Review Sheet Answers The Axial Skeleton
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Dcument Of Review Sheet Answers The Axial Skeleton
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09/03/2011
Uma perspectiva diferente
Aquilo somos nós. Ali se encontram todas as pessoas que conhecemos, todos os locais que visitámos e tudo o que aprendemos ao longo do caminho. As memórias de infância, os sorrisos e as lágrimas, os beijos e os pontapés no cú, tudo o que nós somos e sonhamos ser, as nossas crenças e o conhecimento que adquirimos, as virtudes e os defeitos. Ali está a vida, a sua biologia, química e física, a essência e a consciência - algumas vezes inflamada outras vezes oprimida - do que somos, mas sempre essa presença da nossa própria importância que nos enche e nos distancia de tudo e todos os que nos rodeiam, uma força criadora e altamente destruidora, o potencial e a frustração, a arte e a guerra. Dali não saímos. Aquilo também é a nossa alma, o nosso Deus e o céu. Aquele é o nosso tempo. Ali nascemos, ali vivemos e ali inevitavelmente morremos.
(João Freire)
Cinematic Orchestra - To Build a Home
P.S. - Inspirado numa outra perspectiva de Carl Sagan.
15/02/2011
A loucura dos loucos
A loucura de que os loucos falam não é a mesma de que outros falam habitualmente. A loucura de que eles falam nem se fala, propriamente… sente-se. Nós, os que não somos loucos, falamos de uma loucura saudável, que nos influencia, mas não nos controla, mas a loucura não é nada disso. A loucura é um peso que esmaga e atemoriza através de um ruído, uma imagem ou um toque, é uma confusão constante impregnada de medo, um ímpeto descontrolado que nos leva ao nosso pior, é o não saber, não querer e não se importar... é o não sentir, sentindo tudo. É a dor. Só anseia pela loucura quem nunca a experimentou e essa é a nossa loucura.
Right Where It Belongs - Nine Inch Nails
Para o tema de Fevereiro de 2011, Loucura, num desafio da "Fábrica de Letras".
12/02/2011
Mind The (generation) Gap - Uma revolução diferente
Houve um tempo em que o sistema educativo de Portugal funcionava, um tempo em que as crianças aprendiam na escola a identificar os rios todos de Portugal de Norte ao sul, da nascente à foz - contando com os afluentes, claro -, assim como os nomes das províncias de aquém e de além-mar e sabiam a tabuada de trás para a frente e de frente para trás, de cor e salteado.
Uma quarta classe bem tirada nesse tempo equivaleria hoje a uma licenciatura.
Era um país melhor, num tempo melhor, com gente melhor lá dentro, com trabalho, saúde e dinheiro.
Tretas!
Foi nessa altura que nascemos.
Esse mundo era o nosso país, orgulhosamente fechado, onde tudo era produzido e tudo era consumido, onde todos os que arranjavam trabalho, de aprendizes a mestres, garantiam um emprego para a vida, com direitos e regalias, uma família, um carro e uma casa.
Com a liberdade, um estado social ao nível dos melhores, e Portugal na bolina rumo ao desenvolvimento.
Tínhamos tudo à mão de semear, uma mão beijada, sem trabalho nem esforço e tudo graças a essas gerações que tinham combatido lá fora e cá dentro por nós, seus filhos e netos, e pela liberdade e prosperidade de Portugal. E nós, esses mesmos filhos e netos, não lhes dávamos o devido valor. Não sabíamos nada, diziam. Crescemos em Portugal com esse estigma, mas apenas estávamos desinteressados. Estudámos até tarde sem nos preocuparmos em ter um trabalho aos 20 e uma família constituída aos 30, ouvíamos música e saíamos à noite com os amigos, a geração dos doutores e engenheiros que não sabia o que era a vida real.
Entretanto o mundo real transformava-se e Portugal acompanhava essa transformação. A adesão à CEE, os fundos europeus, a moeda única, o mercado global, um castelo de cartas apoiado em nada que viria a desmoronar-se.
A geração que conquistara tanta coisa perdera tudo. A escola que os ensinara tão bem não os preparara para este novo mundo para lá de Vilar-Formoso, cheio de tecnologia e informação, o trabalho que tanto cultivaram era deslocado para um país longínquo e a vida que planearam desde a infância fugia-lhes debaixo dos pés para nunca mais voltar.
