Haja Alguém Que Apoie a Minha Ideia!
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Quando se começou a pagar pelos sacos plásticos, porque poluíam o planeta,
eu achei que esta era, apenas, mais uma maneira de ir buscar dinheiro aos
bolsos...
13/04/2009
A Páscoa
O objectivo da sociedade de consumo é transformar todos os dias, desde aqueles em que há alguma celebração, como a Páscoa, o Carnaval... ou mesmo o dia de finados, até aos outros dias do ano em que não se celebra nada, num sucedâneo mercantilista do Natal. E está a consegui-lo.
09/04/2009
Curtas
O zunir nos ouvidos antes do ferroar no pescoço
Admiro a generosidade sacrificial com que as abelhas honram a sua mestra, o seu grupo. Há uma maldade naquele insecto, na forma como ataca sem descrição tudo o que se aproxima da colmeia, mas é uma maldade doce: um pequeno ferrão e uma pequena picadela - que até faz bem a quem a recebe, e que se torna no último gesto em vida da abelha. O seu último gesto é pelos outros, os que ficam.
In Bruges
In Bruges é um dos melhores filmes que vi. E como podia não o ser? Assassinos contratados de férias, Irlandeses palavrosos, um anão viciado em tranquilizante de cavalos, prostitutas holandesas, um casal de ladrões, uma grávida dona de um hotel e uma cidade medieval perdida na Bélgica são todos os ingredientes que qualquer filme deve ter. Colin Farrel, Brendan Gleeson e Ralph Fiennes estão brilhantes no filme. Para além do mais, embora seja uma forma diferente de ver um filme, acabei de descobrir que está no Youtube. Vale mesmo a pena!
08/04/2009
07/04/2009
05/04/2009
Serve isto para dizer...
Obrigado à gerência do Porque é que o Mar é Azul!

As regras da aceitação do prémio serão estas:

As regras da aceitação do prémio serão estas:
1. Exibir a imagem do prémio;
2. Postar o link do blogue que o premiou;
2. Postar o link do blogue que o premiou;
3. Indicar dez blogues para fazerem parte do “Manifesto Jovens que Pensam”;
4. Avisar os indicados;
5. Publicar as regras.
Parece que tá feito!
Parece que tá feito!
01/04/2009
Os amantes, por Pedro Paixão na 1ª edição da Playboy portuguesa
"Não se pode dizer que vivam juntos. Muitas vezes duas pessoas gostam uma da outra e não conseguem viver juntas. É o caso deles. Casaram-se e depois separaram-se. Como toda a gente. Mas, passados meses de dor e recíprocas violências, encontraram uma saída que a ambos pareceu inteligente. A ideia foi ela que a teve. Passarem os dias de trabalho cada um em sua casa e os dias feriados juntos na casa de um, ou de outro. Há coisas animais, emoções incontroláveis e, sobretudo, o constante desgaste dos dias que destroem a alegria – o puro prazer de se estar com alguém, o verdadeiro interesse pela vida do outro – enquanto o sexo se transforma numa rotina mais ou menos enfadonha. Ele chama-se João, ela Maria.
Jantam à sexta-feira num restaurante chinês e decidem a casa para onde vão. Um pequeno almoço juntos e depois despedem-se , cada um partindo para seu lado, com o coração levemente aflito. Durante os dias em que não estão juntos, estão proibidos de se falarem ao telefone ou comunicarem de qualquer outra forma. Salvo uma emergência imprevisível – um incêndio na cozinha, a morte de um familiar, uma súbita fragilidade da alma.
Conheceram-se no liceu. Casaram-se tinham ambos 24 anos. Agora vaõ fazer trinta e um. É muito forte o amor que os une. Um amor só deles, que as pessoas não compreendem e por isso criticam. O amor precisa de ser protegido, abrigado, alimentado com todo o cuidado. O quotidiano é o pior inimigo. Corrói o imprescindível respeito pelo outro, por quem o outro é. Consome a distancia que é preciso manter para que o outro possa ser quem é. Começa a asfixia.
É um engano grande julgar que não se pode viver com esta pessoa mas que se poderá viver com outra, porque na maioria dos casos é a própria vida que nos abandona e afasta. No caso deles há um facto relevante. Nenhum deles quer ter filhos, fundar, como se diz, uma família. Trazer ao mundo uma vida não só é uma responsabilidade de que se conhecem os limites, como uma inconsciência para a qual nunca se está suficientemente preparado. Pelo menos por agora.
Ele tem uma casa junto ao mar, ela um apartamento no centro da cidade. Ele é um economista, ela editora de um jornal diário. Quando se encontram riem dos acidentes da semana, do ridículo comportamento dos humanos, dos problemas insolúveis. O trágico também pode ser visto de modo a merecer uma gargalhada.
