28/11/2008

Ai a memória...

"This is a moment that will live in history as long as history books are written."

(Gordon Brown)

Fala a Loucura:

Depois de ler o Crest© neste texto, cada vez mais acredito que há muita gente louca a ser tomada por sã, ou então, há muita gente que pensa que encontrou a verdade, mesmo sendo "lebre". Em ambos os casos, devem pensar que são garimpeiros com sorte, e por isso, toca de espalhar aos 4 cantos, as pérolas que só aos imberbes chegam, como tablóides sensacionalistas.
"O fim da blogosfera", mas o que é isto?! Nem no meu dicionário online nem no meu corrector ortográfico do blog a palavra "blogosfera" aparece! Sendo assim, como pode acabar algo que nem sequer existe?! (Ah! Valha-nos a Wikipédia) Então existe e não é coisa pequena para vir um iluminado qualquer dizer que está para acabar, pois assim lhe foi dito conforme as escrituras.



Lembro-me do "Elogio da Loucura" do Erasmo de Roterdão, um livrinho pequeno, coberto de sátira, e que aconselho a todos aqueles que ainda se consideram espantados de existir :)
Deixo o final do ensaio, que me parece demasiado actual e propositado:

AVISO PARA QUEM AINDA NÃO LEU: CONTÉM SPOILERS!

"Acontece que voltam os seus sentimentos? Protestam que positivamente não sabem de onde vêm nem se existem somente na alma ou também no corpo, nem se estarão acordados ou dormindo. E de tudo depois que viram, ouviram, disseram, ou não se recordam ou fazem uma ideia tão confusa como se tivessem sonhado. Só sabem de uma coisa: que se acham felicíssimos no seu delírio. Eis porque sofrem a convalescença do cérebro e tudo sacrificariam de bom grado para serem perpetuamente loucos nessas condições. No entanto, toda essa felicidade não passa de uma tenuíssima migalha da mesa celeste: imaginai, agora, o que não será o eterno banquete!
Mas parece que, sem refletir no que sou, vou ultrapassando há bastante tempo todos os limites. Por conseguinte, se tagarelei demais e com demasiada ousadia, lembrai-vos de que sou mulher e sou a Loucura. Ao mesmo tempo, porém, não vos esqueçais deste antigo provérbio dos gregos: Muitas vezes, também o homem louco fala judiciosamente. A não ser que pretendais que, nesse provérbio, não estejam incluídas as mulheres, pois eu disse homem e não mulher.
Esperais um epílogo do que vos disse até agora? Estou lendo isso em vossas fisionomias. Mas, sois verdadeiramente tolos se imaginais que eu tenha podido reter de memória toda essa mistura de palavras que vos impingi. Em lugar de um epílogo quero oferecer-vos duas sentenças. A primeira, antiquíssima, é esta: Eu jamais desejaria beber com um homem que se lembrasse de tudo. E a segunda, nova, é a seguinte: Odeio o ouvinte de boa memória. E, por isso, sede sãos, aplaudi, vivei, bebei, oh celebérrimos iniciados nos mistérios da Loucura."

27/11/2008

Excerto de um livro que era para ser


O meu doce lado amargo
A sua moral é, para além de conveniente, conivente. A minha, para além de tudo isso, também é inconveniente… com ela. Quem ganha? Ninguém. Quem perde? Os dois e nada do que possamos dizer consegue ultrapassar a inevitabilidade da nossa incompatibilidade. Há coisas assim. Amizade, amor, negação, raiva, indiferença, maldade, parvoíce, felicidade, tristeza… Tudo. Nunca admitiremos o mal que fizemos um ao outro. Culpo-a por não compreender que uma luta só é justa entre iguais. Culpo-me por nunca ter conseguido chegar até ela. Fica a culpa, penosamente.

(João Freire, 2007)

Reaproveitado para o desafio de Dezembro da Fábrica de Letras, subordinado ao tema "Indiferença".

Sophie Delila - Nature Of The Crime

23/11/2008

Carlos do Carmo

Depois de Frank Sinatra, só para melhor...

Um homem na cidade



Estrela da tarde
(com a participação especial de Ary dos Santos)

Um mundo catita



Estreia hoje, às 23:40, na RTP2

22/11/2008

A voz que ouço

Espera lá. Ainda não.
Não sentes que ainda tens de corrigir alguma coisa?
Mais legumes, menos carne, mais desporto… menos um café por dia! É certo que já aprendeste muito, acredito mesmo que estejas quase lá, mas a verdade é que ainda cometes muitos erros, alguns dos quais nem hesitas em repetir, provando que não aprendeste a lição.
Sabes perfeitamente do que falo, até tens uma lista e tudo!
O presente não se vive no passado e o medo do passado é o mais irracional de todos. De que adianta pensar que vai ser igual, que alguém – ou mesmo tu – vai falhar? É preciso um percurso, uma síntese do que foi feito, mas analisar, esquecer, perdoar, pedir desculpa, amar, compreender… são os verbos mais importantes que tens de estudar exaustivamente. Sim, uma alimentação correcta também é imprescindível. Ah! E estimar os joelhos e as costas, porque são os primeiros a ir à vida.
Vá! Diz comigo: “eu compreendo, tu compreendes, ele compreende”! Isso mesmo.
O meu paternalismo é brincadeira de amigo, daquela que não é para levar a mal, mas é mesmo assim. Só assim podes crescer. Só assim chegas lá.
De resto, tem calma, não te precipites e…
É melhor não dizer tudo, sinto que não devo revelar mais. Estragaria a emoção da viagem. E a viagem é tudo!

...É esta voz que ouço frequentemente que me engana. E engana-me porque eu sei que ela não me é fiel e que diz isto a toda a gente, mesmo àqueles que nunca chegaram lá!


(João Freire)

21/11/2008

Frank Sinatra - Fly Me To The Moon



(porque a Voz merece um vídeo aqui :)

18/11/2008

'Invisible Drum Kit'

'The Piano Player'