Os jovens por outro lado habituavam-se facilmente a este novo mundo de telemóveis, Internet e recibos verdes (a precariedade sempre fizera parte da vida profissional deles). Os novos trabalhos pareciam feitos à medida deles.
Uma geração de Doutores e Engenheiros a trabalhar no atendimento ao cliente, a servir mesas, a distribuir panfletos nas caixas de correio, a vender de porta-a-porta, até a trabalhar na agricultura! E sempre a precariedade.
Os mais velhos, incapazes de lutar neste novo mundo que lhes fugiu ao controlo, demasiado velhos para trabalhar e ainda longe da idade da reforma, olham agora para os seus direitos adquiridos com alívio, reformando-se mais cedo, afundando ainda mais o sistema que conduziram desde o seu apogeu à falência, à custa de uma geração cheia de deveres mas que nunca terá os mesmos direitos.
Mas há uma revolução que se avizinha. Não será a revolução de golpe-de-estado que vemos anunciada a cada dia quando sobe a gasolina ou se instalam os pórticos nas SCUT, mas uma mais importante, uma revolução moral, apolítica, assente em valores filosóficos e não económicos.
Nunca perceberam que o nosso desinteresse era condescendente.
E será esta geração, a geração que vos serve às mesas, atende os telefones e lhes vende o pacote de TV, telefone e Internet a protagonizar essa revolução, fazendo o seu trabalho, o melhor que sabe, mostrando-se preparada para fazer qualquer coisa, em qualquer lugar, em qualquer condição, ocupando passo-a-passo os lugares de poder de um mundo que já não é o país, um mundo tecnológico, interligado, que exige os mais variados conhecimentos, um mundo no qual a tabuada terá pouca importância e a nascente do rio Mondego não terá nenhuma… e fá-lo-emos muito melhor, a recibos verdes, se for preciso, para lhes pagarmos as reformas.
(João Freire)
Revolution - Jim Sturgess
Uma quarta classe bem tirada nesse tempo equivaleria hoje a uma licenciatura.
Era um país melhor, num tempo melhor, com gente melhor lá dentro, com trabalho, saúde e dinheiro.
Tretas!
Foi nessa altura que nascemos.
Esse mundo era o nosso país, orgulhosamente fechado, onde tudo era produzido e tudo era consumido, onde todos os que arranjavam trabalho, de aprendizes a mestres, garantiam um emprego para a vida, com direitos e regalias, uma família, um carro e uma casa.
Com a liberdade, um estado social ao nível dos melhores, e Portugal na bolina rumo ao desenvolvimento.
Tínhamos tudo à mão de semear, uma mão beijada, sem trabalho nem esforço e tudo graças a essas gerações que tinham combatido lá fora e cá dentro por nós, seus filhos e netos, e pela liberdade e prosperidade de Portugal. E nós, esses mesmos filhos e netos, não lhes dávamos o devido valor. Não sabíamos nada, diziam. Crescemos em Portugal com esse estigma, mas apenas estávamos desinteressados. Estudámos até tarde sem nos preocuparmos em ter um trabalho aos 20 e uma família constituída aos 30, ouvíamos música e saíamos à noite com os amigos, a geração dos doutores e engenheiros que não sabia o que era a vida real.
Entretanto o mundo real transformava-se e Portugal acompanhava essa transformação. A adesão à CEE, os fundos europeus, a moeda única, o mercado global, um castelo de cartas apoiado em nada que viria a desmoronar-se.
A geração que conquistara tanta coisa perdera tudo. A escola que os ensinara tão bem não os preparara para este novo mundo para lá de Vilar-Formoso, cheio de tecnologia e informação, o trabalho que tanto cultivaram era deslocado para um país longínquo e a vida que planearam desde a infância fugia-lhes debaixo dos pés para nunca mais voltar.
Os jovens por outro lado habituavam-se facilmente a este novo mundo de telemóveis, Internet e recibos verdes (a precariedade sempre fizera parte da vida profissional deles). Os novos trabalhos pareciam feitos à medida deles.
Uma geração de Doutores e Engenheiros a trabalhar no atendimento ao cliente, a servir mesas, a distribuir panfletos nas caixas de correio, a vender de porta-a-porta, até a trabalhar na agricultura! E sempre a precariedade.