Falam dos livros de lêem, e um programa passado na televisão ou na rádio, do concerto para o qual é preciso comprar bilhetes pela internet, de pequenas coisas sem verdadeira importância. Não se criam aqueles deprimentes silêncios quando já não se tem nada para dizer um ao outro e, dentro de um carro, cada um olha em frente com receito de olhar para o lado e deparar com um desconhecido.
Os pais não percebem, os amigos não percebem, ninguém percebe. Toda a gente conspira para que aquela frágil e preciosa relação termine. Quase todos têm pavor de ficar sozinhos, de morrer sozinhos. O que os agarra é o medo.
Por isso condenam-se aos piores compromissos . Eles, pelo contrario, sabem não só que há em qualquer humano uma solidão que nunca pode ser superada, como que só ela abre um espaço onde o coração pode viver livre. Os corações também precisam de respirar.
Todos os anos, em meses variáveis, fazem uma viagem juntos. No ano passado foram a Viena, esta ano pensam ir à Finlândia. Juntos decidem todos os pormenores, embora cada viagem deva ser uma aventura da qual não se conhece o desfecho. Juntos vêem-se coisas que de outro modo não se veriam, porque cada um aponta ao outro o que, a sós, lhe poderia passar despercebido. Aprende-se mais porque ao falar as palavras chamam pelas coisas tornando-as mais nítidas, mais presentes. Num casamento comum há sempre um que em determinado momento precisa de se calar. Ali não. Antes de adormecer, adoram relembrar o que viram, sentiram, descobriram. E o sexo vem e chega, sempre poderoso, transportando-os para íngremes paisagens, súbitos abismos. Como dois desconhecidos que se desejam loucamente dentro de um comboio e não se recusam ao mais premente prazer.
Em Viena, o que mais a impressionou foi uma exposição das obras do último ano de vida de Picasso, uma gigantesca e heróica luta contra a morte. Ele, o que mais apreciou foi visitar a casa de Freud, um lugar onde se conspirou contra a sufocante normalidade dos costumes. Nenhum deles sabe até quando aquela relação poderá durar. Pode não se conseguir continuar. Pode acontecer uma paixão imprevisível. O amor é um trabalho pelo qual se tem e lutar e o que já se conseguiu dissipa-se no passado. Eles estão preparados para o fim. O que importa é acreditar no que ainda há-de vir, no indomável Se assim não fosse não valeria a pena. Faz parte o amor não saber quando pode acabar. Sempre aquela pequena dor que acompanha o verdadeiro amor."
Pedro Paixão in Playboy
I - Não comprei nem vou comprar a Playboy. Apesar de achar piada à Mónica Sofia e a raparigas nuas as much as the next guy, acho que há coisas mais interessantes a fazer com o dinheiro e com o tempo - até porque tudo o que aparece nessas revistas acaba por aparecer na Internet, tal como este texto - o qual nem sei se é verdadeiro. Descobri o texto na secção de comentários do blogue do Júlio Machado Vaz num post sobre o tenista Frederico Gil (?)
II - Pedro Paixão é um autor relativamente desconhecido - ouvi falar dele pela primeira vez através dos programas do Fernando Alvim - e a verdade é: apesar de falar de Pedro Paixão a todos os meus amigos, aconselhando-os vivamente a ler qualquer coisa dele, nunca li um livro completo dele, tendo-me remetido apenas a alguns textos e excertos.
Sim, sou uma besta.
Jantam à sexta-feira num restaurante chinês e decidem a casa para onde vão. Um pequeno almoço juntos e depois despedem-se , cada um partindo para seu lado, com o coração levemente aflito. Durante os dias em que não estão juntos, estão proibidos de se falarem ao telefone ou comunicarem de qualquer outra forma. Salvo uma emergência imprevisível – um incêndio na cozinha, a morte de um familiar, uma súbita fragilidade da alma.
Conheceram-se no liceu. Casaram-se tinham ambos 24 anos. Agora vaõ fazer trinta e um. É muito forte o amor que os une. Um amor só deles, que as pessoas não compreendem e por isso criticam. O amor precisa de ser protegido, abrigado, alimentado com todo o cuidado. O quotidiano é o pior inimigo. Corrói o imprescindível respeito pelo outro, por quem o outro é. Consome a distancia que é preciso manter para que o outro possa ser quem é. Começa a asfixia.
É um engano grande julgar que não se pode viver com esta pessoa mas que se poderá viver com outra, porque na maioria dos casos é a própria vida que nos abandona e afasta. No caso deles há um facto relevante. Nenhum deles quer ter filhos, fundar, como se diz, uma família. Trazer ao mundo uma vida não só é uma responsabilidade de que se conhecem os limites, como uma inconsciência para a qual nunca se está suficientemente preparado. Pelo menos por agora.
