30/09/2008

Se eu fosse avó, esta seria uma lição de vida para os netinhos.



No metro de volta para casa, pensava em várias formas de estafar o ordenado, quando de repente entram atrás de mim os SENHORES INSPECTORES DO METRO! (isto dito à filme de terror com sangue e música e tudo).
Bye bye pensamentos lindos, olá batimentos cardíacos acelerados.
- O seu bilhete?
- Eh.. (engulo em seco. Não sei se fiz mesmo isto porque já não me lembro, mas se de repente a minha vida virasse um filme, nesta parte, eu engoliria em seco), não acredito que troquei o meu bilhete com o do meu namorado! (em stress, consigo inventar as maiores alarvidades).
- Pois. Veja lá melhor se não tem aí o seu.
Procuro na mala. (Consigo ser tão persuasiva...)
- Não. Não tenho. Eu não acredito nisto... é a primeira vez que isto me acontece. (a primeira vez há quase dois meses que sou catada, leia-se)
- A menina traz consigo algum documento que a identifique?
- Sim. Tenho o BI...
- E tem carta?
- Tenho.
- Dê-me antes a carta..
- A menina Lúcia vai sair em que estação?
- Anjos...
- Ok. Então eu saio consigo porque vou ter que a autuar.
- A sério? Eu não acredito... Mas eu tenho cartão (mentirosa!) em casa. Trouxe este por engano...
Saímos nos Anjos e começa a passar o Aviso de Pagamento.
- Quanto é que vou pagar?
- Então é assim... Se se dirigir a esta morada (aponta-me a morada que consta no documento) no prazo de 5 dias úteis, vai pagar € 64,80, (sendo que os 80 cent são o preço do bilhete em dívida e os € 64 são pura chulice do estado) caso contrário, pode esperar que a multa lhe chegue a casa. Mas assim vai pagar mais. Pode pagar de €80 a €120.
- Ahh (porque sou estúpida e já devia ter tirado a porra das fotos para fazer o MEU cartão e "ahh" merda com esta merda toda! CHULOS!)
- Vou dar-lhe agora um cartão para sair do metro. Este cartão terá que o levar consigo caso pague a multa no prazo dos 5 dias úteis na morada que lhe disse. Se não o entregar acrescerá o valor de 0,50 cent ao valor total da multa.
- Ok. Boa noite...
- Boa noite.

28/09/2008

Guns N' Roses - Civil war



Música com a citação do filme O Presidiário com Paul Newman

P.S.- Antes, como prémio, está um bocadinho de Slash a tocar Vodoo Child de Jimmy Hendrix

Failure to communicate

"What we've got here is... failure to communicate."

The Captain, desempenhado por Strother Martin

"What we've got here is a failure to communicate."

Luke, o recluso desempenhado por Paul Newman

Ambas as citações pertencem ao filme O Presidiário

27/09/2008

Paul Newman

Uma homenagem ao actor numa cena onde nem sequer fala.

Milla Jovovich & The MDH Band - Satellite Of Love

23/09/2008

Desespero


Desespero

Há uma realidade mais afastada, do âmbito da cultura geral, e sobre a qual tento manter-me a par e outra mais próxima, que, pela colagem, sou obrigado a conhecer.

Hoje, um senhor finlandês irrompeu por uma escola, matou 9 pessoas e suicidou-se de seguida.

Hoje também, mas em Portugal, um senhor português de uma aldeia próxima suicidou-se. Eu conhecia a irmã do senhor. Não foi a primeira tentativa dele, mas foi a certeira. É o segundo suicídio no espaço de 48 horas na mesma aldeia. O outro foi um Guarda-republicano que avisou o pai do que iria fazer – e fez mesmo – após se fechar sozinho na esquadra.

O desespero aumenta por todo o lado e por todas as razões.

Dizem que a felicidade assenta em três factores:

- O factor relacional: Família, amigos, interesses amorosos – “as pessoas que nos rodeiam”
- O factor espiritual: Relação com a religião, com o espiritual e com a nossa consciência enquanto seres individuais – “aquilo que somos”
- O factor profissional: Sentimento de realização, de utilidade – “o que fazemos”

Para sermos felizes, todos estes factores devem estar equilibrados. É difícil ser feliz.

Hoje só sinto compreensão.

Procurei uma ilustração para colocar, reparei que a representação mais comum para o desespero em fotografias ou desenhos é a das mãos na cabeça e a do grito. Não pus nenhuma.

Cada um com o seu.

Links do Público e do Jornal de Notícias

21/09/2008

A beleza

"Olhei ao bonito, nao olhei a fazenda, quis comer e nao o tinha e do bonito nao me lembra."

Ditado popular pela voz de Amélia Vieira

Earthlings

Este vídeo é um desafio. E é um desafio por várias razões. Primeiro: Duvido que alguém consiga vê-lo até ao fim. Eu consegui, mas eu sou uma vítima da desensibilização causada... pela desensibilização(?). Dificilmente alguém conseguirá ver isto até ao fim porque este vídeo contém indubitavelmente algumas das sequências mais chocantes que existem e duvido que alguém ao longo de uma vida normal, consiga ver algo pior do que aquilo que se vê ali. Sem dúvida que vi 40% das coisas mais atterrorizadoras que verei em toda a minha vida na hora que dura o documentário. Depois, em segundo, é um desafio à mudança de pensamento, à humanização do pensamento relativamente aos animais e ao mundo. Estamos, como espécie e como criaturas terrestres (earthlings) numa encruzilhada civilizacional; está tudo em crise e muitos admitem esta década como a década da inevitabilidade, do início das consequências... da última esperança e das últimas acções... antes que seja tarde demais. Mas nem é preciso falar muito. Por muito chocante que seja, vale a pena ver um dos melhores documentários que existem. E até é narrado pelo Joaquin Phoenix!



(Este vídeo agradece-se à Cátia Cruz)

20/09/2008

The judgemental bastard