No ano passado, em jeito de homenagem fraterna, foi assim. Há dois anos, apesar de também ter sido assim, foi, sobretudo, assim.
Este ano a forma de celebração escolhida é a canção vencedora do Festival RTP da canção e consequente representante de Portugal no Festival da Eurovisão de 1980. Nem é uma coisa boa nem má, é!
Depois, tal como vi aqui, parece-me uma boa ideia encaminhar todos aqueles presentes que pretendem endereçar-me (todos, não, porque estou à espera de alguns... como este) para qualquer obra de solidariedade.
Parece que alguém decidiu levar um grupo de idosos ao teatro. Parece que a reacção destes foi inesperada. Depois alguém fez um vídeo e, vai daí, o próprio vídeo torna-se numa sensação da internet e até numa forma original de publicitar a peça.
O vídeo é este que se segue.
Não gosto de muita coisa neste vídeo.
Não gosto, nem compreendo que haja alguém responsável pela decisão de levar um grupo de pessoas ao teatro e não tenha a capacidade de perceber ou de se informar com alguém do teatro se esse grupo vai gostar ou não da obra ou sequer se a vai compreender.
Depois, em segundo lugar, não gosto que alguém faça um plano de zoom aos dentes de um senhor como forma de menosprezar os argumentos desse mesmo senhor.
Por fim, não gosto que ainda se fale tanto do Salazar a propósito de tudo e não gosto que alguém justifique os caminhos da droga com uma peça de teatro.
Mas também há muita coisa que gosto.
Em primeiro lugar, gosto do vídeo em si porque me fez rir, mas também gosto do facto dos actores terem continuado a peça pelo meio dos apupos e vaias e – embora não aprecie que eles se riam depois da situação – compreendo que o façam.
Será que eles (os velhos) sabiam que podiam sair a meio da peça?
E, para finalizar, gosto da senhora que aparece no término do vídeo (fora do grupo - o que explica muito das reacções), que diz que gostou da peça, e gosto particularmente do senhor que a acompanha e que apenas diz boa-noite.
Eu quero ser aquele senhor. Eu quero chegar a velho e ter uma senhora que envelheça ao meu lado com uma dentição apresentável e que não me deixe ficar mal visto ao ser entrevistada pelos senhores da televisão.
“Como seria se atirasse este bife ao vestido da Rita – pensou –, como reagiria ela e o seu namorado informático ao ver este molho escuro espalhado naquele vestido branco?”
Nada do que se passava àquela mesa se assemelhava ao Natal. O natal não é, ou, como ela conjurava na sua mente, “não pode ser um grupo de recém-amigos, emparelhados em casais à volta de uma mesa, para comemorar uma data que não lhes diz nada!”
Lembrava-se de um outro natal, lembrava-se dos gritos irritantes de crianças andrajosas num jantar em que ninguém está calado, do choro gutural de um bebé privado de um brinquedo, de berros disseminados dos pais a mandar calar os filhos e dos filhos assustados, que num salto apontam culpados que não eles, lembrava-se da comida e bebida, de gargalhadas sonoras, vidro partido de algo caro ou barato entornado de uma mesa, talvez a mesa das crianças ou não, papel de embrulho rasgado pelo chão, quedas e brinquedos partidos.
Esse é que seria o verdadeiro Natal.
Olhava em redor e via caras desconhecidas, pintadas dentro dos contornos perfeitamente delineados a negro, que se contrapunham ao brilho da fileira de dentes branca que usavam como uma figura de estilo no requintado discurso; caras resplandecentes em cima de fatos alinhavados com mestria, pretos e cinzentos, ora camisa branca, ora vestido preto, gola engomada, salto alto, bainha, botões, relógio, decote, cinto, brinco e colar, cabelo, cabelo, gel e cabelo… mais cabelo, equilíbrio e gala. E lembrava-se ao mesmo tempo das suas próprias correrias ruborizadas e ofegantes de menina, do suor na testa que molhava o cabelo, da prima desdentada que se ria em desafio, apresentando ao mundo a ridícula soma de três dentes com a idade de 9 anos, as camisas desfraldadas, mais cabelo suado, uma palma de um adulto na testa com medo da febre e mais correrias, tudo isto enquanto sorria levemente, mexendo com o garfo no seu prato molhado de grãos de pimenta.
