É já na próxima segunda-feira que estas duas campanhas publicitárias, da agência omdesign, começarão. Ambas promovem o uso do preservativo tanto em relações estáveis como ocasionais, e pela primeira vez, dá-se destaque às relações homossexuais.
O desafio, proposto pela Mary Brown, é o seguinte:
"Cada bloguista participante tem de enunciar 5 manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher 5 outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do recrutamento. Cada participante deve reproduzir este regulamento no seu blogue."
Não sou uma pessoa com muitas manias, pelo menos não ao ponto de conseguir encontrar cinco rapidamente. Mas, como todas as pessoas, tenho as minhas idiossincrasias e particularidades. Sendo assim...
Desde logo, tenho a mania, aquela mais corriqueira e habitual, a mania de ser esperto, a mania de ser engraçado, a mania de que escrevo bem ou de que sou o melhor condutor do mundo... Essa mania.
Depois, como a desafiadora disse (apesar de não me conhecer), tenho a mania de ser do contra, habitualmente numa discussão sobre quem não está presente (ocupando o seu lugar); quando os argumentos se esgrimem e é necessário uma refutação dos mesmos para se chegar a uma conclusão mais sólida ou... só porque sim. Chama-se a isso fazer o papel de advogado do diabo e eu faço-o na perfeição (lá está a tal mania de que falava ao princípio).
Tenho também a mania de ler na casa-de-banho. Habitualmente, tenho cinco ou seis livros na casa-de-banho e, normalmente, leio até ficar com a perna dormente.
E havia nela uma tristeza terna e outonal. Sorria como se lutasse para não chorar, chorava sempre que ninguém a via. Não tinha uma razão. Se pensasse muito nisso, talvez encontrasse uma, mas todo o raciocínio se perdia no primeiro sal de uma lágrima. Quando estava só, quando se deitava, quando acordava e ouvia a chuva a escorrer, quando tinha frio, quando visitava a sua aldeia de infância, quando ouvia um velho falar… sempre os olhos vermelhos, cavados fundo na cara e pesados. Lera nalgum lado que “o problema da felicidade é que toda a gente a merece” e guardava essa frase na sua cabeça como uma máxima que fazia todo o sentido em si. Todos merecemos, mas nem todos a conseguimos, pensava, o sofrimento advém da dúvida de não sabermos se vamos ser uns ou outros. Somos tristes, pobres… falta-nos sempre algo, nem que tenhamos de procurar à força esse algo para nos sentirmos infelizes, pois também não há bem que sempre dure e sorrir sempre deve ser difícil, imaginava ainda no preâmbulo de uma nova lágrima.
E toda ela era olhos vermelhos, olhos vermelhos que se aproximavam das pessoas como se procurassem algo e tivessem em si a tristeza da perda. E procurava: procurava nas outras pessoas a compreensão… enfim, que chorassem como ela. Procurava então os olhos vermelhos, pois para ela só quem chora poderá sentir.
- Às vezes farto-me das palavras, de tudo isto que é esta escrita inócua... Porque é que alguém escreve?
- Porque gostam.
- Não, não é isso…
- Vem-me à memória aquele adágio que diz que “quem não sabe fazer, ensina”!
- E é isso que eu sinto. Tenho noção que sou melhor no meio das palavras do que no meio das pessoas…
- E talvez sejas fraco por isso. Somos idiotas por não ter coragem de fazer aquilo que queremos e pensamos… todos somos idiotas por causa disso.
- Ninguém faz tudo o que quer, ninguém é assim tão livre. Se fôssemos livres agarrávamos o que queríamos com as duas mãos sem nunca largar independentemente das consequências e eu não vejo muita gente a fazer isso, aliás, acho que haveria muitos crimes se assim fosse.
- Talvez...
- E não me venham dizer que não tenho coragem quando estão sentados numa secretária a receber ordens durante oito horas miseráveis.
- Tu é que disseste que a escrita é inócua.
- Eu ainda tenho noção que sou fraco e aí me redimo. Ficam as palavras, a memória da pessoa que sou no que não fiz.
- Não queria chatear-te.
- Não me chateias. Distrais-me! Mas não me chateias.
- Pareces chateado.
- A verdade é que nada disto vai de encontro àquilo que eu dizia. Isto será a finalidade da escrita.
- Então qual é a confusão?
- Eu gosto de escrever para exteriorizar sentimentos e essa treta psicológica e também gosto de escrever pelo que transmito naquilo que escrevo, mas acho que muito do gosto que tenho advém do jogo que é a escrita, pois há muitos jogos naquilo que tentamos transmitir a quem o tentamos transmitir e a forma como o transmitimos...
