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09/09/2008

Roger Federer - Fed Express

Há quem diga que já deu o que tinha a dar, que este ano, o de 2008, foi o ano da sucessão. Mas vejamos bem o que se passou: No princípio do ano, Roger Federer, vítima de uma doença infecciosa desgastante, conseguiu chegar às meias-finais do Open da Austrália, perdendo com o que seria o vencedor do torneio (Novak Djokovic). Depois, ao longo do ano, entre derrotas e vitórias, como a do Estoril Open, que apareceram durante o período de restabelecimento da doença, Federer chegou à final de Roland Garros, que perdeu frente a Rafael Nadal, de Wimbledon, que perdeu também para Nadal, ganhou uma medalha de ouro em pares (com Stanislas Wawrinka) nos Jogos Olímpicos e, hoje, venceu de forma categórica o Open dos Estados Unidos frente a Andy Murray. No balanço, uma vitória num torneio do Grand Slam, uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, duas finais em torneios de grand Slam, mais uma meia-final num torneio do Grand Slam, entre vitórias em torneios de menor envergadura ao longo do ano. Nada mau para quem está em declínio. Roger Federer é o maior e será o maior durante muito tempo. Em portugal reconhecemos isto, não só pela capacidade que temos de apreciar o desporto mundial, mas porque também não gostamos muito dos espanhóis (complexo anti-colonialista). Rafael Nadal é uma força da natureza e um excepcional tenista, mas não chega perto da genialidade do ténis completo de Federer. Djokovic é um bom jogador e também é engraçado, fazendo as suas imitações e patetices, mas está longe de conseguir competir com Federer. Federer até pode ser ultrapassado… eventualmente, mas ficará para sempre como o melhor. Entretanto, ainda há muito Federer para ver, muitos troféus para ganhar e muitos recordes para bater, principalmente o dos 14 Grand Slams de Pete Sampras e a vitória em Roland Garros que teima em fugir-lhe. Com a vitória de ouro nos jogos olímpicos, Federer ganhou uma confiança renovada, um prazer pelo desporto que já não sentia há muito e que só agora, com o advento do furacão Nadal e a perda do número 1, parece reconquistar. No futuro que já começou com esta vitória, resta-nos apreciar a dança, o bailado com que se move no court, a eficácia da esquerda a duas mãos, a força da direita, a inteligência da sua táctica e a classe com que mistura tudo num jogo de ténis.

Algumas jogadas fantásticas de Federer
:


Allez Roger.

18/08/2008

Lindo!

11/08/2008

Estafeta de 4*100 livres nos Jogos Olímpicos de Pequim



Para ver este vídeo, se ainda não o retiraram (retiraram, mas eu voltei a pôr)do youtube, como costumam fazer, é preciso ter em conta algumas coisas: Nesta estafeta participa um dos melhores nadadores de sempre Michael Phelps (eu gostava mais do Thorpe, mas pronto, desistiu da natação), participa também, mas pela Austrália, um recordista mundial, de nome Eamon Sullivan e ainda um francês chamado Alain Bernard, que detém vários recordes Mundiais e que dias antes da final de estafeta disse que a selecção francesa iria esmagar os Estados Unidos (importa referir que os franceses disseram isto na sequência do convencimento dos americanos em apontarem Phelps como o provável vencedor de 8 medalhas olímpicas nestes Jogos de 2008). Ameaças atrás de ameaças, recordes alternados entre os três (principalmente entre o francês e o australiano porque Phelps habitualmente nada distâncias mais longas), esta final traduziu-se - no primeiro turno onde corria Phelps -, num recorde absoluto dos cem metros, ou seja, o Australiano Eamon Sullivan fez numa estafeta o que atletas especializados na distância não conseguiram! Depois veio o poderio francês, que se prolongou até aos últimos quinze metros, e por fim, numa ultrapassagem milagrosa de um quase desconhecido americano (Jason Lezak) ao francês Alain Bernard, a vitória americana que possibilitou a manutenção do sonho de Phelps - conquistar as oito medalhas nos mesmos Jogos Olímpicos. Ah! por último, ressalvar que as primeiras cinco equipas a cortar a meta bateram o anterior recorde mundial! É obra e foi uma das melhores finais de sempre. Pena não poder ter visto em directo.