“Como seria se atirasse este bife ao vestido da Rita – tornou –, como reagiria ela e o seu namorado informático?”
Sorriu com malícia.
Reminiscência após reminiscência, evocava aqueles dias de Dezembro, podia jurar que sempre iguais, com a mãe a passar ferro, o irmão bebé a brincar com algo novo e insignificante, o outro irmão na rua a desmontar uma bicicleta nova para arranjar uma mais velha que estava pendurada na parede da garagem, o pai sempre a trabalhar, uma panela de pressão no bico maior do fogão, a missa na televisão, o lume na lareira e tudo sempre assim, porque a missa não podia nunca estar na lareira, nem a panela na televisão, da mesma forma que o seu irmão não podia manter algo novo intacto por muito tempo, a natureza das coisas, portanto! E ela a pedir à mãe para ir aos tios, que ainda faltava receber presentes, sem, no entanto dizer que ainda faltava receber presentes, mentindo-lhe que tinha uma coisa para dizer à prima, e depois nem via a prima, entregando um saco com prendas que também não via, aguando os olhos até receber o seu saco (e dos seus irmãos), com as suas prendas, e sempre uma boneca, sempre coisas para pintar e uma agenda, uma agenda que morreria com uma entrada apenas:
“19 de Fevereiro:
Hoje nevou.
Eu e os meus irmãos fomos brincar para a rua.
Foi divertido."
E sempre muitos papéis e o seu barulho.
- Mas só em casa – exclamava a tia de dedo em riste.
E só em casa é que abriam. E brincavam, riscavam, sujavam, esperavam pela neve, brincavam de novo até as rodas do carro se gastarem, o cabelo da boneca se arrancar, as folhas do bloco de desenhar se riscarem, muitas vezes sem a neve aparecer.
- E a neve sem aparecer – dizia alguém.
E continuavam, ao contrário do pai que se sentava ao lume e ria…
- É meu – dizia um.
- É meu – dizia o outro.
…E ralhava.
Eventualmente seria dela – recordava, num assomo de superioridade perante os irmãos –, mas os irmãos nunca se importam com juízos de facto no que diz respeito à posse de brinquedos.
Depois os avós, “mais uma boneca, uma nota, uma pista de carros para os dois idiotas, um par de meias” e sempre as mesmas contas de somar e subtrair, para comparar com o ano anterior.
E tudo igual.
Podia jurar que era sempre igual, que recebia sempre os mesmos presentes embrulhados no mesmo papel e que os dias eram sempre iguais e a mãe a passar a ferro, os miúdos à volta dela já com os brinquedos, o pai a trabalhar e a neve… às vezes neve, outras vezes sem neve, mas sempre igual.
E enquanto se lembrava disto começou a chorar. O seu namorado (também) informático perguntou-lhe, discretamente, o que se passava.
- Opá – disse, emocionada, para que todos a ouvissem – estava aqui a lembrar-me do Natal em minha casa quando era miúda.
E todos, sem excepção se lembraram dos gritos irritantes de crianças andrajosas num jantar em que ninguém está calado, do choro gutural de um bebé privado de um brinquedo, dos berros disseminados de pais a mandar calar os filhos e dos filhos assustados, que num salto apontam culpados que não eles, lembrando-se também da comida e bebida, de gargalhadas sonoras, vidro partido de algo caro ou barato entornado de uma mesa, talvez a mesa das crianças ou não, papel de embrulho rasgado pelo chão, quedas e brinquedos partidos.
