18/10/2011

Prisão austríaca de 5 estrelas

(como visto no blog)


"
austrian-prison.jpg

The Apple Store in Vienna A prison in Styria, Austria. (More pics)

If you look at these figures comparing crime in Austria and crime in the U.S. you’ll notice something odd: although the U.S. has higher crime rates in virtually every category (murder, forcible rape, robbery, aggravated assault, etc…) the Austrians triumph in one category: burglary. But why? Why is the rate of burglaries in Austria a whopping 40% higher than in the U.S.? I’ll tell you why: because Austrian minimum security prisons are fucking awesome! If you’re in Austria, and have a working brain, you should be trying to get into one right now!

* * *

austrian-cell.jpg
Commit the right crime, and this could be your cell!

Hell, I live just a few kilometers from the border and I’m seriously considering heading over there this weekend and doing some serious damage. What’s the worst that can happen? Either I come back with a new kick-ass flat-screen television or they send me to some place like the Justice Center Leoben and I get a few months of all-inclusive paid vacation. It’s win-win!

* * *

ping-pong.jpg
Fun games of ping-pong help show you the error of your ways.

indoor-soccer.jpg
Indoor soccer teaches you that what you did was wrong because it’s likeagainst society.

gyms.jpg
No costly, monthly membership fees for you at this glorious gym! Feel the burn! Rrrrr!

* * *

I know what you’re thinking. You’re thinking: “Michael, you’ve made a pretty convincing argument so far and, truth be told, I wouldn’t mind hurting an Austrian or two and maybe picking up some new Bose speakers in the process. But what about the fact that you’re restricted in prison? Aren’t you isolated from your loved ones there? That doesn’t sound like fun.”

Well, verily I say unto you: “Guenther (if your name is Guenther — otherwise substitute your own name instead) Austria’s enlightened prison authorities fully understand your concerns and they’re ready to help. That’s why they’ve set up some awesomely comfortable rooms for your conjugal visits.”

* * *

conjugal.jpg
Aw, hell yeah!

You see? What kind of five-star prison wouldn’t have a love shack, baby? And afterwards, keep in mind that there’s no time for fighting or arguing or anything. Your partner goes home and you retire to your balcony to rest and reflect on your long day of ping-ponging and ding-donging.

* * *

reflect.jpg
Life can be cruel to people who aren’t in Austrian prisons.

By now you’re probably saying to yourself: “Well, Michael, I’ve got my ski mask on, my crowbar in hand and I’m ready to roll — are you sure there are no downsides to this place?”

And to that I’m afraid I have to say that, yes, Guenther there are. There’s always a catch to everything, isn’t there? For Leoben it’s this: you’ll probably have to spend a lot of time with an AustrianSozialpädagogin (literally: “one who doesn’t know shit from shinola“) and you’ll have to do a lot of reflecting and do stuff like write poems about why you took that dude’s rolex. You’ll also be exposed to the word “auseinandersetzen
(to “confront” or “deal” with an issue) thousands of times. Like in some Stalinist show trial, you’ll have to admit that the reasons you stole that kid’s Playstation are: your sense of alienation from modern life, an unsupportive family structure, an unclear concept of right and wrong, Austrian society in general, and the moviePirates of the Caribbean 2 in particular.

Ugh. Now that I think about it, it’s actually not worth it. And even if you’d like to go, the place is booked to capacity: 205 “prisoners” at the moment. It’s probably harder to get into this place than it is for a woman to join the Vienna Philharmonic.

Still, if you have to go to prison — choose Austria!

UPDATE: Welcome, kottke.org readers! If any of you are planning a pan-Austrian crime spree this summer, let me know because I’d love to come visit you at this place. (Not a conjugal visit, though. Just to see it from the inside.)"



28/09/2011

Soulsavers - Revival

Grande música, grande vídeo... grande Mark Lanegan.



Deixem carregar e lembrem-se: Toda a música que se ouve aqui é com o volume no máximo... ou quase, para não haver ruído e distorção.

21/09/2011

Youth is wasted on the young... wealth is wasted on the old



Acredito que caminhamos para melhor. Nascemos boas pessoas, morremos boas pessoas. Pelo meio somos péssimas pessoas. Claro que os bebés também são péssimas pessoas, assim como os velhos, mas tanto uns como os outros têm desculpa: os primeiros porque não têm capacidade de decisão e os segundos porque garantiram ao longo da vida o direito a sê-lo - afinal, a velhice é um posto. Já os adultos, não têm desculpa, são péssimas pessoas não tanto por tomarem decisões erradas mas mais por não as tomarem. Porquê? Dúvidas e certezas. Ambas nos falham. As dúvidas paralisam-nos, as certezas acomodam-nos. Alienados ou viciados... entorpecidos pela e para a vida, conformismo na altura em que se abririam mais possibilidades. Conformando-se, os adultos tornam-se amargos e invejosos. Por isso são más pessoas! Há sempre espaço para melhorar, muito desse espaço depende da capacidade de tentar e falhar, ou seja, de escolher. Ninguém acerta sempre, ninguém erra sempre, temos sobretudo de arriscar. No fim, logo se verá.



