"? Well the only disease I've got is "Modern Life," a schnutbusting gauntlet of inefficiency and misery that's one long parade of let-downs, put-downs, trickle downs, shutouts, freezeouts, sell-outs, numnuts, nincompoops and nimrods, all making every day as much fun as waxing a flaming Pontiac with your tongue, where even if you do luck into the possibility of some fleeting pleasure, like, say, if some nymphomaniac telephone operators with the muscle control of Rumanian mat-slappers agree to a little Strip Air Hockey, it'll be over before it starts 'cuz some vowel-lacking, feta-reeking cab-jockey slams his Checker up your hatchback and the cab is owned by some pinata spanker from a Santeria cult in Xoacalpa who starts shaking chicken bones at you and gives you a boil on your neck so big all it needs is Michael Jordan's autograph to make it complete, and even with all this, with ALL THIS, I still drag my sorry butt off the Sealy every morning and stick my face in the reaping machine for one more day, knowing when it's time to flash the cosmic card key at those Pearly Gates, I won't be in the coffin anyway 'cuz some underhanded undertaker sold my heart, pancreas and other assorted Good 'N' Plenty to that same Santeria cult so does anybody really wonder why anybody is hanging onto sanity by the atoms on the tips of their fingernails while Life dirty-dances on their digits, and is it really any wonder that I seem DERANGED???!!"

Pearl Jam - Crazy Mary


"Take a bottle, pass it around..." e passa mesmo! E, se virem bem, é um 'Monte Velho'