31/03/2008

Tio Vânia

Como fui ver... e gostei, fica aqui o convite para irem ver esta peça de Howard Barker desenvolvida pela Companhia de Teatro de Almada.

Obrigado ao Elmano e ao Paulo

Tio Vânia

Em Tio Vânia Howard Barker apresenta uma visão alternativa da peça de Tchecov com o mesmo nome. Para Barker, Tchecov é um dramaturgo de má fé, um autor que nos encoraja a sentimentalizar as nossas fraquezas e a tomar a inércia como uma coisa gloriosa. Barker defende que escondida por debaixo da celebrada compaixão de Tchecov encontra-se a sua altivez. No seu texto, Barker faz Tchecov entrar no mundo de Vânia e revelar o desdém que tem por ele: "Vânia, tenho um conhecimento tão profundo da tua alma", diz-lhe o dramaturgo russo. "As suas dimensões insignificantes são como uma aspirina que se desfaz num copo de água". Mas Tchecov acaba por morrer, e Vânia consegue encontrar forças para se livrar do mundo do seu criador.


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"Rogério de Carvalho, que já encenou, no Porto, Limites/Possibilidades (em 1998) e Mãos mortas (em 2006), do mesmo autor, dirige desta vez no Teatro Municipal de Almada um elenco de actores em que há a destacar Elmano Sancho, Marques D`Arede e Teresa Mónica. O espectáculo estará em cena até 20 de Abril, de Quarta a Sábado às 21h30 e Domingos às 16h00."

in Rostos On-line

Mais informação em Teatro de Almada

29/03/2008

Desperdício da vida

"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida... Está no amor que não damos, nas forças que não usamos, Na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-se do sofrimento, também perde a felicidade."

(Mary Cholmondeley)

27/03/2008

Coldplay - Fix you

Não é uma banda por aí e além (expressão engraçada: "por aí e além") mas gosto desta música, principalmente quando começa a correr.

Perdoar?

"Não se apresse em perdoar. A misericórdia também corrompe."

(Nelson Rodrigues)