- Como seria se atirasse este bife ao vestido branco da Rita?
É a história de um homem que por ciúme mata o seu próprio irmão. É a história de um homem que por ter matado o seu próprio irmão é marcado, por deus, com um sinal na testa. É a história de um homem, que por ter matado o seu próprio irmão e ter sido marcado na testa por deus, vagueia pelo mundo à procura de uma explicação. É a história de um homem que, por ter matado o seu próprio irmão e ter sido marcado na testa por deus, vagueando pelo mundo à procura de uma explicação, se encontra envolvido em muitas outras histórias de muitos outros homens em diferentes tempos e lugares. É a história de um outro viajante magnífico. (um viajante no tempo) É a história de Caim contada por Saramago. Uma história cheia de peripécias, humor e muitos factos bíblicos.
"O caminho subia e subia, e o jumento, que, bem vistas as coisas, de burro não tinha nada, avançava aos ziguezagues, ora para cá, ora para lá, supõe-se que devia ter aprendido o genial truque com as mulas, que nesta matéria de ascensões alpinas a sabem toda. Uns quantos passos mais e a subida acabou. E então, ó surpresa, ó pasmo, ó estupefacção, a paisagem que caim tinha agora diante de si era completamente diferente, verde de todos os verdes alguma vez vistos, com árvores frondosas e cultivos, reflexos de água(...) Era como se existisse uma fronteira, um traço a separar dois países, Ou dois tempos, disse caim sem consciência de havê-lo dito, o mesmo que se alguém o estivesse pensando em seu lugar. Levantou a cabeça para olhar o céu e viu que as nuvens que se moviam na direcção donde viemos se detinham na vertical do chão e logo desapareciam por desconhecidas artes. Há que levar em consideração o facto de caim estar mal informado sobre questões cartográficas, poderia mesmo dizer-se que esta, de certo modo, é a sua primeira viagem ao estrangeiro, portanto é natural surpreender-se, outra terra, outra gente, outros céus e outros costumes. (...) Então estamos no futuro, perguntamos nós, é que temos visto por aí uns filmes que tratam do assunto, e uns livros também. Sim, essa é a fórmula comum para explicar algo como o que aqui parece ter sucedido(...) Já as palpebras tinham começado a pesar-lhe quando uma voz juvenil, de rapaz, o fez sobressaltar, Ó pai, chamou o moço, e logo uma outra voz, de adulto de certa idade, perguntou, Que queres tu, isaac, Levamos aqui o fogo e a lenha, mas onde está a vítima para o sacrifício, e o pai respondeu, O senhor há-de prover (...) Há uns três dias, não mais tarde, tinha ele dito a abraão, pai do rapazito que carrega às costas o molho de lenha, Leva contigo o teu único filho, isaac, a quem tanto queres, vai à região do monte mória e oferece-o em sacrifício a mim sobre um dos montes que eu te indicar. O leitor leu bem, o senhor ordenou a abraão que lhe sacrificasse o próprio filho, com a maior simplicidade o fez, como quem pede um copo de água quando tem sede, o que significa que era costume seu, e muito arraigado. O lógico, o natural, o simplesmente humano seria que abraão tivesse mandado o senhor à merda, mas não foi assim. (...) Depois atou o filho e colocou-o no altar, deitado sobre a lenha. Acto contínuo, empunhou a faca para sacrificar o pobre rapaz e já se dispunha a cortar-lhe a garganta quando sentiu que alguém lhe segurava o braço (...) Sou caim, sou o anjo que salvou a vida a isaac. Não, não era certo, caim não é nenhum anjo, anjo é este que acabou de pousar com um grande ruído de asas e que começou a declamar como um actor que tivesse ouvido finalmente a sua deixa, Não levantes a tua mão contra o menino, não lhe faças nenhum mal, pois já vejo que és obediente ao senhor (...) Chegas