Os mais velhos, incapazes de lutar neste novo mundo que lhes fugiu ao controlo, demasiado velhos para trabalhar e ainda longe da idade da reforma, olham agora para os seus direitos adquiridos com alívio, reformando-se mais cedo, afundando ainda mais o sistema que conduziram desde o seu apogeu à falência, à custa de uma geração cheia de deveres mas que nunca terá os mesmos direitos.
Mas há uma revolução que se avizinha. Não será a revolução de golpe-de-estado que vemos anunciada a cada dia quando sobe a gasolina ou se instalam os pórticos nas SCUT, mas uma mais importante, uma revolução moral, apolítica, assente em valores filosóficos e não económicos.
Nunca perceberam que o nosso desinteresse era condescendente.
E será esta geração, a geração que vos serve às mesas, atende os telefones e lhes vende o pacote de TV, telefone e Internet a protagonizar essa revolução, fazendo o seu trabalho, o melhor que sabe, mostrando-se preparada para fazer qualquer coisa, em qualquer lugar, em qualquer condição, ocupando passo-a-passo os lugares de poder de um mundo que já não é o país, um mundo tecnológico, interligado, que exige os mais variados conhecimentos, um mundo no qual a tabuada terá pouca importância e a nascente do rio Mondego não terá nenhuma… e fá-lo-emos muito melhor, a recibos verdes, se for preciso, para lhes pagarmos as reformas.
(João Freire)
Revolution - Jim Sturgess
06/01/2011
Da Estupidez
"Todos nós somos, por vezes, estúpidos; por vezes também, somos constrangidos a agir cegamente ou semi-cegamente, de outra forma o mundo pararia; e se alguém retirasse dos perigos da estupidez esta regra: "Abstém-te de julgar e de decidir cada vez que te faltam informações", ficaríamos imobilizados! Mas essa situação hoje muito generalizada, recorda outra que conhecemos há muito, no domínio intelectual. Com efeito, como o nosso saber e o nosso poder são limitados, estamos reduzidos, em todas as ciências, a enunciar juízos prematuros; mas desde que estejamos atentos, como nos ensinaram, para manter este defeito em certos limites e corrigindo-o logo que possível, isso restitui ao nosso trabalho uma certa exactidão."
Para o tema de Janeiro de 2011, Preconceito, num desafio da "Fábrica de Letras".
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sociedade
21/12/2010
A melhor canção de Natal de sempre ou apenas uma das melhores canções de sempre
Em 2000, após ter participado num programa de rádio para a BBC em Cuba, Kirsty MacColl tirou uns dias de férias em Cozumel, no México, com os seus filhos e o seu companheiro, o músico James Knight. No dia 18 de dezembro ela e seus filhos, juntamente com um veterano de mergulho de seu nome Ivan Diaz, foram fazer mergulho numa área reservada na qual todas as embarcações estavam impedidas de entrar. Num desses mergulhos, quando o grupo regressava à superfície, um barco a motor entrou na área restrita a grande velocidade. MacColl viu o barco antes dos seus filhos e nadou na direcção de um deles, Jamie, que estava no caminho do barco, empurrando-o a tempo de o salvar, sofrendo ferimentos menores na cabeça e lesões das costelas. Kirsty, no entanto, foi atingida pelo barco e morreu instantaneamente.
O barco envolvido no acidente era propriedade do milionário mexicano Guillermo González Nova, dono de uma companhia de hipermercados, que estava a bordo com vários membros de sua família. Um empregado de González Nova, José Cen Yam, alegou ter sido ele o condutor do barco no momento em que ocorreu o acidente, mas vários relatórios publicados incluíram relatos de testemunhas que afirmaram que Cen Yam não estava nos comandos do barco, indicando também que o barco seguia a uma velocidade mais rápida que a velocidade de um nó que Guillermo González Nova havia afirmado. Cen Yam foi considerado culpado de homicídio e foi condenado a 2 anos e 10 meses de prisão. No entanto, ele foi autorizado pela lei mexicana a pagar uma multa de 1.034 pesos (cerca de 63€) em vez de cumprir a pena de prisão. Ele também foi condenado a pagar cerca de 2150 dólares em indemnização à família MacColl, uma quantia baseada em seu salário. Os relatórios publicados incluíram depoimentos de pessoas que falaram com Cen Yam após o acidente e que alegam que Cen Yam terá recebido dinheiro para assumir a culpa pelo incidente.
