20/07/2010

Gabriel


Gabriel o Pensador - Até quando?


Gabriel o pensador - Cachimbo da Paz


Gabriel o Pensador - Se liga aí

15/07/2010

E já tenho o meu bilhete, pronto.



13/07/2010

Paul, Horton e a magia

À medida que crescemos vamos deixando de acreditar na magia. É um processo que começa na meninice quando recusamos a existência do papão, do homem do saco, da fada-dos-dentes e do Pai Natal até chegar depois aos super-heróis que vemos nas revistas da Marvel ou nos desenhos animados da televisão, como o Hulk, o Homem-Aranha, os Transformers ou Jesus Cristo.
A descrença e a desconfiança, catalisadas pelo cinismo e pela ciência vão depois tomando conta de nós pela vida, encrustando-se como características inalienáveis das sociedades seculares em que vivemos. Nenhum facto é aceitável sem uma explicação lógica e científica. Assim vivemos.
Mas essa recusa em aceitar o que não se vê, o que não se consegue medir, a recusa em aceitar a magia só nos torna mais pobres, podendo contaminar até o mais tangível que há na humanidade, as pessoas e a confiança entre essas mesmas pessoas.
É por isso que eu quero acreditar no Paul, o polvo adivinho (lembram-se dele?), que acertava nos resultado dos jogos do Mundial. Eu quero acreditar que ele adivinhava, que tinha alguma capacidade extra-sensorial que lhe permitia saber o resultado dos jogos. Paul era um ícone da magia perdida e eu quero acreditar na magia. É a magia que nos dá esperança, que nos faz amar alguém, que nos dá um sentido para a vida, que cura as pessoas de quem gostamos quando têm doenças cujo nome não gostamos de pronunciar, é a magia que nos dá fé, independentemente da nossa crença, como uma energia que se sente sem se conseguir explicar... uma energia que nos alimenta os sonhos e a vida... uma magia que alimenta tudo! A magia é tudo.


(João Freire)

Queen - A Kind Of Magic
 

P.S. - Post altamente influenciado pelo filme Horton e o Mundo dos Quem



Reaproveitado para o desafio de Novembro da Fábrica de Letras, subordinado ao tema "Sonhos".


08/07/2010

Amanhã por esta hora em Lisboa... Alice In Chains

Cena (de engate) do filme Singles, com It ain't like that e Would, dos Alice in Chains (ainda com o Layne Staley  na formação) em pano de fundo.


03/07/2010

As bestas do costume



Toda a gente sabia que Portugal não ia longe neste mundial, porque toda a gente sabia que Cristiano Ronaldo ia jogar mal neste Mundial e que o seleccionador nunca teria coragem de o substituir; toda a gente sabia que Maradona não servia a esta Argentina e que, por isso, nunca chegariam à final, até porque o Messi, que não é tão promíscuo e exuberante como o nosso Ronaldo, também já não é grande coisa nestas coisas de jogar à bola! E também toda a gente sabia que Federer não conseguiria vencer novamente Wimbledon, muitos adivinharam que nem sequer chegaria à final, porque já sabiam que ele deixou de ser o melhor do Mundo há muito. Todos fizeram as apostas certas, na Holanda, na Alemanha, em Nadal! Na vida, como no desporto, queremos estar sempre ao lado dos vencedores e esquecemos facilmente que os vencidos de hoje foram os vencedores de ontem e que os vencedores de hoje também serão vencidos. De bestas a bestiais e vice-versa, não por sermos portugueses, como é hábito dizer-se, mas por sermos nós também... bestas.


(João Freire)

Beck - Loser


Fotografias retiradas da pesquisa de imagens do Google... onde mais haveria de ser?

20/06/2010

Assim é. Assim seja.

«A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o viajante se sentou na areia da praia e disse: “Não há mais que ver”, sabia que não era assim. O fim da viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.»


José Saramago em Viagem a Portugal




Retirado do blogue Os outros cadernos de Saramago

15/06/2010

O moralista

Conheço muita gente com princípios.
Princípios morais, princípios políticos, princípios profissionais, princípios religiosos, princípios sociais, até princípios amorosos! Princípios.
Conheço muita gente com princípios, mas pouca gente com fins.

(João Freire)


Ornatos Violeta - Homens de Princípios

12/06/2010

A verdadeira cereja é a cereja do fundão



E a verdadeira festa da cereja, é em Alcongosta.


(Links roubados ao Dylan)

09/06/2010

A importância de (não) correr atrás de algo até à exaustão

Não gosto de jogos. Não quero dizer que não os faça – às vezes é impossível – mas não gosto da forma como me sinto quando entro neles. Talvez por isso, por efectivar esse meu desdém em relação às matérias de jogo onde ele não deva existir, deixei de correr atrás de algumas coisas. O amor não é um jogo, a amizade não é um jogo, a confiança nunca pode ser um jogo. Numa corrida há sempre alguém que não quer ser alcançado e só aí é legítimo tentarmos contrariar essa vontade de fuga perseguindo esse alguém até à exaustão*. Todas as outras corridas são insensatas, todos os outros jogos são desnecessários. Para quê jogar quando algo vale a pena. Às vezes um não é apenas um não e ninguém deve desprezar a bondade por trás de uma palavra que aparenta tanto negativismo. A sinceridade, por vezes também sobrevalorizada, magoa, mas é bem melhor do que o engano. Não há nada de positivo no engano. O engano retarda o sofrimento, abrindo lugar a expectativas e ilusões que mais tarde ou mais cedo se desvanecem, deixando um vazio denso que nos corrói de dentro para fora. A bola não anda de um lado para o outro quando um lado permanece quieto. E apesar de todo o sofrimento, a verdade é que mesmo quem desdenha o jogo sente falta do arremesso, seja porque o espera ou porque está habituado a ele, mas todos os jogos têm um fim e, apesar das atribulações e peripécias que lhe são características, há sempre um alívio regenerador no fim.

(João Freire)

*The Crawl





Para o tema "Estava vazio.." num desafio da "Fábrica de Letras".