Ele tem uma casa junto ao mar, ela um apartamento no centro da cidade. Ele é um economista, ela editora de um jornal diário. Quando se encontram riem dos acidentes da semana, do ridículo comportamento dos humanos, dos problemas insolúveis. O trágico também pode ser visto de modo a merecer uma gargalhada.
Falam dos livros de lêem, e um programa passado na televisão ou na rádio, do concerto para o qual é preciso comprar bilhetes pela internet, de pequenas coisas sem verdadeira importância. Não se criam aqueles deprimentes silêncios quando já não se tem nada para dizer um ao outro e, dentro de um carro, cada um olha em frente com receito de olhar para o lado e deparar com um desconhecido.
Os pais não percebem, os amigos não percebem, ninguém percebe. Toda a gente conspira para que aquela frágil e preciosa relação termine. Quase todos têm pavor de ficar sozinhos, de morrer sozinhos. O que os agarra é o medo.
Por isso condenam-se aos piores compromissos . Eles, pelo contrario, sabem não só que há em qualquer humano uma solidão que nunca pode ser superada, como que só ela abre um espaço onde o coração pode viver livre. Os corações também precisam de respirar.
Todos os anos, em meses variáveis, fazem uma viagem juntos. No ano passado foram a Viena, esta ano pensam ir à Finlândia. Juntos decidem todos os pormenores, embora cada viagem deva ser uma aventura da qual não se conhece o desfecho. Juntos vêem-se coisas que de outro modo não se veriam, porque cada um aponta ao outro o que, a sós, lhe poderia passar despercebido. Aprende-se mais porque ao falar as palavras chamam pelas coisas tornando-as mais nítidas, mais presentes. Num casamento comum há sempre um que em determinado momento precisa de se calar. Ali não. Antes de adormecer, adoram relembrar o que viram, sentiram, descobriram. E o sexo vem e chega, sempre poderoso, transportando-os para íngremes paisagens, súbitos abismos. Como dois desconhecidos que se desejam loucamente dentro de um comboio e não se recusam ao mais premente prazer.
Em Viena, o que mais a impressionou foi uma exposição das obras do último ano de vida de Picasso, uma gigantesca e heróica luta contra a morte. Ele, o que mais apreciou foi visitar a casa de Freud, um lugar onde se conspirou contra a sufocante normalidade dos costumes. Nenhum deles sabe até quando aquela relação poderá durar. Pode não se conseguir continuar. Pode acontecer uma paixão imprevisível. O amor é um trabalho pelo qual se tem e lutar e o que já se conseguiu dissipa-se no passado. Eles estão preparados para o fim. O que importa é acreditar no que ainda há-de vir, no indomável Se assim não fosse não valeria a pena. Faz parte o amor não saber quando pode acabar. Sempre aquela pequena dor que acompanha o verdadeiro amor."
Pedro Paixão in Playboy
I - Não comprei nem vou comprar a Playboy. Apesar de achar piada à Mónica Sofia e a raparigas nuas as much as the next guy, acho que há coisas mais interessantes a fazer com o dinheiro e com o tempo - até porque tudo o que aparece nessas revistas acaba por aparecer na Internet, tal como este texto - o qual nem sei se é verdadeiro. Descobri o texto na secção de comentários do blogue do Júlio Machado Vaz num post sobre o tenista Frederico Gil (?)
II - Pedro Paixão é um autor relativamente desconhecido - ouvi falar dele pela primeira vez através dos programas do Fernando Alvim - e a verdade é: apesar de falar de Pedro Paixão a todos os meus amigos, aconselhando-os vivamente a ler qualquer coisa dele, nunca li um livro completo dele, tendo-me remetido apenas a alguns textos e excertos.
Sim, sou uma besta.
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29/03/2009
Festival de curtas em família, parte II
Depois dos vídeos do Mercedes CLS, ficam agora os vídeos dos saltos Tandem (definição 1, definição 2) pelos respectivos autores (dos saltos e dos vídeos), em Évora no dia 22 de Março de 2009.
O trabalho difícil coube a Mário Pardo (Figo/Figuinho) e Carla, os camera Flyers, e João Oliveira (João Grande - sem ironia), o instrutor Tandem de ambos os saltos, da Skydive Experience. A música, com a excepção de um trecho orquestrado e executado por João Freire, coube a Fatboy Slim, com Right Here, Right Now e Pearl Jam, com Even Flow. Nós, johnny e ipsis, apenas editámos com o Movie Maker.