Ninguém conhecerá kirsty MacCol para além da sua participação naquela que é considerada por muita gente (eu, por exemplo) a melhor música de Natal (e de bebedeiras) de sempre. Também pode ser simplesmente uma das melhores músicas de sempre.
Kirsty MacCol era uma pessoa normal que se viu perante uma situação extraordinária. Correspondeu da melhor forma, foi uma heroína, poucos fariam o que ela fez, mesmo pelos filhos e numa altura em que passam dez anos sobre os acontecimentos trágicos da sua morte não é demais recordar que ainda não foi feita justiça, assim como será importante recordá-la pelo que fez e pelo que perdemos. Boas Festas!
The Pogues and kirsty MacColl - Fairytale of New York
Nota: A informação presente neste texto foi retirada do artigo da Kirsty MacCol, na Wikipédia
O barco envolvido no acidente era propriedade do milionário mexicano Guillermo González Nova, dono de uma companhia de hipermercados, que estava a bordo com vários membros de sua família. Um empregado de González Nova, José Cen Yam, alegou ter sido ele o condutor do barco no momento em que ocorreu o acidente, mas vários relatórios publicados incluíram relatos de testemunhas que afirmaram que Cen Yam não estava nos comandos do barco, indicando também que o barco seguia a uma velocidade mais rápida que a velocidade de um nó que Guillermo González Nova havia afirmado. Cen Yam foi considerado culpado de homicídio e foi condenado a 2 anos e 10 meses de prisão. No entanto, ele foi autorizado pela lei mexicana a pagar uma multa de 1.034 pesos (cerca de 63€) em vez de cumprir a pena de prisão. Ele também foi condenado a pagar cerca de 2150 dólares em indemnização à família MacColl, uma quantia baseada em seu salário. Os relatórios publicados incluíram depoimentos de pessoas que falaram com Cen Yam após o acidente e que alegam que Cen Yam terá recebido dinheiro para assumir a culpa pelo incidente.
Ninguém conhecerá kirsty MacCol para além da sua participação naquela que é considerada por muita gente (eu, por exemplo) a melhor música de Natal (e de bebedeiras) de sempre. Também pode ser simplesmente uma das melhores músicas de sempre.
Kirsty MacCol era uma pessoa normal que se viu perante uma situação extraordinária. Correspondeu da melhor forma, foi uma heroína, poucos fariam o que ela fez, mesmo pelos filhos e numa altura em que passam dez anos sobre os acontecimentos trágicos da sua morte não é demais recordar que ainda não foi feita justiça, assim como será importante recordá-la pelo que fez e pelo que perdemos. Boas Festas!
The Pogues and kirsty MacColl - Fairytale of New York
Nota: A informação presente neste texto foi retirada do artigo da Kirsty MacCol, na Wikipédia
19/12/2010
Não se lamenta o sexo que não se pode ter
Com o advento dos trinta anos acabou um sonho. Não será muito correcto chamar-lhe um sonho, talvez chamar-lhe um objectivo seja mais adequado ou algo que gostava de experimentar fazer, digamos, sem saber no entanto se gostaria ou não de o fazer, porque só temos a certeza se gostamos depois de experimentarmos... Não interessa! Chamemos-lhe um sonho para simplificar! O que interessa é que está posto de parte. E apesar de tudo custou. Não é a primeira vez que um sonho é posto de parte, afinal eu também queria ser jogador de futebol como todas as crianças, mas nos sonhos, tal como no sexo, não lamentamos as possibilidades que nos passaram ao longe, essas são tão distantes que mal pensamos nelas, lamentamos sim as possibilidades que nos passaram mesmo ao lado e as quais pudemos saborear ao ponto de quase sabermos como seria se as realizássemos. Voltando ao sexo, não lamentamos o que não pudemos ter com a Scarlett Johansson, lamentamos sim o sexo que não tivemos com a empregada do café da esquina que um dia nos sorriu e piscou o olho e que, no máximo, tem uma boca que faz lembrar a Scarlett Johansson.
(João Freire)
Faith No More - Midlife Crisis
Para o tema de Dezembro de 2010 sobre Objectos, pessoas, sítios e acontecimentos, num desafio da "Fábrica de Letras".