20/06/2008

P R E V I S Í V E L




como seria de esperar, hoje toda a gente fala de futebol, mesmo aqueles que não sabem o nome dos jogadores, opinam e alvitram sobre o jogo de ontem entre Portugal e Alemanha, em Basileia na Suíça. eu não gosto de futebol. acompanho alguns jogos da selecção por puro desporto, o que até é irónico, porque o que gosto realmente é de estar acompanhada com os amigos, ver-lhes as reacções durante o encontro e saborear com eles o prazer da vitória. ahahah, e saboreamos a derrota também, porque é nossa e isso ninguém nos tira. e assim, qualquer um dos desfechos é motivo suficiente para festejar.
Portugal perdeu, e apesar de também achar que fomos roubados pelo árbitro, que ignorou faltas atrás de faltas a favor dos alemães, não se esquecendo de apontar todas e mais algumas contra nós, a verdade é que a equipa só jogou bem nos últimos 5 minutos... é o chamado carácter "lusco-fusco" dos nossos jogadores.
há ali uns segundos em que os gajos, sentindo a pressão do final do tempo de compensação, até jogam bem e conseguem marcar o golo que era esperado logo ao início da partida, mas enfim, o que interessa é o amor.
e eu que não ia falar de futebol. eu que não quero falar de futebol quando toda a gente o está a fazer. eu que nem sequer gosto de futebol, deu-me para isto!
bah!
este texto ia ser imprevisível, descontraído e diferente. Não ia falar de Portugal, de futebol ou de bandeiras nacionais.
podia falar das 3 vernissages a que compareci depois do jogo. podia falar da falta de bebida em duas delas e da grande qualidade dos gin tónicos da segunda. que por acaso, e só por acaso era de um artista alemão.
podia falar disto tudo e ainda comentar a arte. mas como o título do post já diz tudo, fico-me pela minha previsibilidade e saio de fininho com o rabinho entre as pernas para não me armar em fingida a atirar para o melindrado.

e ps: o torneio de wimbledon está à porta e ao contrário do que aconteceu no futebol, desta vez quero que a Suíça ganhe, pelas mãos do Federer.

18/04/2008

Sambo



Sambo is a modern martial art and combat sport that was developed to enhance the military's hand-to-hand combat system in the former Soviet Union. In 1938, it was named the official sport of the USSR. Sambo combines a variety of wrestling styles with east Asian martial arts, boxing, and even fencing, from which it derives its parrying and lunging techniques.

Sambo, muitas vezes escrita SAMBO, é um acrónimo para
"САМозащита Без Оружия" (SAMozashchita Bez Oruzhiya) que significa "defesa própria sem armas".


16/04/2008

A propósito dos jogos Olimpícos que se avizinham, fica aqui uma lembrança da primeira nota 10 e do colapso das barras assimétricas

Nadia Comaneci ficou na história como uma das melhores ginastas de sempre, mas se há um momento que a define enquanto ginasta, esse momento é este: a primeira vez que alguém obteve a nota máxima num 10 sem mácula

Nadia Comaneci e a nota 10


Mas, para mim, se há um momento na ginástica que enuncia os predicados da forma correcta de estar na vida, esse momento não é a nota perfeita de Nadia Comaneci, mas sim a nota quase perfeita de Ludmilla Tourischeva contra todas as adversidades e com a classe e frieza de quem é melhor e mais forte do que o Mundo.

Ludmilla Tourischeva e o colapso das barras assimétricas

27/01/2008

Sábado, em Guimarães, numa noite de futebol

Os grupos de adeptos caminham pelas ruas separados, preparando-se. Está frio e há um burburinho adivinhador que cresce em cada esquina e rua da cidade. Mais à frente, mais próximos, há mais gente e menos espaço. As pessoas juntam-se, empurram... preparam-se. O medo da multidão dá lugar à sua força, à união. Já não há indíviduos nem pessoas, apenas uma massa indistinta de gente que se movimenta como uma onda.
Os de trás apertam os da frente, alguns gritam, outros devolvem o empurrão e a ânsia cresce. Na cabeça de todos um destino, o campo dos sonhos onde tudo se passa.
Da confusão nasce a ordem. Filas e mais filas ordenadas perfeitamente, de novo com indivíduos à espera da sua vez. E é lá dentro, quando caminhamos finalmente pelas entranhas do monstro, que o barulho, um trovejar dos céus que ecoa pelos corredores e escadas, se torna insuportável, provocando o fluxo de adrenalina. Tudo é antecipação e preparação.
Lá dentro, finalmente, o espaço amplo, o barulho, o verde, as bancadas inclinadas a afastarem-se, a esconderem o que ali se passa do exterior, e uma sensação de liberdade.
Ao sentarmo-nos na bancada tornamo-nos outra vez num corpo único.
Amor, ódio, identidade, partilha, egoísmo, guerra, todos os sentimentos se juntam em cada um dos que estão no estádio.
Começam as rezas, os cânticos, o prelúdio da batalha. Nós contra eles.
Tudo é antecipação, preparação, tudo é amor, ódio... a vida num momento. Mas nada disto é bonito.
O que se passa no campo é sagrado. Lá, tudo é permitido e é lá que tudo rebenta. É futebol.

