passa todos os dias (de Segunda a Sexta), por volta das 8 e 30 na RTP2. É uma das melhores séries da televisão, que conta com um dos melhores elencos de sempre, nomeadamente a Jaime Pressly, que, por tudo, mas principalmente pela personagem que faz,´está espectacular.
P.S. - Para quem estiver interessado, qualquer uma das séries em DVD ou as séries todas serviria como uma boa prenda de Natal ou aniversário... ou então da série "Mentes Criminosas". Tanto faz. Não sou esquisito nem exigente.
Foi ela que telefonou. Quero que fique bem claro este ponto. Não fui eu que a convidei para jantar, nem fui eu que falei na serra da estrela, de um restaurante e uma cabana, e na costa vicentina. Confesso que pensei em ligar-lhe, dizer-lhe qualquer coisa, mas à primeira vista ela parecia inatingível. No entanto ela ligou (continuam a acontecer-me coisas inacreditáveis no que concerne ao amor. Penso que já tive esta sensação três ou quatro vezes. Não é mau!) e com um telefonema veio um jantar, ou melhor, aquilo que seria um jantar. Na realidade estivemos nas ruínas de um castelo a conhecermo-nos melhor. Ela pediu para me beijar, fizemo-lo e depois continuámos nisso até casa dela. Com o primeiro beijo as primeiras dúvidas, desde logo minhas porque é costume duvidar daquilo que não conheço, e as dela, porque sentia as minhas. Não consigo evitar apaixonar-me pelo que já conheço e não pelo que quero conhecer. Há quem pense que é bom ou mau. Para mim tanto me faz. Pouco tempo depois veio a minha viagem, uma ausência anunciada que começou connosco no carro numa dificuldade enorme para nos despedirmos e largarmos. Ela disse que ia sentir muitas saudades e não mentiu. Sentiu. Por lá recebi a notícia que ela estava com dor de dentes e maus pensamentos - concerteza relacionados - mas que sentia muito a minha falta e que estava aborrecida por eu não lhe responder com a assiduidade pretendida. Teriam passado dois dias. No regresso o fim. Do lado dela as dúvidas que se tornaram um argumento irreversível, do meu as mensagens que ela não recebeu, várias, suficientes para atenuarem a dúvida crescente, mas que nunca foram recebidas sabe-se lá pela graça de que força; as recordações da viagem em forma de um caderno de esboços, um postal e um anel que não foram entregues e as promessas de uma certeza descoberta pela ausência. Apenas ficou o afastamento simples e inócuo, como eu. Só quando perco o que tenho é que lhe sinto a falta.
Já não sei o que sinto. O amor resvala frequentemente na direcção do ódio, aproximando-se perigosamente da indiferença. A compreensão, o compromisso e aceitação e até o afecto entre duas pessoas ficam pelo caminho e nada volta a ser como era. Fica sempre a mágoa e pior do que isso, fica sempre um sentimento latente de reconquista que nenhum quer concretizar mas para o qual ambos contribuem. Há sempre um lado que se sente bem com a imagem de si no outro e que luta por manter essa luz por perto para o animar e aquecer e depois há o outro lado que tem sempre algo a provar, que sente que falhou e que procura manter a face. Ficam as dúvidas que se instalam umas em cima das outras, duvida-se do que se sente e até daquilo que se sentiu quando se falava em amor. Como acontece esta transformação?