(João Freire)
Faith No More - Midlife Crisis
Para o tema de Dezembro de 2010 sobre Objectos, pessoas, sítios e acontecimentos, num desafio da "Fábrica de Letras".
05/12/2010
Momentos de 30 anos - O 11 de Setembro
Leonard Slatkin e a orquestra da BBC no diz 15 de Setembro de 2001, com imagens do 11 de Setembro, apresentam a obra 11 de Samuel barber, Adágio para cordas.
Para o tema de Dezembro de 2010 sobre Objectos, pessoas, sítios e acontecimentos, num desafio da "Fábrica de Letras".
24/11/2010
A ninguém lhes parecem os seus defeitos demasiado graves, especialmente o defeito de não considerarem os seus defeitos demasiado graves.
Sou uma pessoa detestável.
Não sei se quero ter filhos. Tenho a certeza de que não quero animais de estimação. Chegam, conquistam o nosso carinho, desprezam-nos, morrem… ou morremos nós! Amor desperdiçado.
Tenho alguma inveja de quem tem sorte na vida. Pode ser inveja do carro, do dinheiro… mesmo que seja dos meus amigos… Se calhar, principalmente quando são os meus amigos - é fácil deixar-mo-nos levar pela inveja.
Gosto que o meu trabalho seja reconhecido. Da mesma forma, também o meu altruísmo e carácter filantropo devem ser referenciados abundantemente pelos beneficiários e espectadores. Eu sou daqueles que gosta de deixar passar as pessoas nas passadeiras e se sente bem por isso. Convém que agradeçam com um gesto, um acenar, ou um obrigado gesticulado. Não o fazendo, são umas bestas ingratas.
Sou preconceituoso na medida em que acho que alguns preconceitos têm razão de ser, como por exemplo as capacidades automobilísticas das mulheres.
Sou orgulhoso, como aqueles que apontam os seus defeitos em forma de elogio, mas também sou teimoso, arrogante e vingativo. "Não sou vingativo, mas quem mas faz paga-mas".
Gosto de corrigir as pessoas e quando me engano… Nunca me engano!
Gosto de discutir. Alimento-me de discussões e recorro ao passado para as ganhar. Normalmente ganho-as, não sei se por mérito intelectual ou cansaço do adversário, o que faz com que também seja chato.
Sou parvo nas brincadeiras, roçando não poucas vezes o mau gosto.
Cometo erros atrás de erros e quando finalmente os corrijo (ou tento) não tardo nem hesito em voltar a cometê-los.
E sou do Benfica.
(João Freire)
Radiohead - Creep
Stone Temple Pilots - Creep
Beck - Loser
Para o tema "Transparência" num desafio da "Fábrica de Letras".
*O título do post remete para uma citação de Carlos Marzal, um poeta espanhol
Não sei se quero ter filhos. Tenho a certeza de que não quero animais de estimação. Chegam, conquistam o nosso carinho, desprezam-nos, morrem… ou morremos nós! Amor desperdiçado.
Tenho alguma inveja de quem tem sorte na vida. Pode ser inveja do carro, do dinheiro… mesmo que seja dos meus amigos… Se calhar, principalmente quando são os meus amigos - é fácil deixar-mo-nos levar pela inveja.
Gosto que o meu trabalho seja reconhecido. Da mesma forma, também o meu altruísmo e carácter filantropo devem ser referenciados abundantemente pelos beneficiários e espectadores. Eu sou daqueles que gosta de deixar passar as pessoas nas passadeiras e se sente bem por isso. Convém que agradeçam com um gesto, um acenar, ou um obrigado gesticulado. Não o fazendo, são umas bestas ingratas.
Sou preconceituoso na medida em que acho que alguns preconceitos têm razão de ser, como por exemplo as capacidades automobilísticas das mulheres.
Sou orgulhoso, como aqueles que apontam os seus defeitos em forma de elogio, mas também sou teimoso, arrogante e vingativo. "Não sou vingativo, mas quem mas faz paga-mas".
Gosto de corrigir as pessoas e quando me engano… Nunca me engano!
Gosto de discutir. Alimento-me de discussões e recorro ao passado para as ganhar. Normalmente ganho-as, não sei se por mérito intelectual ou cansaço do adversário, o que faz com que também seja chato.