(João Freire)

05/12/2007

Os magriços

Toda a gente já ouviu falar dos "magriços" como uma referência à selecção de Portugal de futebol que disputou o Mundial de 1966, mas do episódio dos Lusíadas que deu origem a esse nome já poucos se lembrarão. O nome "magriços" foi, por assim dizer, roubado ao episódio d'Os doze de Inglaterra, uma história com uma certa dose de verdade e lenda, contada por Fernão Veloso, que terá decorrido no reindado de D. João I e que conta as aventuras de doze cavaleiros portugueses que foram chamados a defender a honra de doze damas inglesas num torneio. o importante desta história é que foi um inglês, o Duque de Lencastre, que, com medo de enfrentar ele próprio os cavalheiros que terão desonrado as donzelas, pediu ajuda a Portuga, mais propriamente ao seu sogro, O Rei de Portugal, que respondeu prontamente enviando doze dos seus melhores homens. Onze partem de barco e Álvaro Gonçalves Coutinho, conhecido como "o magriço" decide fazer a viagem a cavalo para "conhecer terras e águas estranhas, várias gentes e leis e várias manhas" (Os Lusíadas), garantindo no entanto que estaria presente no local e na data certa. no dia do torneio, apesar de chegar algo atrasado, "O magriço" apareceu, como combinado, e o combate foi travado, acabando com glória para os portugueses que ganharam o confronto. Depois de terminadas as contendas foram recebidos pelo duque de Lencastre no seu palácio que lhes ofereceu muitas festas e honras como prova de apreço e gratidão.

08/11/2007

Os Hoyts - Um silêncio transformado em grito

Jornalista: "Você fez um tempo óptimo, poderia até ter ficado em primeiro lugar se não tivesse de carregar esse 'peso extra'".


Mr. Hoyt: "Se não fosse pelo "peso extra", eu não teria participado"




Durante o parto, Rick sofreu danos físicos sérios resultantes do estrangulamento com o cordão umbilical. Como consequência dessas complicações, Rick perdeu a capacidade física de controlar o seu corpo e ficou confinado a uma cadeira de rodas impossibilitado de mover-se e de falar. Os médicos informaram Dick que não havia muita esperança para o seu filho. afortunadamente, as capacidades mentais de Rick não foram afectadas com os problemas do parto.


Enquanto crescia, Rick desenvolveu uma forma de comunicar com o mundo, batendo a cabeça contra um sensor de forma a identificar palavras, num processo árduo e moroso, que teve a ajuda de uma universidade local. a primeira coisa que escrevu: "go Bruins", nome da equipa local. Depois, enquanto progredia na juventude, entrando na idade adulta, as coisas começaram a mudar. O seu pai, Dick, reparou que Rick começou a exprimir um elevado grau de emoção quando o envolvia nalguma actividade física. Fosse quando batia um taco de óquei na sua cadeira de rodas, quando percorria o bairro empurrando a sua cadeira numa tentativa de imitar os seus ídolos desportivos ou quando o carregava em braços por caminhadas na natureza, as emoções de Rick mudavam visivelmente.


Foi então que um dia um amigo de família, que por acaso era corredor da maratona, convenceu Dick Hoyt a empurrar o seu filho numa cadeira de rodas na distância de uma maratona local. No intervalo de cinco curtos anos, Dick e Rick Hoyt passaram de correr em maratonas locais a competir nas mais difícil provas de triatlo do mundo. Dick e Rick completaram cada etapa do triatlo (natação, bicicleta, corrida) graças a invenções de Dick que lhes permitiam competir juntos. Dick Hoyt tinha cinquentas e muitos nesta altura. Correndo com o pai a puxar pelo filho, conseguiram acabar apenas trinta minutos atrás do vencedor!


Aproveitado para o tema "Silêncio" da "Fábrica de Letras"

18/09/2007

Colin McRae (Lanark, 5 de Agosto de 1968 — Jerviswood, South Lanarkshire, 15 de Setembro de 2007)


Ganhou um título mundial apenas uma vez, mas o que o distinguia era a forma como andava sempre no máximo. Fica um vídeo em forma de homenagem a alguém que foi e continuará a ser um ídolo para muita gente. Fica a memória dos carros estragados, das discussões do co-piloto a dizer que ele arriscava demais e dos fãs que o consideravam um "ganda maluco".

11/07/2007

Exemplo de vida

Em 15 de setembro de 2001, a cinco corridas do final da sua carreira, o carro de Alessandro Zanardi foi atingido por outro a 320 km por hora, quando faltavam doze voltas para o final do Grande Prêmio de Lausitz, na Alemanha. Zanardi teve as duas pernas amputadas. Curiosamente, esse facto só causou o prolongamento da sua carreira, uma vez que ainda corre no campeonato WTCC. Com próteses, com coragem, com vitalidade e empenho parece que até se consegue pilotar um carro a 300 km por hora.

18/05/2007

Golf no espaço

Em 6 de Fevereiro de 1971, o astronauta Alan Shepard comandante da nave Apollo 14
tornou-se o primeiro homem a dar uma tacada numa bola de golf num ambiente extraterrestre.

Fonte: Portal das Curiosidades

15/05/2007

Primeiro vencedor da volta a Portugal em cavalo

José Tanganho é o nome daquele que foi o primeiro vencedor da volta a Portugal em cavalo.

(in... sei lá! Li ou ouvi em qualquer lado)

11/05/2007

O hooligan

Nos princípios do Sec.XIX, veio da Irlanda para a Inglaterra, um irlandês irascível e sempre mal-humorado, chamado Patrick Hooligan que, por onde andava, semeava a discórdia e resolvia todos os seus problemas com agressões.

Fonte: Portal das Curiosidades