26/03/2008

Mudança de paradigma - A evolução do beijo

Ao longo dos tempos o homem foi evoluindo num sentido absolutamente superior à mulher. As actividades a que se dedicavam, as suas diferenças sexuais congénitas acentuaram uma situação que terá atingido o seu limite no século XIX. O homem caçador-recolector, a mulher mãe e dona-de-casa, foram ao longo dos séculos os mastros da maior parte das sociedades. A própria forma de agir e pensar estava compartimentada há muito e definiu biologicamente diferenças que se cristalizaram ao longo de todo esse tempo. Isto são factos. Mas a partir daí, desse século XIX, algumas mudanças começaram a inverter o sentido dessa caminhada e hoje, apenas um século e uns pozinhos depois (por oposição a uma situação que demorara dezenas de séculos a atingir-se), começou a desenvolver-se um novo paradigma, um que ameaça agora as sociedades dominadas pelos homens, mais propriamente os homens que nelas se inserem.
O grito do Ipiranga dado pelas feministas nos fins do século XIX, e que perdura ainda, pode ter começado com a defesa de uma igualdade entre géneros, mas basta olhar para o que se passa no mundo actual para ver que o que está a acontecer, mesmo que ninguém o pretenda de forma consciente, é a substituição de domínio! Ou seja, é clara a minha convicção de que as sociedades dominadas pelo homem não estão a caminhar para uma igualdade entre os géneros, mas sim para a substituição do domínio dos homens pelo domínio das mulheres.
As mulheres são de forma generalizada melhores do que os homens na maioria das actividades humanas e se houve algum domínio masculino isso deve-se ao papel que o homem desempenhou como garante da subsistência da família, mas esse papel, num nível cosmológico, durará pouquíssimo mais, chegando a um ponto em que tal garante não dependerá da força física, o que leva o homem a tornar-se cada vez mais obsoleto. Basta olharmos para a fisiologia das mulheres para vermos que o cérebro delas está melhor preparado do que o nosso para pensar. Sim, o cérebro da mulher é mais eficaz para raciocinar, porque, simplesmente, as ligações entre os dois hemisférios são mais eficazes na mulher do que no homem. São diferenças que foram desenvolvidas ao longo da evolução, mas que, em última análise, melhoraram muito mais as mulheres do que os homens. Isto também é um facto. Os resultados estão aí: mais de 60% dos universitários de todo o Mundo são do sexo feminino.
As mulheres, à custa de muito trabalho da parte delas, conseguiram colocar-se à beira do pódio do mundo, prestes a dominar todas as áreas da vida em sociedade e o que é certo é que não visam apenas a igualdade, e mesmo a brincar vão dizendo que tudo seria melhor se as mulheres mandassem, e esse  domínio aproxima-se inexoravelmente. Se será melhor ou não é impossível dizer, mas que vai acontecer vai. E é fácil constatarmos esta inversão dos papéis, bastando para isso olhar a arte, a montra do sentir da humanidade.  
De facto, a representação das mulheres na arte, seja na música, no cinema, na pintura ou em qualquer outra forma cultural, já não é - nem devia ser - a epítome de uma mulher submissa, mulher sentimento e emoção, a mulher conquistada, arrebatada, enfim, fraca, mas também não é o da mulher como igual, antes tudo o inverso, cabendo agora ao homem o papel deixado vago pela mulher, pois ele já não conquista mas é conquistado, pelo menos mais activamente, na medida em que elas começam a ter um papel preponderante na aproximação.
Um exercício fácil de fazer é traçar uma linha entre o olhar do homem e o da mulher nas cenas de beijos retratadas nas mais variadas formas de arte, como as que ilustram este texto. Fazendo esse exercício vemos que a linha vai passando de um sentido descendente (o homem olha a mulher de cima para baixo) para um certo nivelamento e até uma inversão dessa mesma linha. Isto denotará uma mudança  na imagem social do amor.
Sendo assim, uma vez que já não é o garante da subsistência, o homem aproxima-se inexoravelmente da não existência, do homem que é apenas aceite, o homem objectificado, e que ao contrário da mulher não detém, no seu posto mais fraco, nenhum poder, pois a mulher, mesmo quando se encontrava numa posição inferior no ranking dos géneros, sempre se soube valer de “pérfidos” sistemas para ir aqui e ali dominando algumas áreas da existência humana, estratégia que os homens, por limitações várias e também por estarem ainda numa fase de habituação a esse papel secundário, não conseguem imitar, mostrando-se nitidamente afectados pela sua desvalorização ao mesmo tempo que denotam estranheza na sua situação.
Urge perguntar sobre qual o papel que é esperado dos homens nas sociedades actuais? Que sejam providenciadores, que sejam independentes? Eu acho que ninguém sabe, acho mesmo que as mulheres não conseguirão dizer com certeza absoluta aquilo que querem e esperam de um homem. Ao homem actual restará apenas a solução de ser quase perfeito, de ser cavalheiro, mas respeitar a independência das mulheres, de ser sensível para entender as fraquezas humanas, mas forte para arrebatar paixões, de ser, enfim, aquilo que as mulheres querem que eles sejam a determinada hora, consoante o seu estado de alma, porque de outra forma não conseguem espalhar a sua semente, razão básica pela qual eles se encontram aqui. Vendo bem, essa razão será a única, porque em tudo o resto elas já substituem os homens, perfilhando até algumas das características que mais repudiavam, emulando os seus hábitos e, é claro, as suas consequências.
Recapitulando, se o homem morria mais cedo porque era ele que se expunha aos riscos da caça, da luta, da alimentação desregrada e dos hábitos de vida mais prejudiciais e a mulher subsistia durante mais tempo devido ao seu papel educador das gerações mais novas e à sua poupança nos malefícios da vida, agora já não é assim, havendo uma mitigação nas esperanças médias de vida, as quais, por sua vez, também se inverterão totalmente. Mas é claro que isto demora tempo. Ambos os sexos estão a aprender a lidar com esta nova situação e não é algo que mude de um dia para o outro, mas apenas e só uma tendência que se nota. Provavelmente, será de todo impossível almejar a uma sociedade igualitária, não ao nível dos direitos, mas dos poderes de interacção entre os sexos; a um paradigma de domínio do homem seguir-se-á um paradigma de domínio da mulher, depois do homem, da mulher e assim sucessivamente.
Claro que esta avaliação generalista, que vê os sexos como corporação, carece de absolutismos, até porque qualquer lei social tem de ter em conta as especificidades dos indivíduos, mas há comportamentos sociais universais que facilmente se podem identificar.  Haverá sempre lugar para as excepções nos homens, como também as houve e ainda há para as mulheres. Da mesma forma que ainda existem homens à antiga, também existem mulheres à antiga e para esses a convivência até é facilitada devido à definição pré-estabelecida do papel de cada um, pois como algumas correntes da Sociologia nos dizem (nomeadamente as que decorreram da Escola de Chicago) todas as relações são relações de poder e as relações nas quais a hierarquia de poder está mais bem definida são as que menos conflitos geram. Se isso é bom ou mau é que ninguém sabe.
Convém também salientar que nada do que é dito aqui visa branquear as desigualdades baseadas no género que ainda subsistem, constituindo-se apenas como um exercício pessoal de análise subjectiva de um fenómeno que, verificável ou não, está latente numa sociedade indiscutivelmente mais femininista e por isso também mais feminina. 
Por isso, nós, enquanto homens, não temos de nos preocupar, apenas temos de nos conformar em que nos escolham, em sermos o melhor possível para o papel que nos reserva e se aceitarmos esse papel até seremos bem sucedidos nas relações, com a noção de que caminhamos para uma sociedade pior (no sentido da perda do domínio), mas que ainda tardará. Não é, mais uma vez, uma mudança revolucionária e apenas uns indícios se assumem. Contudo, olhando à volta e também para dentro, já vejo aí muitos homens e mulheres a agirem de acordo com o que aqui está escrito.