- Sim, a escrita é uma brincadeira da imaginação em que os blocos de construção são as palavras...
- E os sons!
- Sim.
- Gosto, por exemplo, da palavra cinismo e não sei porque é que gosto dela, nem do que gosto nela ao certo, mas gosto e uso-a muito. E é este aspecto mais mecânico e orgânico da escrita que me interessa!
- Ah.
- Por isso não me venhas dizer que é uma forma elaborada de comunicação e essas tretas, porque não é isso.
- Que estranho!
- Eu sei que a escrita, por si só, é muito importante e entendo-a, entendo até quem lê, porque se aprende muito, mas o processo de escrita, o processo de autor… isso é que eu não entendo. Aliás, estes factos apenas adensam o enigma: O que é a escrita no grande esquema das coisas que é o universo? Aquele conjunto de letras, de palavras, espaços e pontuação que criam narradores, personagens e universos imaginários? Que sentido tem tudo isto?
- Já estás a chegar ao ponto de pensares demasiado...
- E escrevemos para nós ou para os outros?
- Talvez escrevamos para nós e para os outros.
- A ideia imbecil de que podemos estar a ajudar alguém, nem que seja pela parte do simples e efémero prazer da leitura, e o gosto de sermos lidos e apreciados não podem ser a explicação.
- Procuras explicações, mas recusas as tuas próprias hipóteses...
- E o que os outros pensam terá importância?
- Já nem me ouves...
- Será que gostam, será que não gostam… e que ideia tem de nós aquele que nos lê?
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!! Cala-te!
- O que foi?
- E o que é que isso tudo interessa?
- Agora sim, tens razão. Já me calei!
porque hoje é um daqueles dias em que sinto mais saudades da família, porque hoje, parece que está mais frio e cheira a neve. porque hoje é dia 18 de dezembro e o meu mano mais novo faz anos, aqui fica, em jeito de primeiro presente para ele, king for a day... fool for a lifetime dos faith no more:
PARABÉNS MANO! :)
"It is not a good day, if you are not looking good This is the best party that I've ever been to Today I asked for a god to pour some wine in my eyes Today I asked for someone to shake some salt in my life Look! Everything's spinning (We're on the ground) Never cheer before you know who's winning (Don't make a sound) Sniff the glass and let it roll around on you tongue Let me introduce you to someone before the party is done Someone to look to in need or in want or in war If you give him everything, he may give you even more This is the best party I've been to Don't let me die with that silly look in my eyes"
No ano passado, em jeito de homenagem fraterna, foi assim. Há dois anos, apesar de também ter sido assim, foi, sobretudo, assim.
Este ano a forma de celebração escolhida é a canção vencedora do Festival RTP da canção e consequente representante de Portugal no Festival da Eurovisão de 1980. Nem é uma coisa boa nem má, é!
Depois, tal como vi aqui, parece-me uma boa ideia encaminhar todos aqueles presentes que pretendem endereçar-me (todos, não, porque estou à espera de alguns... como este) para qualquer obra de solidariedade.
Haja Alguém Que Apoie a Minha Ideia!
-
Quando se começou a pagar pelos sacos plásticos, porque poluíam o planeta,
eu achei que esta era, apenas, mais uma maneira de ir buscar dinheiro aos
bolsos...
A Nossa Sunhi
-
Transformou-se automaticamente no meu Hong Sang-Soo preferido. *U ri Sunhi*
/ *A Nossa Sunhi* é um filme perfeito (e um fantástico espelho; não o nego)
e ...
O nascer do sol e um Feliz Ano 2020!
-
Enquanto quase todos ainda dormiam, descemos nós, o Vale, sussurrando
inconscientemente, como se o Sol necessitasse de silêncio para acordar por
si – se...
Cascata do Poço do Linho (Arões) - Vale de Cambra
-
A oeste da aldeia de Paraduça, junto à ponte que liga este lugar a
Ervedoso, corre furiosamente a Ribeira de Paraduça originando a cascata do
Poço de ...
Foi tudo ontem.
-
[image: 10612761_10204707363662959_6968557252276283241_n.j]Quem jogou neste
grandioso estádio, no futebol da minha infância, sabe que o melhor
guarda-red...
Aveiro
-
Há uns tempos, creio que na última vez que te visitei, perguntaste-me o que
é que aconteceu entre nós. Eu não estava a contar com essa pergunta, sabes?
Foi...
Picadelas
-
"Então, o quê o traz por cá?"
"Bem, como hei de dizer, hum, sinto assim umas picadas aqui na banana"
"Ó meu caro amigo, não será pénis?"
"Não, xotôr; ora vej...
Queres? Então pega lá!