tarde, disse caim, se isaac não está morto foi porque eu o impedi. O anjo fez cara de contrição, Sinto muito ter chegado atrasado, mas a culpa não foi minha, quando vinha para cá surgiu-me um problema mecânico na asa direita, não sincronizava com a esquerda, o resultado foram contínuas mudanças de rumo que me desorientavam, na verdade vi-me em papos-de-aranha para chegar aqui, ainda por cima não me tinham explicado bem qual destes montes era o lugar do sacrifício, se cá cheguei foi por um milagre do senhor, Tarde, disse caim, Vale mais tarde que nunca, respondeu o anjo com prosápia, como se tivesse acabado de enunciar uma verdade primeira, Enganas-te, nunca não é o contrário de tarde, o contrário de tarde é demasiado tarde, respondeu-lhe caim. (...) Outro presente, disse. Pareceu-lhe que este devia ser mais antigo que o anterior, aquele em que havia salvo a vida ao rapazito chamado isaac, e isto poderia mostrar que tanto poderia avançar como voltar atrás no tempo, e não por vontade própria, pois para falar francamente, sentia-se como alguém que mais ou menos, só mais ou menos, sabe onde está, mas não aonde se dirige(...)Lá longe, vinda mesmo a propósito, na beirinha do horizonte, distinguia-se uma torre altíssima (...) À medida que se aproximava, o rumor das vozes, primeiro ténue, ia crescendo e crescendo até se transformar em perfeita algazarra. Parecem malucos, doidos varridos, pensou caim. Sim, estavam doidos de desesperação porque falavam e não conseguiam entender-se (...) Falavam línguas diferentes (...)A sorte foi ter dado logo com um homem que falava hebraico, língua que lhe tinha calhado em sorte no meio da confusão criada e que caim já ia conhecendo, com gente a expressar-se, sem dicionários nem intérpretes, em inglês, em alemão, em francês, em espanhol, em italiano, quem o imaginaria, em português. Que desacordo foi esse, perguntou caim (...) Muitos anos depois se dirá que caiu ali um meteorito, um corpo celeste, dos muitos que vagueiam pelo espaço, mas não é verdade, foi a torre de babel, que o orgulho do senhor não consentiu que terminássemos. A história dos homens é a história dos seus desentendimentos com deus, nem ele nos entende a nós, nem nós o entendemos a ele."
Peguem num vídeo algo banal, juntem-lhe câmaras de alta-velocidade, filtros de câmara catitas e profissionais competentes e obtêm uma obra cinematográfica digna de estudo.
O dia da libertação começou como tantos outros. Era Março e o calor sacudia as almas até à exaustão. O meu turno começara há duas horas e fazíamos a nossa primeira pausa do dia para uma ligeira refeição. Claro que ninguém ligava ao rádio, era apenas um ruído suportável que acompanhava o dia dos trabalhadores, e somente quando um dos sindicalistas começou a esbracejar é que percebemos que alguma coisa se passava.
- A guerra começou - exclamou, anunciando o pior em três simples palavras.
A confusão instalou-se. Alguns, aqueles que não tinham pertences na cidade nem familiares, conseguiram resistir à tentação da histeria, mas outros, como eu, circundavam a refinaria, procurando os chefes de turno ou alguém que lhes permitisse uma hora ou duas de folga. Consegui, mas depressa me avisaram do erro que cometia e de como era melhor ficar ali à espera não sei bem do quê. Diziam para lhes telefonar, para encaminhar os meus para o aeroporto ou para a refinaria, diziam para não sair, que era perigoso percorrer a estrada de volta à cidade e diziam-me que os pretos estavam a matar todos os brancos.
(“Todos” sempre me pareceu demasiado)
E lá fui, carregado apenas de amor pela minha família e de medo pela forma como me matariam. “Seria com uma catana”, pensava, ”Seria com um pau rombo?”
Não voltaria.