Sou parvo nas brincadeiras, roçando não poucas vezes o mau gosto.
Cometo erros atrás de erros e quando finalmente os corrijo (ou tento) não tardo nem hesito em voltar a cometê-los.
E sou do Benfica.
(João Freire)
Radiohead - Creep
Stone Temple Pilots - Creep
Beck - Loser
Para o tema "Transparência" num desafio da "Fábrica de Letras".
*O título do post remete para uma citação de Carlos Marzal, um poeta espanhol
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14/11/2010
As pessoas más
Gosto de pessoas más, do avô que puxa o cabelo do neto, do tio que dá um pontapé no rabo de um sobrinho, da irmã mais velha que goza com o choro do mano. São gestos envergonhados de amor.
Gosto de pessoas más que entram nas discussões sem ter medo do caminho que podem levar, gosto de pessoas que discutem sem paternalismo com crianças, velhos, doentes ou pessoas pouco inteligentes. Isso é igualdade e respeito.
Gosto de pessoas más que dizem obrigado, bom dia e com licença, mas que se recusam a falar da chuva, da crise ou da vizinha. São pessoas que dão valor às palavras.
Gosto de pessoas más que magoam sem querer e agem como se nada se passasse. Inocência.
Gosto de pessoas más, de pessoas com má-cara que são sempre do contra, pessoas que dizem aos amigos o que eles têm de ouvir e não o que eles querem e esperam ouvir, pessoas que ajudam e apoiam, mas que deixam cair e esperam que os outros se levantem sozinhos sem dizer nunca eu bem te avisei.
Gosto de pessoas más… gosto de tudo nas pessoas más. Acho-lhes piada. Só não gosto quando são más.
(João Freire)
Lovage - Book Of The Month
Gosto de pessoas más que entram nas discussões sem ter medo do caminho que podem levar, gosto de pessoas que discutem sem paternalismo com crianças, velhos, doentes ou pessoas pouco inteligentes. Isso é igualdade e respeito.
Gosto de pessoas más que dizem obrigado, bom dia e com licença, mas que se recusam a falar da chuva, da crise ou da vizinha. São pessoas que dão valor às palavras.
Gosto de pessoas más que magoam sem querer e agem como se nada se passasse. Inocência.
Gosto de pessoas más, de pessoas com má-cara que são sempre do contra, pessoas que dizem aos amigos o que eles têm de ouvir e não o que eles querem e esperam ouvir, pessoas que ajudam e apoiam, mas que deixam cair e esperam que os outros se levantem sozinhos sem dizer nunca eu bem te avisei.
Gosto de pessoas más… gosto de tudo nas pessoas más. Acho-lhes piada. Só não gosto quando são más.
(João Freire)
Lovage - Book Of The Month
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10/11/2010
21/10/2010
22/09/2010
I had a parrot. The parrot talked, but it did not say "I'm hungry," so it died*
"Chegou o fim, adeus, gostei muito, a vida é mesmo assim, até à próxima... Adeus!”
Assim.
Muitos fins anunciados se têm visto por aí.
Ainda que num mundo em crise, nunca houve um tempo em que a fartura e facilidade desempenhassem um papel tão presente e importante na nossa vida. A facilidade com que conhecemos e contactamos pessoas, algumas a milhares de quilómetros de distância, e lhes mostramos o que fazemos e gostamos é apenas comparável à forma como tudo isso pode desaparecer.
Decidir o fim de algo não é fácil. O fim exige muita coragem, mas exige acima de tudo certezas. Aprecio quem tem a coragem de anunciar o fim, mas questiono as suas certezas.
Não gosto de fins. Os fins afastam-nos.
Uma amiga, a Ana, sempre que nos despedíamos e lhe dizia adeus, pedia-me que não lhe dissesse essa palavra, que era “muito definitiva”, dizia ela.
Compreendo-a bem.
Ninguém sabe o que o futuro reserva, talvez até nos reserve o fim, mas não precisamos de estar a anunciá-lo.
Tudo morre da mesma forma: de velhice, de exaustão, de doença, de fome, de acidente... no esquecimento, numa ligeira brisa, deixando os seus restos mortais para quem melhor os aproveitar. Isto é verdade para a vida como é verdade para um blogue.