(João Freire)

Reaproveitado para o tema de Janeiro de 2011, Preconceito, num desafio da "Fábrica de Letras"

25/03/2008

O dia em que o leopardo se deitou com o babuíno



Uma história de encantar.
Lagadema, um jovem leopardo fêmea, mostra ao mundo o verdadeiro significado de fraternidade e amor.
Uma história de encontro na diferença que convém lembrar.

24/03/2008

Qual a probabilidade?



Vídeo mostrado por Ricardo Freire. Fica o mérito... o pouco :) mérito.

20/03/2008

A curva da felicidade tem a forma de um U

Um estudo envolvendo dois milhões de pessoas em 80 países, incluindo Portugal, constatou um padrão mundial extraordinariamente consistente nos níveis de depressão e felicidade que torna a meia-idade o período mais problemático da vida, noticia a Lusa.
O trabalho, realizado por investigadores da Universidade de Warwick e do Dartmouth College, nos Estados Unidos, com o título «Terá o bem-estar a forma de U no ciclo da vida?», será em breve publicado na revista Social Science e Medicine, a publicação de ciências sociais mais citada em todo o mundo.
Os cientistas constataram que os níveis de felicidade têm a forma curva de um U, com o ponto mais alto no início e final da vida e o mais baixo na meia-idade. Muitos estudos anteriores do decurso da vida sugeriam que o bem-estar psicológico se mantinha relativamente estável e consistente com o avançar da idade.
Com base numa amostra de um milhão de pessoas no Reino Unido, os investigadores concluíram que os picos de depressão são mais prováveis por volta dos 44 anos, tanto nos homens como nas mulheres. Nos Estados Unidos encontraram uma diferença significativa nos dois géneros, com a infelicidade a atingir o pico por volta dos 40 anos na mulheres e dos 50 nos homens.
Num total de 72 países em todos os continentes, o estudo constatou a mesma forma de U nos níveis de felicidade e satisfação com a vida por idade.
Os dois autores, ambos economistas - os professores Andrew Oswald, da Universidade de Warwick, e David Blanchflower, do Dartmouth College - consideram que o efeito da curva em U tem origem no interior dos seres humanos, já que encontraram sinais de depressão no meio da vida em todos os géneros de pessoas, independentemente de terem crianças em casa, de divórcios ou mudanças de emprego ou rendimento.
«Algumas pessoas sofrem mais do que outras, mas os nossos dados indicam que o efeito médio é muito amplo. Acontece tanto a mulheres como a homens, ricos e pobres, com ou sem filhos», afirma Andrew Oswald, citado no site de informações científicas AlphaGalileo. «Ninguém sabe a causa desta consistência», referiu.
«Para a pessoa média no mundo moderno, a saúde mental e a felicidade chegam lentamente, não de repente num único ano», observou.
«Só quando chega à casa dos 50» - acrescentou - «é que a maioria das pessoas deixa de ser susceptível à depressão. Mais tarde, aos 70, mantendo-se fisicamente em forma, as pessoas, em média, podem sentir-se tão felizes e mentalmente sãs como aos 20 anos"».
O estudo analisou informação sobre uma amostra aleatória de 500 mil norte-americanos e europeus ocidentais a partir do Inquérito Social Geral, nos Estados Unidos, e do Eurobarómetro. Os autores analisaram, também, os níveis de saúde mental de 16 mil europeus, os níveis de depressão e ansiedade numa larga amostra de cidadãos britânicos e dados do «World Values Survey», que contém amostras de pessoas de 80 países.

in Portugaldiario

19/03/2008

L' amour

"We come to love not by finding a perfect person, but by learning to see an imperfect person perfectly."

(Sam Keen)

Apanhados à moda do Porto - mais um vídeo!