Telefonei antes, dizendo à minha mulher que pegasse nas crianças e fosse com os nossos vizinhos para o aeroporto comprar passagens para Lisboa, mas não sabia ao certo se ela obedeceria, derivado a que também ela sentia o peso de deixar a nossa casa, as nossas coisas e o nosso país.
Já no caminho, uns minutos depois de abandonar a segurança da refinaria, um homem maciço mandou-me parar e lembro-me agora de pensar se o atropelava ou não e se tentaria superar a barreira que atrapalhava a passagem ou não.
- Quem é você e o que faz aqui?
Pensei que estava morto, que não tinha sítio para fugir e que tinha sido fraco na hora da morte porque nem sequer tentava fugir ou reagir.
(Que cobarde és, Jaime. Não vais voltar a ver a tua mulher, Jaime, e os teus filhos, Jaime, não vais voltar a ver Setúbal, Jaime.)
Mas ainda não seria ali.
- Temos ordens do general Manhomanha Santos para deixar passar os senhores da Petrogal, mas há comandos espalhados por aí que não sabem disso. Está avisado. Prossiga.
E eu fiquei mais calmo. Deixaram-me e segui até à cidade.
Na cidade nada, apenas ruído de algo que não identificava ao longe.
(Como quando estava fora do Estádio do Bonfim e se ouvia aquele burburinho no interior após uma jogada mais incendiária)
Passei a avenida principal, a praça e o mesmo silêncio. Já no bairro onde morava, com vista para o porto, os portões abertos, lixo espalhado e o mesmo silêncio. Entrei na casa e nada, apenas gavetas abertas, roupa revoltada pela casa e coisas a bater. "Talvez os vizinhos", pensei. Nada.
Deduzi que já tivessem partido e fiquei mais aliviado.
Eu também iria para o aeroporto.
(A empresa lá ficou. Depois ainda tentei telefonar mas já não consegui)
Antes de chegar ao aeroporto, mesmo por estradas travessas, a imagem de Angola, a imagem da libertação de um povo há 500 anos submetido ao poder dos brancos: A terra vermelha, as caras negras, os dentes brancos, o calor, a humidade estavam lá, mas estava principalmente a imagem de uns quantos a gritar “UPA, UPA, UPA” e “Angola vai agradecer” enquanto perseguiam um senhor (talvez o senhor Roberto da mercearia, que tinha uma fazenda, e a sua família) e agitavam as catanas.
Parei o carro.
Claro que não devia ter parado, devia ter continuado mais um ou dois minutos até ao aeroporto. Se tivesse continuado nunca teria a certeza que era o senhor Roberto, que era a sua família e que eram catanas aqueles objectos que os pretos tinham na mão. Lá estava a terra vermelha, as caras negras, os dentes brancos, o calor, a humidade, mas também a raiva, os olhos amarelos, e um menino caído no chão a chorar.
Não devia ter mais de três anos aquele menino que eu já entretera muitas vezes na mercearia, e era ele
(foi ele)
que no dia 15 de Março de 1961, o dia da “Acção”, como lhe chamaram, estava a ser agarrado pelas duas pernas e sacudido com toda a força de um soldado contra o capot de um carro.
O Corpo vivo da criança bateu no carro e morreu instantaneamente, os seus berros deixaram lugar ao silêncio e já só se ouvia o “UPA! UPA” e o choro descontrolado da mãe.
Depois, com uma catana, separaram a cabeça do senhor Roberto do resto do seu corpo e por fim, perante uma mulher destruída por dentro, e ajoelhada no meio de uma rua de Angola, um dos soldados de libertação apontou uma pistola à parte de trás da sua cabeça e disparou. O seu corpo caiu de imediato, não para a frente, mas para o lado.
Guerra é guerra, não tem a ver com cor, não tem a ver com política, não tem a ver com nada.
Para mim a guerra é a memória que aquela mulher teve no último minuto da sua vida.
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