O amor é uma inequação, uma desigualdade que só é verdadeira com certos valores das variáveis, mas que ninguém conhece. O amor conterá paixão, amizade, individualidade, compreensão, confiança, luta, vontade, sexualidade e tudo o resto que alguém possa lembrar, mas nunca constituirá uma fórmula fixa com um desenvolvimento objectivo e linear. Eu sempre pensei que nunca me apaixonaria, que sempre iria conhecer primeiro a pessoa e depois enamorar-me por esse conhecimento, mas também já saltei de cabeça para o desconhecido e ninguém poderá dizer-me que uma forma será mais correcta do que a outra. À sua maneira, ambas tiveram sucesso e ambas fracassaram. O amor pode começar de uma forma e acabar logo de seguida ou começar da mesma forma e funcionar pela eternidade. Isto é verdade para o princípio do amor como para o fim. Importa o que fica, o que aprendemos e um recém-descoberto amor por nós próprios, mas perde-se um pouco da magia. De facto, quanto mais falo com pessoas de idade avançada, mais me convenço de que o amor enfabulado, aquele de que são feitas as histórias de princesas e príncipes, se transforma em vários amores pequeninos que se distribuem pelos filhos, pelos netos, pela vida e, claro que também, pelo conjuge, e vai desvanecendo até ficar uma memória daquilo que se fazia quando se amava e não do que se sentia. É um amor, mas um amor diferente. Ninguém duvidará que o amor na velhice não assenta na paixão e na sexualidade como acontece aos 17 anos. Claro que todos queremos a magia e o querer, essa vontade partilhada terá até muito a ver com o sucesso da manutenção de um amor pela vida, mas a desmistificação do amor também fará bem às pessoas, obrigando-as a reflectir nas suas escolhas e a tomar um papel activo na construção do amor. Numa vida de facilidades, alguma luta e trabalho fazem bem. E melhor do que acreditar na magia é tornar todos os momentos mágicos. Acreditar que as coisas podem acontecer sem fazermos por isso é simplista, denegrindo a própria ideia de amor.
O amor é um sentimento superlativo de afecto relacional. Tudo isto e só isto.
O amor que ele lhe tinha ficou para trás em troca da esperança de se encontrar, pois sabia que as dúvidas que lhe impunha a ele nunca deixaram de ser as suas. No entanto, quase sem querer, sentia-lhe a falta de manhã, da respiração quente antes de acordar, e de noite, antes de adormecer, dos beijos no ombro que agora não a tocavam e das palavras, palavras que só ele lhe dizia depois de a chamar por aquele nome que só ele conhecia, que ela não ouvira mais. O silêncio instalara-se naquela casa que lhe era estranha e com ele o vazio e um desinteresse generalizado. Olhava frequentemente para a porta, procurando a emoção de algo novo ou imaginando que ele entrava com o seu sorriso inocente de quem ama sem pedir nada em troca. Mas nada de novo aparecia para lhe dar um pouco de emoção e ele também não entrava, de facto, até se afastava mais, afastava-se a milhares de quilómetros e ela apenas podia suspirar, tentando não perguntar em voz alta o que é que estava a fazer ali. Tinha saudades de tudo e era frequente encontrar-se a um canto a chorar pela família e pelos amigos, aquelas entidades estranhas que nos lembram do melhor que há em nós. Tantos nomes para tantas pessoas e a recordação de alguém em todos os momentos, desde um objecto que servira de prenda de anos a uma qualquer situação que vivia, e uma tristeza avassaladora. Mas há coisas a fazer - é isso que ela pensa -, tortuosos caminhos a percorrer na busca de um sentido e a resolução de um espírito aventureiro, um espírito maior sem medo de ser feliz, que transforma as lágrimas que escorrem pelo rosto num alimento saboroso à sua vontade de continuar.
Antes de partirem para a guerra, aquando das primeiras invasões persas, os gregos (na altura, seriam os atenienses) avisaram as famílias e restantes cidadãos que se não recebessem notícias ao fim de certo tempo, deveriam matar os seus filhos e suicidar-se de seguida porque o atraso significaria a vitória dos persas que acorreriam até Atenas para matar toda a gente da forma mai atroz possível. No entanto, como ganharam, mas mais tarde do que seria esperado, escolheram o melhor soldado para correr até Atenas e dar a notícia a toda a gente antes que fosse tarde de mais. A batalha decorreu em Maratona, que ficava a pouco mais de 42 quilómetros de atenas. Quando o soldado chegou a Atenas, terá dito "Nike", que significa vitória, tendo morrido de seguida por exaustão.
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