*A citação foi ouvida e vista na entrevista de Jools Holland, no seu programa Later with Jools holland, com Eddie Vedder e Mike McCready, dos Pearl Jam. Traduzida, ficará "a juventude é desperdiçada nos jovens... a riqueza é desperdiçada nos velhos."

11/09/2011

I went to brush something off my cheek and it was the floor*

Talvez seja necessário bater no fundo quando se está a chegar ao fundo. O fundo pode ser um catalisador de uma recuperação em grande. Há qualquer coisa de reconfortante na constatação de que nada pode ficar pior do que está e isso alarga os nossos horizontes. Só quando sacudimos o pó e olhamos à volta é que tomamos o assunto nas nossas mãos e fazemos alguma coisa para sair do buraco onde nos metemos, procurando as melhores possibilidades, arranjando soluções, descobrindo caminhos e atalhos que nos levem de novo ao cimo e à luz. Muita gente é ajudada quando está à beira do fundo e nunca chega a esse fundo regenerador, na realidade, cada vez é mais difícil bater no fundo, porque numa sociedade tão bem inter-ligada através de meios de assistência e comunicação omnipresentes, qualquer pessoa que não nos conhece para além do que superficialmente mostramos através de letras e imagens num ecrã está disposta para uma palavra de ânimo, para uma mãozinha que nos segura e apoia antes de cairmos. A pena, a caridade influem negativamente nas pessoas na medida em que as acomodam à vida que levam, habituando-as a uma sobrevivência pacífica na dependência, à estagnação na miséria, a deixarem-se estar. Mas a revolta é precisa, a indignação é precisa e estarmos fartos de algo é o primeiro passo para mudarmos. Muita gente emigrou, acabou relações, despediu-se do emprego, deixou algum vício [ou até entrou em incumprimento, se levarmos a coisa para a escala macro-económica. Avé Islândia], porque não havia outra solução, seja porque foram encostados à parede por familiares ou amigos, por uma condição médica, o que seja! Ou até simplesmente porque interiormente essa situação atingiu níveis de insustentabilidade insuportáveis.
Às vezes o nosso caminho passa por buracos, uns mais fundos outros menos, mas só atravessando esses buracos nós mesmos podemos seguir em frente.

Alice In CHains - Down in a Hole


Reaproveitado para o desafio de Janeiro da Fábrica de Letras, subordinado ao tema "Metamorfose

*A citação foi ouvida e vista no programa No Resevations de Anthony Bourdain. O Google diz-me que o seu autor é Raymond Chandler. Numa tradução livre, quererá dizer algo como "ia para sacudir alguma coisa da minha face e era o chão."

08/09/2011

A necessidade de ocupar o cérebro ou tudo aquilo que fazemos para agradar às mulheres

Procuramos durante toda a vida manter o cérebro ocupado, mesmo que o façamos sem saber. É impossível vivermos sem fazermos nada, é impossível existir alguém que consiga estar meros minutos sem fazer nada e é por isso que existem televisões nos quartos e livros nas cabeceiras das camas… e é por isso que procuramos constantemente alguém com quem compartilhar essas mesmas camas. Dêem-me alguém que esteja uma hora sentado num quarto e eu apresento-lhes um insano. Nada tão perigoso como um homem deixado a sós com os seus pensamentos. Perseguimos, queremos, desejamos milhentas coisas mas só o fazemos para saciar o nosso cérebro, acalmando-o... Amansando-o! Assim surge a música, os livros, as viagens, o desporto, a escola, o trabalho, o amor, a família, os amigos, a religião, assim surge tudo. Senão morríamos devagarinho, numa espiral de depressão impulsionada pelos nossos pensamentos avulsos que nos anularia até à morte. A vida e aquilo que se chama de felicidade faz-se da superação de etapas bem definidas que se foram cristalizando à custa dessa necessidade de ocupação, mas também se faz de experiências novas que vamos acumulando para estimular esse vórtice de sensações e reacções químicas que constituem o cérebro. É essa sede voraz que nos move, conduzindo-nos pela rotina, fazendo-nos evoluir até à superação.



P.S. - Alguns dos excertos apresentados não são reais, como por exemplo aquele em que aparece alguém a correr sobre a água, que era uma campanha de marketing, como se pode ver aqui. É impossível que algo com a massa e estrutura de uma pessoa consiga andar sobre a água... já um gato!