(João Freire)
Archive - Waste
Archive - Again
*Citação de Mitch Hedberg
Assim.
Muitos fins anunciados se têm visto por aí.
Ainda que num mundo em crise, nunca houve um tempo em que a fartura e facilidade desempenhassem um papel tão presente e importante na nossa vida. A facilidade com que conhecemos e contactamos pessoas, algumas a milhares de quilómetros de distância, e lhes mostramos o que fazemos e gostamos é apenas comparável à forma como tudo isso pode desaparecer.
Decidir o fim de algo não é fácil. O fim exige muita coragem, mas exige acima de tudo certezas. Aprecio quem tem a coragem de anunciar o fim, mas questiono as suas certezas.
Não gosto de fins. Os fins afastam-nos.
Uma amiga, a Ana, sempre que nos despedíamos e lhe dizia adeus, pedia-me que não lhe dissesse essa palavra, que era “muito definitiva”, dizia ela.
Compreendo-a bem.
Ninguém sabe o que o futuro reserva, talvez até nos reserve o fim, mas não precisamos de estar a anunciá-lo.
Tudo morre da mesma forma: de velhice, de exaustão, de doença, de fome, de acidente... no esquecimento, numa ligeira brisa, deixando os seus restos mortais para quem melhor os aproveitar. Isto é verdade para a vida como é verdade para um blogue.
(João Freire)
Archive - Waste
Archive - Again
*Citação de Mitch Hedberg
16/09/2010
*
Nada. As paredes preenchidas de memórias do quarto branco não me dizem nada. Olho pela janela, insistindo na procura e sempre o nada. Tinha pensado começar com “um perfume barato”, mas nada o segue. Talvez um “vento fresco de fim de verão a entrar pela janela” mas sempre o doce toque do nada...
A culpa será minha.
Desisto de tentar, imaginando histórias que ninguém vai contar: histórias tristes de pessoas normais com sonhos que nunca perseguiram… heróis banais que seguiram perfumes baratos e acabaram com um vento fresco de fim de verão a entrar pela janela acariciando-lhes a pele num sussurro... trazendo o nada.
(João Freire)
Alice Mudgarden - Right Turn
The Cure - Lullabye
Mazzy Star - Fade Into you
*
A culpa será minha.
Desisto de tentar, imaginando histórias que ninguém vai contar: histórias tristes de pessoas normais com sonhos que nunca perseguiram… heróis banais que seguiram perfumes baratos e acabaram com um vento fresco de fim de verão a entrar pela janela acariciando-lhes a pele num sussurro... trazendo o nada.
(João Freire)
Alice Mudgarden - Right Turn
The Cure - Lullabye
Mazzy Star - Fade Into you
*
26/08/2010
Dave Matthews Band - Funny The Way It Is
"Funny the way it is, if you think about it
One kid walks 10 miles to school, another's dropping out
Funny the way it is, not right or wrong
On a soldier's last breath his baby's being born
Funny the way it is, nor right or wrong
Somebody's broken heart becomes your favorite song
Funny the way it is, if you think about it"
08/08/2010
Have you got it yet
Um dia, Syd Barret, excêntrico vocalista dos Pink Floyd com um historial de consumo de drogas e problemas mentais, juntou os seus amigos e colegas de banda num estúdio onde gravavam um álbum para lhes mostrar uma canção na qual andava a trabalhar. David Gilmour, que entrara recentemente na banda, e Roger Waters, tentariam acompanhá-lo. Barret começou por tocar algo aparentemente normal, começando depois a variar a melodia à medida que os outros a tentavam apreender. Ao mesmo tempo que ia tocando de improviso, numa longa sequência de acordes incoerentes, perguntava aos outros: “Have you got it, yet?" (algo como “já perceberam?”), ao que os outros, incapazes de seguir a melodia, respondiam: “no, no”, o que constituiria o refrão. A cena prolongou-se até que Roger Waters, apercebendo-se que aquilo não iria dar em nada, pôs o baixo no chão e saiu da sala de ensaios nunca mais tendo tocado com Syd barret, o qual, após a deterioração do seu estado mental, acabaria mesmo por deixar a banda.
Também a vida é como esta canção de Syd Barrett: toda a gente à procura de um sentido, toda a gente a tentar seguir os acordes, mas a vida a gozar connosco e a mudar as regras à medida que vamos andando, não porque queira, mas porque não tem sentido.
