A música não é das melhores da banda. Não é, não senhora. Mas serve esta música para provar uma simples e incontestável verdade. Música é para se ouvir com o volume no máximo, de preferência ao vivo. E se não acreditam, experimentem ouvir a versão de estúdio desta música e esta versão. Mesmo eu, que não gosto muito desta música, adorei quando a ouvi. Como? Com o volume no máximo.
Courage the dog "veste" rosa velho, dentinho enorme e amarelado. Olhos esbugalhados. Orelhas puxadas pela gravidade e patas de 3 dedos apenas. AHAHAH. E se isto não vos fizer rir à força toda, não sois dignos do reino da gargalhada. O raio do cão é o maior stressado quando em contacto com o estranho. Mas, pasmem-se os infiéis e não seguidores desta maravilhosa e caricata série de animação, consegue sempre resolver os problemas em que os donos o enfiam, salvando assim o dia como as Powerpuff Girls, mas sem a voz off a anunciá-lo. Medricas, caguinchas, nervoso, e stressado outra vez, grita e salta quando em modo de aviso de perigo eminente. E é este maravilhoso exemplar canídeo, arraçado de qualquer coisa rosa com um chiwawa (ou chihuahua), que me faz as delícias num serão "sextaneiro"(se esta palavra não existe, deveria existir), passado em casa. Mais uma vez os meus fins-de-semana andam de folga. Humpf!
Saltou.
A primeira coisa que sentiu foi uma descarga de adrenalina.
Sempre discutira se seria um acto de fraqueza ou de coragem. Podia finalmente afirmar que era um acto de coragem... pelo menos ali, no abismo que era aquela janela, naquele último impulso.
Não pensou em muita coisa naqueles segundos de viagem. Pensara em tudo o que havia para pensar antes de saltar.
Lembrou-se dos pais ou do pouco que tinha para se lembrar deles após aquela noite em que a avó o levou, a ele e aos quatro irmãos (duas raparigas e dois rapazes), para o quarto, depois de um guarda entrar na casa, já muito tarde, retirar o boné, sentar-se na cozinha e pedir para falar a sós com ela, enquanto ela começava a chorar. Lembrou-se também dos seus irmãos, não aqueles que tinha agora, de quem não sabia nada para além do nome das suas profissões, mas dos outros, com menos 25 anos, a brincar em todo o lado, a invocar o inferno pela casa da avó. Depois, por fim, tentou lembrar-se da namorada, mas não conseguiu ao certo. Pensou numa, noutra... em duas ou três caras de amores esparsos que pouco lhe diziam agora e que o resolviam com mais força. No fundo, todo o presente ou o passado mais próximo era uma mistura indistinta de caras, sítios e coisas. Nada ficava, nada valia a pena.
Antes de viver, é preciso sobreviver, mas quando a nossa vida se resume a isso, a sobreviver, deixa de ter sentido. Tudo naquele homem era uma luta constante... jurava mesmo que lhe custava mais acordar, levantar-se, vestir-se e fazer alguma coisa do que ficar na cama quatro dias seguidos sem comer, mesmo com as dores da imobilização que o atacavam na zona dos rins. Acho que foi por isso que não pensou em mais nada - ou talvez nem tenha tido tempo - do que o sol a bater na cara, das sensações que isso lhe provocava sempre, e do vento, barulhento mas ao mesmo tempo tranquilizador, que lhe empurrava a respiração para cima, atrasando qualquer movimento. Foi já perto do fim que teve algum medo.
Para ver este vídeo, se ainda não o retiraram (retiraram, mas eu voltei a pôr)do youtube, como costumam fazer, é preciso ter em conta algumas coisas: Nesta estafeta participa um dos melhores nadadores de sempre Michael Phelps (eu gostava mais do Thorpe, mas pronto, desistiu da natação), participa também, mas pela Austrália, um recordista mundial, de nome Eamon Sullivan e ainda um francês chamado Alain Bernard, que detém vários recordes Mundiais e que dias antes da final de estafeta disse que a selecção francesa iria esmagar os Estados Unidos (importa referir que os franceses disseram isto na sequência do convencimento dos americanos em apontarem Phelps como o provável vencedor de 8 medalhas olímpicas nestes Jogos de 2008). Ameaças atrás de ameaças, recordes alternados entre os três (principalmente entre o francês e o australiano porque Phelps habitualmente nada distâncias mais longas), esta final traduziu-se - no primeiro turno onde corria Phelps -, num recorde absoluto dos cem metros, ou seja, o Australiano Eamon Sullivan fez numa estafeta o que atletas especializados na distância não conseguiram! Depois veio o poderio francês, que se prolongou até aos últimos quinze metros, e por fim, numa ultrapassagem milagrosa de um quase desconhecido americano (Jason Lezak) ao francês Alain Bernard, a vitória americana que possibilitou a manutenção do sonho de Phelps - conquistar as oito medalhas nos mesmos Jogos Olímpicos. Ah! por último, ressalvar que as primeiras cinco equipas a cortar a meta bateram o anterior recorde mundial! É obra e foi uma das melhores finais de sempre. Pena não poder ter visto em directo.
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