-
Serve isto para que as pessoas que defendem certas ideias pacóvias e
provincianas pensem duas vezes antes de falar. Se calhar não serve para
nada, até porq...
Non ou a vã glória de comprar casa
-
Desiludam-se. Comprar casa não é giro, divertido ou estimulante. O processo
de comprar casa é, na sua essência, uma merda. É possível que haja pessoas
qu...
T
-
Passaram pouco mais de 2 meses; Faltaria pouco mais de 1 mês.
Desculpa não falar mais vezes contigo. Tento apenas o inevitável -
disfarçar a dor. E a vergon...
uncensored-minds | bengkel cargo lift
-
uncensored-minds adalah team support bengkel cargo lift yang bergabung
mulai hari senin tanggal 4 bulan april tahun 2016 semoga team support
bengkel cargo ...
Cara Membuat Risoles Isi Spesial enak
-
Hidangan lezat yang lain di berkumpul di anget pada famili yaitu risoles
isian istimewa. Berlimpah warga yang sering jadikan hidangan risoles
sebagai menu...
Presidenciais 2016 - Comentário na RTP3
-
Caros Amigos,
Deixo-vos aqui o comentário que fiz ontem no programa 360º da RTP3 (a
partir do minuto 28:25) sobre as próximas eleições presidenciais.
Just a break?
-
Apenas uma paragem?
Quero acreditar que sim, como outras houve...
Aliás, eu tenho vindo, progressivamente a espaçar cada vez mais as minhas
postagens, por...
Corre Menina..
-
Calçam os teus pés as cores do frio, mas não pares! Continua a galgar pela
estrada como se toda a cidade te perseguisse de tochas acesas. VAI! Corre
que a ...
Fábrica de Letras: o regresso com o tema CASTANHAS
-
Após mais de um ano com o blogue em "suspensão" , nada melhor como o dia de
São Martinho para reiniciar esta grande partilha de letras e saberes !
Desta fo...
Entretanto, em Ermesinde
-
Vou ser a única bloguer a ignorar as manifestações policiais para falar de
coisas muito mais sérias: como tem sido passar DUAS semanas em Ermesinde,
em cas...
Foi o silêncio que me contou
-
Há momentos em que surge assim.
Chega de mansinho, pé ante pé, e instala-se no sofá da minha sala.
Cruza a perna, olha-me de alto a baixo, leva um copo de ...
Ovelhas. Leopardos. Chacais.
-
Por um lado.
Falta a Passos Coelho a clarividência dorida e digna de D. Fabrizio de
Salinas, quando este sente na carne o desespero do anacronismo feito h...
-
*FIM*
Uns começam pelo princípio,
outros pelo meio, eu começo pelo fim.
Dedicar-me-ei doravante à lascívia
e ao comércio de armas.
Sem pudor e sem verg...
still a pulse...
-
Hoje, como acontece regularmente de 6 em 6 meses, lembrei-me deste estranho
espaço virtual e pensei cá pro meu fecho éclair, pá, isto é muito mais
pessoal ...
estórias da bola quarenta e sete
-
a vinda de vercauteren para o 'sporting', como treinador, recordou-me uma
'estória' que se passou comigo, era ele um jogador com 33 anos.
julgo que na ép...
-
Dois posts num ano... deve ser algum tipo de record ou assim... entre o
caos, o stress, o trabalho e a (suposta) falta de tempo deixo isto ao
abandono, por...
O último post...
-
Tudo na vida obedece a ciclos.Tudo tem um princípio, um meio e um fim.
Apesar de muitas vezes pensarmos que não, a vida virtual não passa de um
pequeno e l...
I'm here, but not much longer...
-
Faz já uns meses que este blogue perdeu o fulgor que tinha e aos poucos foi
abrandando até estar praticamente parado. A poucas semanas de atingir a
marca d...
...
-
Apesar do passadoApesar da distânciaApesar do silêncioGuardarei para sempre
preciosos bocadinhos teus com todo o coração e carinho.Um beijo muito
grande me...
Fazer Filmes
-
Posso dizer sem grande erro, que provenho de uma família parca em recursos
de qualquer espécie, mas pródiga em imaginação...
Mesmo que não seja pelas melh...
As tranças
-
A menina sentada no banquinho de madeira esperava impaciente que a senhora
lhe penteasse os longos cabelos. Aquele ritual diário era a delicia da
pequena p...
Adónis, o cowboy
-
Adónis levantou-se assim que o sono retalhado lhe permitiu ver a claridade
que começava a tomar conta do quarto. Olhou satisfeito para a moldura em
cima d...
Constelaçoes
-
*I *
António era pastor. Rapaz alto e seco como o sol de Agosto, mas robusto
como as rochas onde descansava das noites perdidas. António era pastor, m...