(João Freire)
Pink Floyd - Time
Também a vida é como esta canção de Syd Barrett: toda a gente à procura de um sentido, toda a gente a tentar seguir os acordes, mas a vida a gozar connosco e a mudar as regras à medida que vamos andando, não porque queira, mas porque não tem sentido.
(João Freire)
Pink Floyd - Time
20/07/2010
Gabriel
Gabriel o Pensador - Até quando?
Gabriel o pensador - Cachimbo da Paz
Gabriel o Pensador - Se liga aí
08/07/2010
Amanhã por esta hora em Lisboa... Alice In Chains
Cena (de engate) do filme Singles, com It ain't like that e Would, dos Alice in Chains (ainda com o Layne Staley na formação) em pano de fundo.
03/07/2010
As bestas do costume
Toda a gente sabia que Portugal não ia longe neste mundial, porque toda a gente sabia que Cristiano Ronaldo ia jogar mal neste Mundial e que o seleccionador nunca teria coragem de o substituir; toda a gente sabia que Maradona não servia a esta Argentina e que, por isso, nunca chegariam à final, até porque o Messi, que não é tão promíscuo e exuberante como o nosso Ronaldo, também já não é grande coisa nestas coisas de jogar à bola! E também toda a gente sabia que Federer não conseguiria vencer novamente Wimbledon, muitos adivinharam que nem sequer chegaria à final, porque já sabiam que ele deixou de ser o melhor do Mundo há muito. Todos fizeram as apostas certas, na Holanda, na Alemanha, em Nadal! Na vida, como no desporto, queremos estar sempre ao lado dos vencedores e esquecemos facilmente que os vencidos de hoje foram os vencedores de ontem e que os vencedores de hoje também serão vencidos. De bestas a bestiais e vice-versa, não por sermos portugueses, como é hábito dizer-se, mas por sermos nós também... bestas.
(João Freire)
Beck - Loser
Beck - Loser
15/06/2010
O moralista
Conheço muita gente com princípios.
Princípios morais, princípios políticos, princípios profissionais, princípios religiosos, princípios sociais, até princípios amorosos! Princípios.
Conheço muita gente com princípios, mas pouca gente com fins.
(João Freire)
Ornatos Violeta - Homens de Princípios
Princípios morais, princípios políticos, princípios profissionais, princípios religiosos, princípios sociais, até princípios amorosos! Princípios.
Conheço muita gente com princípios, mas pouca gente com fins.
(João Freire)
Ornatos Violeta - Homens de Princípios
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música,
sociedade,
textos soltos
31/05/2010
Nine Inch Nails - Wish
This is the first day of my last days
I built it up now i take it apart climbed up real high now fall down real far.
No need for me to stay the last thing left i just threw it away
I put my faith in god and my trust in you
Now there's nothing more fucked up i could do
Wish there was something real wish there was something true
Wish there was something real in this world full of you
I'm the one without a soul i'm the one with this big fucking hole
No new tale to tell twenty-six years on my way to hell
Gotta listen to your big time hard line bad luck fist fuck
Don't think you're having all the fun
You know me i hate everyone
Wish there was something real wish there was something true
Wish there was something real in this world full of you
Em cima está a versão original, mas também é bem ver a versão de Woodstock (onde estava tudo fºd§d@ com a lama) e a cover dos LP, para a geração que chama "Esquadrão Classe A" aos "Soldados da Fortuna".
I built it up now i take it apart climbed up real high now fall down real far.
No need for me to stay the last thing left i just threw it away
I put my faith in god and my trust in you
Now there's nothing more fucked up i could do
Wish there was something real wish there was something true
Wish there was something real in this world full of you
I'm the one without a soul i'm the one with this big fucking hole
No new tale to tell twenty-six years on my way to hell
Gotta listen to your big time hard line bad luck fist fuck
Don't think you're having all the fun
You know me i hate everyone
Wish there was something real wish there was something true
Wish there was something real in this world full of you
Em cima está a versão original, mas também é bem ver a versão de Woodstock (onde estava tudo fºd§d@ com a lama) e a cover dos LP, para a geração que chama "Esquadrão Classe A" aos "Soldados da Fortuna".
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