06/09/2011

Ajudem a minha sobrinha a comprar um telemóvel

A minha sobrinha quer um telemóvel. Tudo de normal, mas ela tem um e nem os pais, nem os tios nem os avós acham que ela precisa de outro, apesar do telemóvel avisar, sempre que está a ser carregado: "Perigo. Não carregar. Contactar o serviço de avarias SonyEriksson"... ou qualquer coisa assim. De certeza que não há-de ser nada. Contudo, apesar de ninguém ceder às suas birras, nem à variante mais evoluída de se portar bem para que lhe dêem dinheiro para o telemóvel, ela pôs em prática o seu novo plano maquiavélico: fazer coisinhas engraçadas para a malta comprar, neste caso, são caixinhas de madeira decoradas através do recurso a várias técnicas de pintura e decoração, as quais a própria afirma dominar. Para já, está só a começar - criou o blogue e está preparar um plano de actividades -, mas daqui a algum tempo começará a apresentar os seus produtos e a comercializá-los.  Por favor, ajudem-na, pelo menos digam alguma coisa lá no blogue dela... é que se as caixinhas não se venderem, eu é que terei de entrar com algum dinheiro... como sempre.


30/08/2011

Fujam... cá para dentro.

Toda a gente gosta de ver fotografias das férias das outras pessoas. Toda a gente! Ou não...

Uma cabra.


Um jardim.


Uma tentativa de suicídio com mortal encarpado à retaguarda


A foto da praxe!


Um calhau.


Dois calhaus.


Calhaus organizados de forma a impressionar uma mulher.


... um calhau voador, vá.


Um buraco de onde extraem calhaus.


Uma paragem para descansar e uma vaca.


Sumo de lima... ou algo com lima.


Uma estrada ladeada de flores.


Um cão a guardar uma praça.


Montras em Braga... ou Barga.


Uma nuvem esquisita.


Um pterodáctilo.


Mais calhaus.


Água fria.


Um calhau congelado... e com dor de cabeça.


Uma cadela a sacudir a água.


Casal romântico em plena observação de baleias ao largo dos Açores.


Amigos... mais ou menos.


Um chapéu.



The Naked And Famous - Young Blood 


Para o desafio de Agosto da Fábrica de Letras, subordinado ao tema "Fugir".

P.S. - Convém dizer que o mérito das fotos é repartido por Bruno Carvalho (Deco), Luis Filipe (Hulk), Ricardo Dias (Ricardinho) e Inês Vilela, sem alcunha, porque as gajas nunca têm.

25/08/2011

Só me dirijo às pessoas capazes de me entender, e essas poderão ler-me sem perigo.

Alguns pontos que quem me conhece deve(ria) saber.
  1. Para mim, o messenger não é um meio de comunicação sério em que valha a pena ter conversas mais profundas do que um "olá" e "tudo bem". Ou se têm conversas parvas/porcas/cómicas/esquisitas ou não se têm de todo. Por messenger, não se consegue perceber o tom, a linguagem corporal, as insinuações e nuances... nada! (Nota: isto só é verdade se não conseguirem utilizar aqueles bonecos e emoticons todos. Eu só conheço uma pessoa que os utiliza bem, por isso...)
  2. Posso falhar e desiludir em relação àquilo que esperam de mim, mas raramente falho naquilo que sou verdadeiramente. Isto, para além de bonito, é verdade... e verídico!
War - Why Can't we be friends 


*A citação que titula o post é da autoria do Marquês de Sade. O ponto número dois é baseado em algo que eu li mas que não consigo situar em termos de autor.

O futebol irritante e anti-desportivo do Barcelona

Golo do Barcelona contra o Nápoles - 32 passes até ao golo banal de Messi


O futebol praticado pelo Barcelona é o mais irritante que pode existir. Este Tiki-Taka gozão de que tanto falam é a coisa mais anti-desportiva que pode existir. Bola para a frente, para trás, para a o lado, para trás outra vez, até ao cansaço do golo, como se o mais importante do futebol não fosse o golo e a sua procura, mas o gozo de trocar a bola sem que os outros a 'cheirem'. Para jogar ao meiinho, tiravam as balizas. E Messi é o arquétipo desse tipo de mentalidade, do gozo. Claro que muito desse gozo é alegria pura, do miúdo que nunca perdeu o gosto pelo que faz, mas muito desse gozo também é exibicionismo balofo. Prefiro muito mais a mentalidade do Real Madrid (e Benfica) de procura incessante da bola, numa vertigem de pressão e corrida para a frente até ao agolo. E se é para falar em Tiki-Taka, gosto muito mais deste, que tem menos passes (só tem 14 em vez dos 32), mas é português e é muito mais pertinente, objectivo e bonito. Um dos melhores golos de sempre.

Golo de Portugal contra a Inglaterra - 14 passes até ao golo espectacular de João Pinto