Sendo assim, sem mais links para pôr no texto...
Salto da ipsis
(carregar em HQ para melhor qualidade)
Salto do johnny
O trabalho difícil coube a Mário Pardo (Figo/Figuinho) e Carla, os camera Flyers, e João Oliveira (João Grande - sem ironia), o instrutor Tandem de ambos os saltos, da Skydive Experience. A música, com a excepção de um trecho orquestrado e executado por João Freire, coube a Fatboy Slim, com Right Here, Right Now e Pearl Jam, com Even Flow. Nós, johnny e ipsis, apenas editámos com o Movie Maker.
Sendo assim, sem mais links para pôr no texto...
Salto da ipsis
(carregar em HQ para melhor qualidade)
Salto do johnny
25/03/2009
Opacidade
Com uma calma desconcertante, porque pouco habitual, ouviu Dave Matthews e saiu.
- É engraçado como o que é transparente pode ser tão opaco.
(João Freire)
Dave Matthews - Baby
Para o tema "Transparência" num desafio da "Fábrica de Letras".
- É engraçado como o que é transparente pode ser tão opaco.
(João Freire)
Dave Matthews - Baby
Para o tema "Transparência" num desafio da "Fábrica de Letras".
23/03/2009
21/03/2009
Happyness - by the green monster of the river
- What do you want to know - he asked her promptly.
- How to be happy - she repplied.
The green beast turned away, leaving his pointy, spiny back to her, as he gazed upon the horizon, with the river to one side of them, and the sun, grabbing the mountains with his strong fingers, in the other.
- Well, that's easy - he went on, opening his arms in a cross - keep it simple!
The girl laughed, as if she was expecting more.
- That's it - she said, in a cinic, almost obnoxious, way -, that's what you've got to say?
- Life should be sipped as a juice in a foreign and exotic country: if you like it, even if it's strange or weird or made with a sexual part of an animal, you drink the rest, if you don't, you continue and try other things, drink other juices... other sexual parts of animals mixed with fruits. You should never ask too much, go too deep, demand too much of others... and you should be kind to your knees, as the song says.
- What song?
- See - said the beast, irritaded - there you go with the questions. I´m thinking hapiness... not songs!
Surely stunned with the enfuriating tone in the monster's voice, the girl raised her eyebrows in content, as if she realized in the bluntness of his voice the truth. She was starting to see a fantastic value for the money she spent. Never before had a green monster such as that been more praised by her due to the words coming out of his mouth.
- Are you happy with the answer or do you want to know anything more?
She understood the words of the beast, everything made perfect sense, but she still had doubts about the practicability of what she heard. In her mind, she wondered on how that would reflect on love, on work... on everything.
- Well - insisted the monster, waiting for her reaction.
- But if...
The doubts in her head came out reticently in words, and she din't finished what she was saying, instead, she turned and said: "Ok. Bye!"
(The simplicity in wich she said those words, made the green monster smile)
And then she ran away.
She had learned her lesson.
In "histórias de felicidade dos monstros verdes", por João Freire
- How to be happy - she repplied.
The green beast turned away, leaving his pointy, spiny back to her, as he gazed upon the horizon, with the river to one side of them, and the sun, grabbing the mountains with his strong fingers, in the other.
- Well, that's easy - he went on, opening his arms in a cross - keep it simple!
The girl laughed, as if she was expecting more.
- That's it - she said, in a cinic, almost obnoxious, way -, that's what you've got to say?
- Life should be sipped as a juice in a foreign and exotic country: if you like it, even if it's strange or weird or made with a sexual part of an animal, you drink the rest, if you don't, you continue and try other things, drink other juices... other sexual parts of animals mixed with fruits. You should never ask too much, go too deep, demand too much of others... and you should be kind to your knees, as the song says.
- What song?
- See - said the beast, irritaded - there you go with the questions. I´m thinking hapiness... not songs!
Surely stunned with the enfuriating tone in the monster's voice, the girl raised her eyebrows in content, as if she realized in the bluntness of his voice the truth. She was starting to see a fantastic value for the money she spent. Never before had a green monster such as that been more praised by her due to the words coming out of his mouth.
- Are you happy with the answer or do you want to know anything more?
She understood the words of the beast, everything made perfect sense, but she still had doubts about the practicability of what she heard. In her mind, she wondered on how that would reflect on love, on work... on everything.
- Well - insisted the monster, waiting for her reaction.
- But if...
The doubts in her head came out reticently in words, and she din't finished what she was saying, instead, she turned and said: "Ok. Bye!"
(The simplicity in wich she said those words, made the green monster smile)
And then she ran away.
She had learned her lesson.
In "histórias de felicidade dos monstros verdes", por João Freire
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